Maduro desembarca em Nova York sob escolta federal após operação militar dos EUA

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O presidente deposto da Venezuela, Maduro, chegou aos Estados Unidos no início da noite deste sábado, 3 de janeiro de 2026, após ser capturado em Caracas por forças especiais norte-americanas. O pouso ocorreu no Aeroporto Internacional de Stewart, a aproximadamente 95 quilômetros da cidade de Nova York, marcando a primeira etapa de um procedimento judicial que, segundo autoridades, terá prosseguimento em instalações federais de segurança máxima.
- Maduro desembarca em Nova York cercado por agentes federais
- Da captura em Caracas ao traslado para o Vale do Hudson
- Acusações de tráfico internacional de drogas e procedimentos judiciais
- Declaração de Trump sobre administração temporária da Venezuela
- Operação militar envolveu 150 aeronaves e gera reação internacional
- Próximos passos do processo e expectativas para segunda-feira
Maduro desembarca em Nova York cercado por agentes federais
Imagens transmitidas por emissoras de televisão norte-americanas exibiram o momento exato em que Maduro apareceu na porta da aeronave, vestindo moletom escuro com capuz e aparentando ter algemas nos pulsos e tornozelos. De acordo com as filmagens, dezenas de agentes do FBI e da Agência de Combate às Drogas (DEA) formaram um cordão de isolamento enquanto o líder latino-americano descia lentamente a escada metálica do avião. Testemunhas relataram que ele demonstrou dificuldade para se locomover, avançando de forma cautelosa até o hangar onde veículos oficiais aguardavam.
O horário de chegada foi registrado às 18h30, pelo fuso de Brasília, encerrando um trajeto de mais de 16 horas iniciado na capital venezuelana. Ao lado do ex-chefe de Estado estava a esposa, Cília Flores, que também teve a liberdade restringida na mesma operação e enfrenta as mesmas acusações criminais.
Da captura em Caracas ao traslado para o Vale do Hudson
A ação que resultou na apreensão do casal foi descrita por autoridades norte-americanas como “sem precedentes” em território venezuelano. Ainda na madrugada de sábado, unidades especiais ingressaram em Caracas, efetuaram a prisão de Maduro e iniciaram o transporte aéreo. O deslocamento envolveu múltiplas etapas de reabastecimento e escolta, segundo fontes governamentais, culminando no pouso no estado de Nova York já sob rígido esquema de segurança.
A operação militar, elaborada ao longo de vários meses, mobilizou cerca de 150 aeronaves, incluindo cargueiros, caças de cobertura e helicópteros de apoio logístico. Não foram divulgadas, até o momento, informações sobre eventual resistência armada ou incidentes no percurso entre os dois países.
Acusações de tráfico internacional de drogas e procedimentos judiciais
Conforme divulgado pela imprensa dos Estados Unidos, Maduro e Cília Flores responderão por tráfico internacional de drogas. O governo norte-americano ainda não apresentou publicamente provas das imputações, mas confirmou que o processo correrá em cortes federais de Nova York. Após o desembarque, o casal será transportado de helicóptero até Manhattan, onde passará por identificação formal nas instalações centrais da DEA antes de seguir para presídios destinados a réus de alta periculosidade.
Fontes judiciais informaram que a permanência em solo nova-iorquino é uma etapa protocolar. Depois da audiência de custódia, os acusados podem ser redistribuídos para complexos penitenciários federais em outros estados, dependendo da avaliação de risco e das necessidades logísticas do Serviço de Marshals dos EUA.
Declaração de Trump sobre administração temporária da Venezuela
Em coletiva realizada poucas horas após a aterrissagem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pronunciou-se pela primeira vez sobre a operação em solo venezuelano. Segundo o chefe do Executivo, Washington assumirá diretamente a administração da Venezuela “até que seja possível uma transição de poder”. Questionado sobre a duração desse controle, Trump não forneceu prazo específico.
O mandatário norte-americano declarou ainda que pretende dialogar com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, acerca da formação de um governo interino. Entretanto, em manifestação pública separada, Rodríguez rejeitou qualquer subordinação ao gabinete de Washington, reforçando a posição de que a soberania venezuelana não pode ser condicionada a decisões externas.
O número de 150 aeronaves mobilizadas confirma a amplitude das ações logísticas empregadas pelos Estados Unidos na incursão. Autoridades de defesa classificaram o planejamento como “multifásico”, com rotas que incluíram reabastecimento em ilhas do Caribe e coordenação de radares no Atlântico. A operação também acendeu alertas em países vizinhos: a Venezuela partilha mais de 2 mil quilômetros de fronteira terrestre com o Brasil, que acompanha o desdobramento dos eventos.
No cenário diplomático, a intervenção motivou convocação de reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. O encontro está agendado para a próxima segunda-feira e deverá avaliar a legalidade da ação norte-americana, além de seu impacto na estabilidade regional.
Próximos passos do processo e expectativas para segunda-feira
A etapa seguinte para Maduro e Cília Flores será a audiência de apresentação em Manhattan, onde o juiz federal competente decidirá sobre a manutenção da custódia preventiva. Paralelamente, a comunidade internacional aguarda o posicionamento oficial do Conselho de Segurança da ONU, marcado para segunda-feira, que poderá influenciar a condução do caso e a gestão provisória da Venezuela.

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