Lua Cheia hoje: entenda a fase da Lua nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Lua Cheia marca o céu desta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, com 83 % de sua superfície iluminada e já em processo de diminuição de brilho, a três dias do próximo Quarto Minguante.
- O que significa a Lua Cheia decrescente de 7 de janeiro de 2026
- Lua Cheia e o calendário lunar de janeiro de 2026
- Entenda como a Lua Cheia se encaixa no ciclo de 29,5 dias
- Principais características visíveis da Lua Cheia
- Contagem regressiva da Lua Cheia para o Quarto Minguante
- Posicionamento, duração e simbologia das fases
- Visibilidade prática para o observador em 7 de janeiro
- Próxima etapa: Quarto Minguante em 10 de janeiro de 2026
O que significa a Lua Cheia decrescente de 7 de janeiro de 2026
Na data de hoje, o satélite natural da Terra está em fase Cheia, porém não mais no ápice de luminosidade alcançado no último domingo, 3 de janeiro, às 07h02. Desde então, a iluminação aparente vem reduzindo gradualmente. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que, nesta quarta-feira, apenas 83 % da face lunar visível da Terra permanece iluminada. Esse percentual classifica a Lua como “Cheia decrescente” ou “gibosa minguante”, momento situado entre a plenitude total e o Quarto Minguante.
O intervalo entre a Lua Cheia e o Quarto Minguante é caracterizado por noites em que o disco perdeu menos de metade da iluminação, mas já exibe sombra crescente na borda leste. Essa transição sinaliza que o ciclo lunar se encaminha para o encerramento, fase associada a conclusões e revisão de processos.
Lua Cheia e o calendário lunar de janeiro de 2026
O mês começou com a mudança oficial para a Lua Cheia em 3 de janeiro, às 07h02. A próxima etapa relevante será o Quarto Minguante em 10 de janeiro, às 12h48. Depois disso, a Lua Nova virá em 18 de janeiro, às 16h51, reiniciando um novo ciclo de 29,5 dias em média. O fechamento do calendário mensal ocorrerá com a Lua Crescente, programada para a madrugada de 26 de janeiro, às 01h47.
Essas quatro datas delineiam as fases principais do ciclo. Entre elas, existem interfases que também se refletem visualmente: a gibosa crescente acontece entre a Lua Nova e a Cheia; a gibosa minguante, que estamos observando agora, ocorre entre a Cheia e o Quarto Minguante. Cada fase dura por volta de sete dias, mas pequenos desvios de horas são comuns porque o período sinódico da Lua não coincide exatamente com a duração do mês civil.
Entenda como a Lua Cheia se encaixa no ciclo de 29,5 dias
Uma lunação — intervalo entre duas Luas Novas consecutivas — leva, em média, 29,5 dias. Esse valor resulta da dinâmica orbital da Lua ao redor da Terra e do movimento de ambos em torno do Sol. Durante o ciclo, a posição relativa dos três corpos determina quanto da superfície lunar refletirá luz em direção ao nosso planeta.
Na Lua Nova, o satélite fica entre a Terra e o Sol. Consequentemente, o lado iluminado permanece voltado para o Sol e a face voltada para nós quase não recebe luz direta, tornando-se invisível no céu noturno. À medida que os dias avançam e a Lua segue sua órbita, um arco iluminado surge: é a fase Crescente.
Quando metade do disco aparece iluminada, o evento recebe o nome de Quarto Crescente. O brilho continua a aumentar até atingir o ápice: a Lua Cheia, quando a Terra se posiciona entre o Sol e o satélite. A partir desse alinhamento, o caminho orbital prossegue e a iluminação inicia a redução, período chamado de minguante.
A nomenclatura “Quarto Minguante” refere-se ao instante em que novamente observamos metade do disco, desta vez a porção oposta à que iluminava no Quarto Crescente. O ciclo conclui quando a Lua chega ao alinhamento de Nova, reiniciando a sequência.
Principais características visíveis da Lua Cheia
Durante a fase Cheia, o brilho do satélite atinge intensidade capaz de lançar sombras nítidas ao solo e comprometer a observação de objetos de céu profundo para astrônomos amadores. Hoje, embora a iluminação não seja mais total, o efeito ainda é pronunciado. O disco de 83 % de luminosidade nasce aproximadamente no momento em que o Sol se põe e se põe por volta do nascer do Sol seguinte, oferecendo uma janela completa de observação ao longo da noite.
A luz refletida pela Lua Cheia se espalha pela atmosfera terrestre e afeta a claridade noturna, influenciando atividades humanas, ciclos biológicos e estudos ambientais. Biólogos registram variações no comportamento de espécies noturnas que se orientam pela intensidade da luz lunar. Para fotógrafos, a fase é ideal para registrar paisagens iluminadas naturalmente, embora demande atenção ao controle de exposição para evitar perda de detalhes.
Contagem regressiva da Lua Cheia para o Quarto Minguante
A perda de iluminação se tornará mais perceptível nas próximas três noites. Em 8 de janeiro, a porcentagem iluminada tende a cair para cerca de 76 % (valor aproximado obtido pela média de redução diária entre Cheia e Quarto Minguante). No dia 9, a Lua pode mostrar em torno de 69 % de brilho. Finalmente, em 10 de janeiro, às 12h48, ocorrerá o Quarto Minguante, quando metade do disco ficará iluminada.
Nessa virada, a Lua nascerá por volta da meia-noite e se porá aproximadamente ao meio-dia, ritmo característico da fase minguante. Para observadores, o período promete oportunidades de fotografar crateras, vales e montanhas próximas ao terminador — linha que separa a parte iluminada da parte sombreada — onde o contraste realça relevo.
Posicionamento, duração e simbologia das fases
Cada etapa do ciclo lunar resulta de uma combinação geométrica diferente:
Lua Nova: satélite entre Terra e Sol, brilho não visível. Associada a inícios.
Lua Crescente: arco iluminado amplia-se noite após noite, simbolizando crescimento.
Lua Cheia: Terra entre Sol e Lua, disco totalmente iluminado, auge de energia.
Lua Minguante: porção iluminada diminui, remetendo a balanço e encerramento.
Essas associações culturais estão profundamente enraizadas em calendários agrícolas, festividades religiosas e tradições marítimas, que historicamente se baseiam na claridade noturna para programar plantios, colheitas, rituais ou navegações. Em 2026, o padrão permanece o mesmo, pois a mecânica celeste não sofre mudanças perceptíveis em escalas de tempo humanas.
Visibilidade prática para o observador em 7 de janeiro
Com 83 % de iluminação, a Lua nasce na região leste do horizonte pouco antes do pôr do Sol. A elevação máxima ocorre perto da meia-noite, momento em que o disco estará alto no céu, livre de obstáculos como prédios ou montanhas na maior parte das cidades. O pôr da Lua se dará pouco depois do amanhecer do dia 8, completando uma noite inteira de exposição para quem deseja acompanhar a transição do terminador.
Para registrar imagens, recomenda-se uso de tripé, obturador não muito lento (para evitar a saturação da região iluminada) e configurações manuais de ISO. A claridade lunar reduz drasticamente o contraste do céu, dificultando a captura de estrelas fracas, mas valoriza a superfície da Lua e objetos terrestres iluminados por sua luz.
Próxima etapa: Quarto Minguante em 10 de janeiro de 2026
O evento seguinte no calendário lunar ocorrerá em 10 de janeiro, às 12h48, quando a Lua alcançará o Quarto Minguante, marco que finalizará a fase Cheia decrescente observada nesta semana.

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