IA salvou Google em julgamento antitruste nos EUA

IA salvou Google em julgamento antitruste nos EUA
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IA salvou Google da maior ameaça antitruste de sua história, segundo decisão anunciada em 2 de setembro de 2025 pelo juiz Amit Mehta, em Washington. O magistrado avaliou que o rápido avanço da inteligência artificial generativa alterou o cenário competitivo e impediu a obrigatória venda do navegador Chrome ou do sistema Android.

O processo, aberto pelo Departamento de Justiça dos EUA, acusava a big tech de monopolizar o mercado de buscas por meio de acordos bilionários que mantêm o Google como mecanismo padrão em diversos dispositivos. Analistas chegaram a prever o desmembramento da empresa.

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IA salvou Google em julgamento antitruste nos EUA

Na sentença, Mehta reconheceu que o Google continua líder absoluto em pesquisas on-line, mas destacou que ferramentas de IA generativa – exemplificadas por projetos como Nano Banana, Gemini e Veo 3 – podem, em breve, oferecer respostas cada vez mais parecidas com as de um buscador tradicional. Para o juiz, essa “nova realidade tecnológica” já coloca rivais em condição mais favorável que qualquer competidor das últimas décadas.

Compartilhamento de dados passa a ser obrigatório

Embora tenha preservado o núcleo do negócio, a decisão impôs um remédio: a companhia deverá conceder a concorrentes acesso aos dados anônimos de trilhões de pesquisas realizadas no seu mecanismo, matéria-prima essencial para aprimorar algoritmos de resposta. Os acordos exclusivos firmados com fabricantes e operadoras, porém, permanecem válidos.

Efeito do boom da inteligência artificial

O crescimento vertiginoso de assistentes baseados em IA generativa transformou-se no principal argumento da defesa. Segundo o portal DW, o tribunal considerou que a chegada de novos modelos, capazes de sintetizar textos complexos e oferecer resultados conversacionais, pressiona o Google a inovar e reduz sua vantagem competitiva.

Especialistas avaliam que o veredito define um precedente: autoridades mostraram disposição para levar em conta ritmos de inovação tecnológica antes de impor penalidades estruturais a monopólios digitais.

Em nota, o Google celebrou o “reconhecimento do valor competitivo da IA” e afirmou que continuará investindo em segurança, privacidade e expansão de seus recursos de inteligência artificial.

Para quem acompanha as transformações do mercado, o caso sinaliza que a corrida por soluções baseadas em IA generativa seguirá intensa e, agora, com acesso mais amplo a dados de pesquisa, o que deve acelerar o surgimento de produtos ainda mais avançados.

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Imagem: Gargantiopa/Shutterstock

zairasilva

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