Motorista embriagado é preso duas vezes no mesmo dia após atropelar família em Praia Grande

Motorista embriagado é preso duas vezes no mesmo dia após atropelar família em Praia Grande
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Um motorista embriagado foi preso pela segunda vez em menos de dez horas depois de invadir uma calçada e atropelar um casal que empurrava o carrinho de uma criança de dois anos em Praia Grande, litoral sul de São Paulo. O caso, registrado na noite de quarta-feira, expôs uma sequência de ocorrências que começou com uma detenção por violência doméstica durante a tarde e terminou com acusações de tentativa de homicídio horas depois.

Índice

Motorista embriagado: cronologia das duas prisões em menos de dez horas

O protagonista das duas ocorrências é Bruno de Souza Damo, de 41 anos. Segundo registros policiais, a primeira intervenção ocorreu por volta das 15 h, no bairro Gonzaguinha, em São Vicente. Testemunhas acionaram a Polícia Militar porque o homem estaria hostilizando uma mulher em via pública. Ao chegarem ao endereço, os agentes encontraram Bruno xingando e empurrando a namorada com violência, fato que culminou em sua prisão em flagrante pelos crimes de resistência, violência doméstica e injúria.

Depois de conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher de São Vicente, Bruno acabou liberado no mesmo dia. A liberação foi possível porque a vítima decidiu não representar criminalmente contra ele, o que, de acordo com a legislação vigente, impediu a continuidade da prisão que havia sido homologada em flagrante.

Menos de sete horas após sair da delegacia, o motorista embriagado se envolveu em um novo episódio, desta vez de grande repercussão. Por volta das 22 h, na Rua Bruno Seabra, bairro Trevo, em Praia Grande, ele conduzia um automóvel quando perdeu o controle, subiu na calçada e atingiu a família que caminhava no local. Todo o impacto foi registrado por câmera de monitoramento instalada em um imóvel vizinho.

Entenda a primeira ocorrência por violência doméstica

O boletim de ocorrência do período da tarde revela que a discussão entre o casal começou ainda na praia. A mulher relatou aos policiais que os desentendimentos foram motivados por ciúmes do companheiro. O documento descreve que Bruno chegou a armar um soco, mas foi contido pelos agentes logo após empurrar a vítima ao chão. Diante da agressividade, a polícia empregou força moderada para detê-lo, caracterizando a resistência à prisão.

Em depoimento, a vítima informou inicialmente ser ex-namorada do suspeito, mas, horas depois, declarou em um segundo registro que mantém relacionamento com ele há dois anos. A mudança de informação foi anotada na própria documentação policial, sem que se alterasse o fato principal: a mulher foi alvo de ofensas e agressões físicas.

Motorista embriagado lança o carro contra a família em Praia Grande

No evento noturno, o motorista embriagado avançou em alta velocidade em direção a um casal que caminhava empurrando um carrinho de bebê. Após atingir as vítimas, o veículo só parou quando colidiu contra o portão de uma residência, projetando-as para dentro do imóvel. Imagens do circuito de segurança mostram o susto e a impossibilidade de reação dos pedestres diante da aproximação do automóvel.

Quando a Polícia Militar chegou ao local, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já prestavam socorro. As três vítimas foram encaminhadas ao Pronto-Socorro Central de Praia Grande. Até o momento, a corporação não divulgou boletim médico detalhado sobre o estado de saúde do casal e da criança.

Bruno, por sua vez, era alvo de agressões por parte de moradores que testemunharam o atropelamento. A PM precisou intervir para encerrar o linchamento. Os policiais relataram sinais claros de embriaguez: olhos vermelhos, fala desconexa e forte odor etílico.

Sinais de embriaguez, recusa ao bafômetro e versão do suspeito

Apesar dos indícios constatados pelos agentes, o motorista embriagado recusou-se a realizar o teste do bafômetro. A legislação brasileira não obriga o condutor a soprar o aparelho, mas permite que a recusa seja usada como elemento de prova, desde que haja outras evidências — como vídeos, testemunhos ou alterações na capacidade psicomotora. Diante da negativa, a autoridade policial manteve a prisão em flagrante por embriaguez ao volante, sustentada pelos relatos das testemunhas e pelos registros visuais do atropelamento.

Em depoimento, Bruno admitiu ter consumido bebida alcoólica, porém alegou ter perdido o controle da direção. Ele declarou ter descido do carro para prestar socorro às vítimas, mas, segundo o boletim, foi impedido pelos populares que o agrediram. A namorada, proprietária do carro, confirmou que o veículo apresentava problemas na troca de marcha, embora não soubesse explicar porque a condução não conseguiu completar uma curva antes de subir a calçada.

Classificação criminal: de embriaguez ao volante à tentativa de homicídio

Além da infração de trânsito por dirigir sob influência de álcool, a polícia enquadrou o condutor no crime de tentativa de homicídio. O entendimento dos investigadores é que Bruno usou o automóvel como arma ao lançar o veículo contra o casal e a criança. Para reforçar essa tipificação, a autoridade destacou a velocidade empregada e a ausência de qualquer manobra para evitar o choque.

Com duas ocorrências no mesmo dia, Bruno acumula flagrantes de natureza distinta: primeiro, pela violência doméstica e resistência; depois, pela combinação de embriaguez ao volante e tentativa de homicídio. Até o fechamento do registro, não havia informação sobre apresentação de defesa técnica pelo suspeito.

Atuação dos órgãos de segurança e de saúde

Duas unidades da administração pública foram decisivas no atendimento: a Polícia Militar, responsável pelas prisões, e o Samu, que realizou os primeiros socorros. Na ocorrência da tarde, a Delegacia de Defesa da Mulher de São Vicente conduziu o flagrante relacionado à violência doméstica. Já na ocorrência noturna, o caso foi encaminhado à delegacia de Praia Grande, onde foi lavrado o segundo auto de prisão em flagrante.

A integração desses serviços ilustra o fluxo padrão em casos de violência doméstica e crimes de trânsito com vítimas: primeiro, a intervenção militar para estabilizar a cena; depois, o encaminhamento médico dos feridos; por fim, a formalização dos procedimentos judiciais.

Próximos passos no processo

Com a prisão em flagrante confirmada durante a madrugada, o próximo passo será a análise judicial do auto, quando a Justiça decidirá sobre a conversão em prisão preventiva ou aplicação de medidas cautelares. Também devem ser anexados laudos médicos das vítimas e o resultado de eventual perícia no veículo para complementar as evidências.

Enquanto isso, a família atropelada permanece em acompanhamento médico no Pronto-Socorro Central de Praia Grande, e o inquérito segue em fase de instrução, aguardando novos depoimentos que possam esclarecer a dinâmica completa do atropelamento e o histórico de agressões registrados horas antes.

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