Jane Duboc celebra a Bossa Nova em apresentação exclusiva no Cena Musical da TV Brasil

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A TV Brasil dedica a madrugada de sábado para domingo a um tributo sonoro que coloca Jane Duboc na linha de frente das comemorações do mês da Bossa Nova. À meia-noite, o canal público exibe o espetáculo “O Reflexo da Água”, registro inédito que resgata composições nacionais inspiradas no elemento que batiza o show. A produção, gravada no Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro, integra a grade do programa Cena Musical e já se encontra disponível tanto no aplicativo TV Brasil Play quanto no canal da emissora no YouTube.
Jane Duboc revisita clássicos inspirados na água
No centro do palco, a artista paraense natural de Belém interpreta um repertório cuidadosamente escolhido para dialogar com a temática aquática. Entre os títulos selecionados estão “Tenho Sede”, parceria de Dominguinhos e Anastácia; “Correnteza”, composta por Tom Jobim e Luiz Bonfá; e “Todo Azul do Mar”, criação de Flávio Venturini e Ronaldo Bastos. A lista inclui ainda obras de Dorival Caymmi e Fátima Guedes, nomes consagrados cuja produção muitas vezes recorre à água como metáfora de movimento, vida ou contemplação.
O conceito do espetáculo se alinha ao clima de celebração da Bossa Nova que permeia o mês de janeiro, culminando no dia 25. O gênero, conhecido pela suavidade rítmica e pela fusão de harmonias sofisticadas com letras intimistas, encontra nessas canções uma vertente voltada para paisagens marítimas, rios e chuvas que moldam a identidade musical brasileira. Ao destacar esse recorte, Jane Duboc não apenas homenageia o estilo, mas também sublinha a multiplicidade de autores que dialogaram com a temática ao longo de décadas.
Preparativos de Jane Duboc para o espetáculo O Reflexo da Água
A performance que chegará às telas foi registrada previamente nas dependências do Espaço Cultural do BNDES, ambiente que, desde 2017, serve de cenário para as gravações do Cena Musical. A escolha do local visa preservar a acústica refinada da sala, proporcionando equilíbrio entre instrumentos, voz principal e coro de apoio. Consciente desse potencial, Jane Duboc alterna violão, teclado e interpretação vocal ao longo do concerto.
Ao assumir essas funções, a artista estabelece diferentes texturas sonoras. Quando empunha o violão, privilegia arranjos que remetem à intimidade de rodas de música; ao migrar para o teclado, expande o espectro harmônico, aportando densidade às obras selecionadas. Esse planejamento de palco reforça o caráter autoral do show, ainda que o repertório seja formado por obras escritas por outros compositores.
Outra dimensão dos preparativos envolve a linha narrativa definida para a ordem das faixas. A abertura recai em “Tenho Sede”, composição que mescla anseios pessoais e referências à falta d’água no sertão nordestino. Em seguida, “Correnteza” aprofunda a metáfora do fluxo contínuo, enquanto “Todo Azul do Mar” encerra o bloco principal com uma atmosfera de contemplação. Desse modo, a sequência proposta por Jane Duboc percorre diferentes percepções sobre a água: escassez, movimento e abundância.
No palco, Jane Duboc conta com músicos experientes
A intérprete se faz acompanhar por um quinteto de instrumentistas e vocalistas que adicionam camadas de ritmo e harmonia. Pablo Savalla assume a percussão e participa dos vocais de apoio, ancorando o pulso das canções e reforçando a cadência discreta típica da Bossa Nova. Jefferson Lescowich, responsável pelo baixo acústico e elétrico, contribui para a sustentação harmônica e rítmica, alternando timbres conforme as exigências de cada faixa.
Clarisse Grova traz voz adicional e dedilha violão em determinados trechos, oferecendo contrapontos melódicos que se entrelaçam com o registro de Jane Duboc. Já Leandro Freixo opera teclado e vocal, completando as bases harmônicas e consolidando os coros coletivos. A interação entre todos resulta em arranjos que preservam a leveza original das composições, ao mesmo tempo em que introduzem nuances dinâmicas compatíveis com uma performance ao vivo gravada para televisão.
Essa formação enxuta, porém versátil, dialoga com o espírito do Cena Musical, programa concentrado em fazer a música chegar ao espectador tal qual se apresentaria em sala de concerto. Ao valorizar vozes e instrumentos sem grandes intervenções de estúdio, a produção assegura autenticidade e permite que as sutilezas do repertório se sobressaiam.
Cena Musical reforça sua trajetória de fomento à música brasileira
Lançado em 2007, o Cena Musical nasceu com a missão de registrar performances inéditas de artistas nacionais. Desde então, consolidou-se na grade da TV Brasil como janela semanal dedicada a evidenciar a pluralidade sonora do país. A partir de 2017, as gravações passaram a ocorrer de maneira sistemática no Espaço Cultural do BNDES, preservando padrão técnico e visual homogêneo.
Com apresentação da cantora, jornalista e comunicadora Bia Aparecida, a atração adota formato que intercala introduções breves, apresentação completa do show e encerramento igualmente sucinto. As direções de Maíra de Assis e Waldecir de Oliveira focam na captação de som e imagem que não interfira na vivência artística, valorizando enquadramentos que mostrem interação entre músicos, plateia e espaço cênico.
Ao longo de quase duas décadas, o programa recebeu nomes como MPB4, Jards Macalé, Elba Ramalho, Francis Hime, Olivia Hime, Gilson Peranzzetta, Geraldo Azevedo e Zé Katimba. Essa listagem, atualizada a cada temporada, reflete a multiplicidade de estilos, idades e trajetórias que compõem o cenário musical do país. Na edição que agora apresenta Jane Duboc, o Cena Musical mantém a tradição de alternar artistas consagrados com talentos emergentes, promovendo um recorte abrangente da produção contemporânea.
Sintonize a estreia e reveja Jane Duboc nos serviços on-demand
A exibição televisiva de “O Reflexo da Água” ocorre exatamente à meia-noite, na virada de sábado (17) para domingo (18). O horário, usual na grade do Cena Musical, destina-se a espectadores que buscam experiências musicais fora do ciclo comercial de programação. Para quem prefere assistir em outro momento, o episódio já se encontra liberado tanto no aplicativo TV Brasil Play quanto no canal oficial da emissora no YouTube, ampliando a acessibilidade do conteúdo.
Além da performance de Jane Duboc, a atual temporada do programa trará, nas semanas seguintes, outras apresentações exclusivas que cobrem gêneros distintos, preservando o compromisso com a diversidade e a riqueza da música brasileira. O calendário detalhado de cada episódio permanece disponível na grade semanal do canal e nas plataformas digitais mencionadas.
Com o foco na celebração da Bossa Nova em janeiro, a TV Brasil encerra a madrugada deste domingo destacando “O Reflexo da Água” e convidando o público a se conectar novamente no próximo episódio do Cena Musical, já anunciado para a semana subsequente na mesma faixa de horário.

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