Gustavo Petro promete pegar em armas para defender Colômbia após ameaça de Donald Trump

Gustavo Petro promete pegar em armas para defender Colômbia após ameaça de Donald Trump

Gustavo Petro, presidente da Colômbia, afirmou que voltará a empunhar armas se a soberania do país for atacada, resposta direta à ameaça de operação militar feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um dia antes.

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Gustavo Petro reage à ameaça dos Estados Unidos

O chefe do Executivo colombiano utilizou a rede social X na segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, para responder a declarações de Donald Trump. No domingo, 4 de janeiro, o líder norte-americano classificou a Colômbia como um “país doente”, referiu-se a Petro como “homem doente” e mencionou a intenção de iniciar uma ação militar contra o território colombiano. Diante dessas palavras, Gustavo Petro declarou publicamente que, “pela pátria”, pegaria em armas novamente, mesmo após décadas afastado do combate armado. Ele explicou que conhece guerra e clandestinidade, lembrando que jurou não usar mais armamento desde o Pacto de Paz de 1989. A manifestação de Petro ocorreu menos de 24 horas depois da fala de Trump, expondo a rapidez da escalada verbal entre Bogotá e Washington.

Ordem direta de Gustavo Petro às forças armadas colombianas

Ao lado do comprometimento pessoal, o presidente colombiano também emitiu instruções formais às Forças Armadas. Petro determinou que cada soldado deve priorizar a bandeira nacional em qualquer circunstância. Segundo ele, todo comandante que “preferir a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia” deverá retirar-se da instituição. Essa diretriz foi apresentada como uma imposição da Constituição, que atribui à força pública o dever de defender a soberania popular. Além disso, Gustavo Petro enfatizou que o alvo das armas deve ser “o invasor” e jamais a população civil colombiana. A orientação pretende assegurar que a cadeia de comando permaneça alinhada com o governo democraticamente eleito, reforçando a coesão interna em caso de conflito externo.

Histórico de Gustavo Petro e o compromisso com a paz

A disposição de Petro para regressar ao combate carrega forte simbolismo devido ao seu passado. Nos anos 1980, ele integrou o Movimento 19 de Abril (M-19), organização guerrilheira que atuou na Colômbia até firmar acordo de paz em 1989. Naquele pacto, Petro jurou abandonar as armas como parte do processo de reconciliação nacional. Mesmo sem carreira militar formal, o presidente afirma ter “conhecimento de guerra e clandestinidade” acumulado durante o período na insurgência. Relembrar esse histórico demonstra ao público interno e externo que o pronunciamento atual não é retórica vazia: trata-se de assumir novamente uma postura armada, caso considere a integridade territorial ameaçada. Ao mesmo tempo, ele reitera não desejar conflito, mantendo sua adesão ao compromisso de paz, salvo em situação de defesa nacional.

Acusações de Donald Trump e a política antidrogas do governo colombiano

O estopim do embate retórico foi a acusação de Donald Trump de que Gustavo Petro “gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”. O presidente colombiano refutou categoricamente essa afirmação e reafirmou ter sido eleito pelo voto popular, sem vínculos com o narcotráfico. Para demonstrar transparência, mencionou já ter publicado extratos bancários, declarar possuir somente uma casa de família — ainda em pagamento — e não apresentar gastos superiores à renda oficial. No mesmo pronunciamento, listou iniciativas de seu governo para combater a produção e o tráfico de drogas, embora não tenha detalhado cada ação. O objetivo, segundo ele, é evidenciar que as políticas de Bogotá não se alinham à narrativa de conivência com o narcotráfico veiculada por Washington.

Tensão regional após captura de Nicolás Maduro

O contexto que antecede a ameaça contra a Colômbia inclui a operação realizada pelos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026, quando agentes norte-americanos sequestraram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o levaram a Nova York para julgamento. Esse ato, considerado sem precedentes, repercutiu na América do Sul e foi citado por autoridades regionais como fator de desestabilização. A declaração de Donald Trump contra Bogotá, portanto, ocorre em ambiente de crescente tensão, uma vez que a ação contra Caracas já havia provocado pronunciamentos de preocupação sobre a paz continental. A Colômbia, que faz fronteira com a Venezuela, passa a revisar seu aparato defensivo diante da possibilidade de se tornar o próximo alvo de intervenção estrangeira.

Confiança na população e recado final de Gustavo Petro

Mesmo em cenário de potencial confronto, Gustavo Petro expressou “enorme confiança” na cidadania colombiana. Ele solicitou que o povo defenda o presidente contra qualquer ato violento e ilegítimo, sinalizando busca de respaldo popular. O mandatário reforçou ainda que não é “ambicioso” e que sua trajetória se mantém livre de enriquecimento ilícito, elementos que pretende usar para invalidar insinuações sobre motivação pessoal ou corrupção. Na mesma publicação, confirmou ter orientado as forças de segurança a focarem exclusivamente em alvos externos, evitando repressão interna.

A próxima data relevante no calendário oficial é a continuidade dos desdobramentos diplomáticos entre Bogotá e Washington, previstos para as sessões parlamentares que se iniciam ainda nesta semana em ambos os países, quando a repercussão das falas de Trump e de Gustavo Petro deverá ser discutida publicamente.

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