Luisa Stefani abandona WTA de Adelaide e foca no Aberto da Austrália após parceira adoecer

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Luisa Stefani encerrou prematuramente sua participação no WTA 500 de Adelaide, na Austrália, depois que a parceira de duplas Marie Bouzkova sofreu uma intoxicação alimentar e não pôde entrar em quadra nas quartas de final.
- Por que Luisa Stefani deixou o WTA de Adelaide
- Impacto imediato para Luisa Stefani e o calendário do Aberto da Austrália
- Retomada da dupla Luisa Stefani & Gabriela Dabrowski
- João Fonseca busca estreia após dores lombares
- Beatriz Haddad Maia será a representante do país em simples feminino
- Thiago Wild e Gustavo Heide ficam fora do Grand Slam australiano
- Cronograma e expectativas até o início do Aberto da Austrália
Por que Luisa Stefani deixou o WTA de Adelaide
A desistência foi oficializada nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, poucas horas antes do confronto agendado contra a cazaque Anna Danilina e a sérvia Aleksandra Krunic. O embate valeria vaga na semifinal do torneio, que funciona como a última parada preparatória para o Aberto da Austrália. Sem condições físicas, Bouzkova comunicou à organização que não conseguiria competir, e automaticamente o time foi retirado da chave.
O WTA 500 de Adelaide vem sendo utilizado pelas principais jogadoras para ajustar ritmo de jogo, adaptação às quadras duras e avaliação de estratégias antes do primeiro Grand Slam do calendário. No caso da dupla Stefani/Bouzkova, o plano era somar pontos no ranking de duplas e ganhar entrosamento, mas o problema de saúde da tcheca impediu qualquer continuidade.
Impacto imediato para Luisa Stefani e o calendário do Aberto da Austrália
A ausência na fase decisiva de Adelaide reduz a carga de jogos de Stefani na semana que antecede o Grand Slam australiano, programado para começar no domingo, 18 de janeiro. Do ponto de vista físico, a diminuição de partidas pode significar descanso extra, mas, competitivamente, representa menos tempo em quadra sob pressão real de torneio.
Para efeitos de ranking, a desistência não gera pontuação, já que a premiação de atletas eliminadas por walkover é nula a partir das quartas de final. Assim, a brasileira se concentra agora em Melbourne, onde retomará parceria com a canadense Gabriela Dabrowski. A expectativa é que ambas entrem em ação já nos primeiros dias do Grand Slam, dependendo da colocação na chave que será definida pelo sorteio oficial.
Retomada da dupla Luisa Stefani & Gabriela Dabrowski
Após três temporadas jogando juntas de forma intermitente — período em que conquistaram o WTA 1000 de Montreal e alcançaram vice-campeonatos no WTA 1000 de Cincinnati e no WTA 500 de San Jose — Stefani e Dabrowski decidiram unir forças novamente em 2026. A escolha foi estratégica: ambas já se conhecem dentro e fora de quadra, possuem estilos complementares e compartilham metas de ranking ambiciosas.
O histórico positivo inclui vitórias sobre duplas top-10 e campanhas consistentes em torneios sobre piso duro, característica predominante do verão australiano. Reunir esse currículo à experiência recente de Stefani com diferentes parceiras pode ampliar o leque tático da equipe. A curto prazo, o objetivo é avançar no Aberto da Austrália, torneio em que a brasileira ainda busca uma semifinal inédita na carreira.
João Fonseca busca estreia após dores lombares
Enquanto Stefani muda o foco para Melbourne, o carioca João Fonseca, número 30 do ranking mundial, também desembarca na capital vitoriana. O atleta não disputou nenhuma partida oficial em 2026 devido a dores na região lombar, lesão que o obrigou a desistir dos eventos de Brisbane e Adelaide. Caso confirme plena recuperação, Fonseca deve receber o status de cabeça de chave 28, cenário possível em função das retiradas do britânico Jack Draper, 11.º do ranking, e do dinamarquês Holger Rune, 16.º.
O sorteio da chave principal está marcado para 14h30 de quinta-feira, 15 de janeiro. Só então o brasileiro conhecerá o adversário da primeira rodada. A condição de cabeça de chave tende a protegê-lo de enfrentar nomes do top-10 logo de início, facilitando uma trajetória mais equilibrada nas fases iniciais.
Beatriz Haddad Maia será a representante do país em simples feminino
No quadro de simples feminino, o Brasil contará com Beatriz Haddad Maia, atualmente 39.ª do ranking da WTA. Ainda que não tenha participado dos eventos preparatórios da Oceania nesta temporada, Haddad Maia tem histórico de boas apresentações em quadras rápidas, incluindo oitavas de final no Aberto da Austrália em edições anteriores.
O planejamento da paulista priorizou treinos específicos de saque e devolução, fundamentos decisivos em partidas de Grand Slam. Assim como Fonseca, Haddad Maia descobrirá sua primeira adversária no sorteio de quinta-feira. O posicionamento no ranking não garante status de cabeça de chave, mas a coloca perto da zona de corte, tornando possível enfrentar favoritas já nos primeiros jogos.
Thiago Wild e Gustavo Heide ficam fora do Grand Slam australiano
Na rota de qualificação masculina, Thiago Wild e Gustavo Heide encerraram o sonho de integrar a chave principal. Wild, 218.º do ranking, caiu diante do italiano Francesco Maestrelli, 141.º, com parciais de 7/6 e 6/4. Heide, 238.º, foi superado pelo croata Dino Prizmic, 127.º, por 7/5 e 6/2. Ambos precisavam avançar mais duas rodadas para garantir vaga, mas as derrotas na segunda fase eliminaram as chances.
Apesar do revés, os pontos obtidos pelo simples fato de entrarem em quadra na fase qualificatória contribuem para a manutenção de posicionamento no ranking. O próximo passo para os dois brasileiros será definir novos torneios ― provavelmente em circuitos ATP Challenger — para recuperar ritmo e buscar ascensão na classificação.
Cronograma e expectativas até o início do Aberto da Austrália
Com a desistência em Adelaide, Luisa Stefani terá quatro dias de intervalo até a rodada inaugural em Melbourne, prazo considerado adequado para treinamentos de saque-voleio, ajustes de posicionamento em quadra e integração final com Dabrowski. Para João Fonseca, a janela é crucial para testes de mobilidade e fortalecimento da região lombar. Paralelamente, a equipe de Beatriz Haddad Maia intensifica sessões de sparring visando à adaptação ao calor local, que costuma superar 30 °C na chamada “summer swing”.
O ponto de atenção geral recai sobre o sorteio oficial de quinta-feira, 15 de janeiro, que definirá confrontos das chaves principal masculina e feminina. A divulgação orientará o planejamento de treinos específicos, a estratégia de análises de adversários e até a logística de horários em quadra. O primeiro Grand Slam da temporada começará às 11h locais de domingo, 18 de janeiro, data que marcará a estreia dos principais representantes brasileiros em Melbourne Park.

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