Intoxicação em piscina de academia: polícia apura substância que matou aluna e deixou quatro internados em São Paulo

Intoxicação em piscina de academia: polícia apura substância que matou aluna e deixou quatro internados em São Paulo
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Intoxicação em piscina de academia mobiliza forças policiais e órgãos municipais na capital paulista após a morte de uma aluna e a hospitalização de outras quatro pessoas que participavam de uma aula de natação. Câmeras de segurança registraram a manipulação de um galão de produto químico antes do início das atividades aquáticas, fato que norteia as linhas de investigação conduzidas pela Polícia Civil.

Índice

Dinâmica do caso de intoxicação em piscina de academia

Os eventos se concentraram em uma unidade da rede C4Gym, localizada no bairro Vila Prudente, zona leste de São Paulo. Na manhã que antecedeu o episódio, um homem identificado pela polícia como manobrista da empresa foi filmado transportando e manuseando um galão em áreas internas até a borda da piscina. Minutos depois, já durante o treino, alunos passaram a relatar ardência nas vias respiratórias e dificuldade de manter-se na água. A sequência, registrada por câmeras de circuito interno, mostra o material deixando o local logo após os primeiros sinais de mal-estar dos frequentadores.

Entre os participantes da aula estavam Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, e seu marido, Vinícius Oliveira, de 31 anos. Ambos praticavam natação regularmente na academia havia quase um ano. Instantes após o início dos sintomas, Juliana precisou sair da piscina com auxílio do companheiro, demonstrando intensa falta de ar. Em seguida, ela se sentou na recepção e recebeu apoio de outros frequentadores. Apesar disso, o quadro evoluiu rapidamente, culminando em seu óbito na madrugada do domingo subsequente.

Perfil das vítimas e estado de saúde após a intoxicação em piscina de academia

Juliana, que trabalhava como professora, não resistiu aos efeitos da intoxicação e teve o corpo sepultado na segunda-feira seguinte ao incidente. Além dela, quatro pessoas permanecem internadas. Vinícius Oliveira encontra-se em unidade de terapia intensiva (UTI), assim como Gabriel Ribas, de 14 anos, também presente na aula. Outros dois alunos, cujas identidades não foram divulgadas, recebem cuidados hospitalares em alas de observação clínica.

O irmão de Vinícius relata que a família conduziu o próprio socorro. Segundo ele, a vítima foi levada ao hospital pelo próprio veículo do casal, sem apoio imediato da academia. O relato reforça suspeitas de falha no atendimento de emergência, aspecto que a polícia pretende esclarecer por meio de depoimentos.

Procedimentos irregulares e ausência de responsável técnico na intoxicação em piscina de academia

Testemunhas afirmaram à Polícia Civil que a C4Gym não contava com profissional habilitado para manutenção de piscinas. A função teria sido atribuída informalmente ao manobrista, visto no vídeo transportando o galão. Essa prática contraria normas sanitárias e de segurança que exigem a presença de operador certificado, capaz de manusear produtos como cloro com conhecimento técnico adequado.

O manobrista e os proprietários da academia foram convocados a prestar depoimento na segunda-feira posterior ao evento, porém não compareceram. Novas datas de oitivas deverão ser agendadas, e o não atendimento poderá resultar em condução coercitiva, conforme prevê a legislação.

Paralelamente, a Subprefeitura de Vila Prudente realizou vistoria que culminou na interdição preventiva da academia. O órgão identificou irregularidades na documentação e instaurou processo de cassação de licença de funcionamento. Até o momento, não há registro de pedido de reabertura.

Desdobramentos jurídicos e administrativos após a intoxicação em piscina de academia

No âmbito jurídico, os advogados que representavam a C4Gym comunicaram formalmente à polícia a renúncia ao caso. Desde então, nenhum novo representante legal se manifestou em nome da empresa. A ausência de defesa pode retardar eventuais esclarecimentos, mas não impede a continuidade da investigação criminal.

Na esfera administrativa, a interdição da academia implica obrigações adicionais. Caso a licença seja cassada em definitivo, os proprietários precisarão apresentar novo projeto, adequar-se às normas sanitárias e comprovar a contratação de profissional apto para manipular substâncias químicas, antes de retomar qualquer atividade.

Enquanto isso, os familiares das vítimas poderão ingressar com ações de indenização por danos morais e materiais, baseadas em responsabilidade objetiva de prestação de serviço. O Código de Defesa do Consumidor prevê reparação integral quando comprovado nexo entre a falha do fornecedor e o dano sofrido.

Orientações de segurança química para prevenir nova intoxicação em piscina de academia

Especialistas ressaltam que o cloro, principal agente usado para desinfecção de piscinas, deve ser aplicado com critérios rígidos. O professor de química Reinaldo Bazito, da Universidade de São Paulo, explica que a concentração necessária para eliminar micro-organismos é relativamente baixa e não produz odor forte. Aroma acentuado indica excesso ou reação com compostos orgânicos, podendo liberar gases irritantes.

Recomenda-se que frequentadores observem sinais de alerta: cheiro intenso, ardência ocular ou dificuldade de respiração ao entrar na água. Nessas circunstâncias, a orientação é interromper imediatamente a atividade e comunicar a administração do local. As academias, por sua vez, precisam manter registro de dosagem de produtos, data e responsável técnico, além de disponibilizar equipamentos de proteção individual para funcionários encarregados de manusear químicos.

Órgãos fiscalizadores, como vigilâncias sanitárias municipais, podem realizar inspeções espontâneas ou motivadas por denúncia. A autuação por irregularidades pode incluir multas, interdição e, em casos mais graves, encaminhamento ao Ministério Público por crime contra a saúde pública.

Próximos passos da investigação sobre a intoxicação em piscina de academia

A Polícia Civil aguarda os depoimentos do manobrista e dos proprietários para delinear eventual indiciamento por homicídio culposo, lesão corporal e crime ambiental. Também serão solicitados laudos do Instituto de Criminalística para identificar a concentração exata do produto na água e no ambiente. A análise química avaliará resíduos no galão filmado pelas câmeras e amostras coletadas no dia dos fatos.

Os resultados dos laudos deverão direcionar nova rodada de diligências, incluindo reconstituição dos procedimentos de manutenção da piscina. Caso se confirme manuseio inadequado de cloro ou de outro agente oxidante, a investigação poderá apontar negligência, imprudência ou imperícia dos responsáveis pela academia.

Não há previsão oficial para a conclusão dos inquéritos. Testemunhas adicionais, como frequentadores, funcionários e profissionais de saúde que atenderam as vítimas, ainda podem ser convocados para complementar o conjunto probatório.

A academia seguirá interditada até a finalização dos processos administrativos, enquanto familiares e autoridades aguardam a identificação precisa da substância que desencadeou a intoxicação e a responsabilização dos envolvidos.

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