Jovem aprovado em medicina na UFT transforma rotina de trabalho pesado em conquista universitária

Jovem aprovado em medicina na UFT transforma rotina de trabalho pesado em conquista universitária
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Aprovado em medicina na UFT, o estudante Fernando Abreu Miranda, de 17 anos, converteu uma rotina marcada por trabalho braçal e longos deslocamentos em uma vaga no curso mais disputado da Universidade Federal do Tocantins.

Índice

Quem é o aprovado em medicina na UFT

Fernando nasceu e cresceu em Itaporã do Tocantins, pequeno município localizado na região norte do estado. Aos 17 anos, cursava o ensino médio no Colégio Militar Ary Ribeiro Valadão Filho, situado em Colinas do Tocantins, cidade distante aproximadamente 20 km de sua casa. O trajeto diário exigia planejamento, pois incluía ida e volta, somando cerca de 40 km percorridos todos os dias.

Além da escola, o jovem dividia o tempo com o pai em atividades agrícolas, como roçar juquira e cortar grama. Essas tarefas, descritas por ele como “serviços pesados no campo”, ocupavam boa parte do dia, mas não impediram a manutenção de um cronograma rígido de estudos.

Antes do vestibular, Fernando visualizava a carreira de farmácia como primeira possibilidade. Entretanto, ao se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação, optou por tentar medicina na Universidade Federal do Tocantins, mesmo ciente da elevada concorrência.

Rotina de estudos do aprovado em medicina na UFT

No início da preparação, Fernando dedicava entre quatro e cinco horas diárias aos livros, vídeos e lives. Sem cursinho on-line formal, ele montou um método próprio: alternar disciplinas de exatas com humanas para equilibrar o conteúdo e evitar fadiga cognitiva.

Com a aproximação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a carga aumentou. Na reta final, os períodos de estudo chegaram a dez horas por dia. O planejamento começava pela manhã, estendendo-se até a noite, sempre entrecortado pelas obrigações escolares e pelas demandas do trabalho rural.

Para otimizar o aprendizado, o estudante afirmava priorizar revisões constantes e a resolução de questões de provas anteriores. Embora não tenha recorrido a plataformas pagas, manteve contato com materiais gratuitos disponíveis na internet, garantindo variedade de fontes e aprofundamento teórico.

Desafio de conciliar trabalho braçal e preparação para o Enem

A rotina dupla exigia disciplina. Depois das aulas regulares, Fernando auxiliava o pai nos serviços do campo. As tarefas incluíam capina, corte de grama e outras atividades que exigem esforço físico. Apesar do desgaste, ele convertia os intervalos livres em oportunidades de revisão, carregando apostilas e consultando anotações sempre que possível.

A distância entre o local de residência e a escola implicava tempo significativo em deslocamento. Esse período de viagem era empregado para leitura de resumos ou escuta de conteúdos em áudio que reforçavam matérias mais complexas. Dessa forma, mesmo o tempo em trânsito se transformou em parte da preparação.

O equilíbrio entre trabalho, estudos e vida familiar foi alcançado com apoio dos pais, que compartilhavam responsabilidades domésticas para que o jovem mantivesse o foco nas provas. Segundo Fernando, a colaboração familiar foi essencial para que a carga de tarefas não prejudicasse a saúde física e mental.

Surpresa na madrugada: como Fernando descobriu que foi aprovado em medicina na UFT

A confirmação da vaga ocorreu na madrugada de 29 de janeiro. Uma tempestade provocou queda de energia na residência da família. Horas depois, quando a luz retornou, Fernando decidiu acessar o sistema do Sisu. Ao ver o próprio nome na lista da chamada regular, relutou em acreditar e preferiu voltar a dormir, temendo ter se enganado.

Na manhã seguinte, a rechecagem do resultado confirmou a aprovação. O espanto inicial deu lugar à emoção. A notícia foi compartilhada com a família, que demorou alguns instantes para assimilar a informação. O momento se converteu em lágrimas, abraços e comemorações, marcando o fim de meses de esforço intensivo.

O curso de medicina da Universidade Federal do Tocantins possui o maior número de candidatos por vaga na instituição, condição que realça o peso da conquista. Para Fernando, que inicialmente pensava em farmácia, a mudança de plano simboliza abertura de oportunidades diferentes e, possivelmente, mais amplas na área da saúde.

Mudança para Palmas e expectativa para o início das aulas de medicina

As aulas na UFT estão programadas para começar em 23 de fevereiro. Até lá, Fernando organiza a mudança para Palmas, capital do estado, localizada a cerca de 250 km de Itaporã. Ele contará com o suporte de parentes que residem na cidade, fator que deve facilitar a transição e reduzir custos iniciais.

A ida para a capital também marca o primeiro afastamento prolongado da família e dos amigos do interior. Apesar da saudade antecipada, o estudante considera o suporte de familiares em Palmas crucial para focar integralmente na graduação, sem a preocupação de conciliar emprego formal nos primeiros semestres.

No planejamento financeiro, estão itens como material didático, transporte interno e eventuais despesas de alimentação. O acesso à assistência estudantil da universidade e possíveis programas de bolsas são tópicos que Fernando pretende avaliar quando estiver matriculado e integrado à rotina acadêmica.

A trajetória até a aprovação em medicina na UFT inspira estudantes do interior

A história de Fernando Abreu Miranda demonstra que a combinação de disciplina, estratégias de estudo autônomas e apoio familiar pode superar desafios logísticos e financeiros. Vindo de um município com pouco mais de três mil habitantes, ele mostra que o local de origem não limita a possibilidade de acesso ao ensino superior público e de qualidade.

Para estudantes que enfrentam condições semelhantes, a experiência de aproveitar materiais gratuitos, estabelecer metas diárias e manter constância nos estudos surge como exemplo de metodologia eficaz. Além disso, o caso evidencia a relevância do Sistema de Seleção Unificada como porta de entrada democrática para instituições federais em todo o país.

Ao se preparar para ingressar em medicina, Fernando amplia o leque de contribuições futuras para a comunidade, já que médicos formados em universidades públicas costumam atuar em diferentes regiões, inclusive áreas carentes de profissionais de saúde. Embora ainda seja cedo para decidir especializações, o universitário acredita que a vivência no interior poderá influenciar escolhas voltadas ao atendimento de populações rurais.

Com a matrícula confirmada e o início do semestre letivo agendado para 23 de fevereiro, a próxima etapa na vida de Fernando Abreu Miranda será a integração ao campus da Universidade Federal do Tocantins em Palmas, onde pretende consolidar a jornada iniciada na madrugada de aprovação.

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