Greve na Argentina muda operações da Latam e impacta exportações: entenda alcance e alternativas

Greve na Argentina muda operações da Latam e impacta exportações: entenda alcance e alternativas
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Palavra-chave: greve na Argentina

A greve na Argentina, iniciada na quarta-feira, 19 de fevereiro de 2026, mudou a rotina dos passageiros da Latam e de vários setores estratégicos do país. Com a adesão dos sindicatos que representam os funcionários da Intercargo, empresa que presta serviços de rampa em todos os aeroportos argentinos, a companhia aérea anunciou ajustes de horário, possíveis reprogramações de data e orientações para quem tinha viagem marcada. Paralelamente, categorias marítimas e industriais também interromperam atividades, ampliando o alcance do protesto organizado pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) contra a reforma trabalhista em tramitação no Congresso.

Índice

Impacto imediato da greve na Argentina sobre os voos da Latam

O primeiro reflexo da paralisação foi sentido nos terminais aéreos. A Latam confirmou que, depois de ser formalmente notificada sobre a adesão dos sindicatos da Intercargo, precisou revisar sua malha de voos com origem ou destino em aeroportos argentinos. Como a Intercargo responde pelo atendimento de solo — incluindo manuseio de bagagens, assistência a aeronaves no pátio e escadas de embarque — a paralisação desses trabalhadores afeta diretamente decolagens e pousos. A empresa informou que nem todos os voos seriam cancelados, mas alertou para mudanças de horário e até de data, recomendando que os clientes chequem o status antes de se dirigir ao aeroporto.

Além do monitoramento individual, a Latam comunicou duas alternativas padronizadas. Passageiros prejudicados por cancelamentos ou remarcações podem optar, sem custo adicional, por reagendar o bilhete para qualquer data até um ano após o voo original ou solicitar reembolso integral. Esses mecanismos buscam minimizar transtornos e dar previsibilidade em um cenário de incerteza operativa, já que a extensão da greve cobre um intervalo de pelo menos 24 horas, com possibilidade de reflexos posteriores.

Quem participa da greve na Argentina e como isso afeta a aviação

A espinha dorsal do movimento é a CGT, central sindical que convocou a paralisação nacional contra o pacote de mudanças legais aprovado pelo Senado na semana anterior. No segmento aéreo, o elo mais sensível é a Intercargo, descrita oficialmente como responsável pelos serviços de rampa em todos os aeroportos do país. Quando seus funcionários interrompem atividades, companhias que dependem desse suporte — como a Latam — ficam impedidas de executar procedimentos básicos de solo, comprometendo a pontualidade e, em última instância, a viabilidade de determinados voos.

Essa relação de dependência estrutura o efeito cascata observado na quarta-feira. Mesmo sem greve dos tripulantes ou da equipe técnica própria da Latam, a indisponibilidade de equipamentos de solo e de profissionais para operá-los basta para bloquear um voo. Dessa forma, a aviação torna-se um dos primeiros setores a evidenciar o alcance de uma paralisação que, a princípio, se direciona à agenda legislativa.

A greve na Argentina e as opções oferecidas aos passageiros

Para além dos canais oficiais de comunicação, a empresa destacou três orientações essenciais. Primeiro, acessar o status atualizado do voo antes de sair de casa ou do hotel reduz deslocamentos desnecessários aos terminais. Segundo, escolher entre remarcação gratuita ou devolução total confere flexibilidade a quem precisa manter compromissos ou reorganizar roteiros. Terceiro, a janela de um ano para reagendar bilhetes amplia a margem de planejamento em casos de viagens internacionais que dependem de vários trechos.

A recomendação é especialmente relevante porque a greve tem duração formal até a meia-noite de quinta-feira, 20 de fevereiro, mas efeitos residuais como realocação de aeronaves e reposicionamento de tripulações podem ultrapassar esse limite. Assim, o passageiro que interpretar a paralisação apenas como um evento de 24 horas corre o risco de subestimar impactos nos dias seguintes.

Reforma trabalhista: raiz da mobilização nacional

No centro da disputa política está o projeto de reforma trabalhista que o Senado aprovou e que agora entrou na pauta da Câmara dos Deputados. O texto prevê alterações como flexibilização de férias, permissão para jornadas de até 12 horas e mudanças na fórmula de compensação em demissões — retirando certos bônus do cálculo de indenizações. O governo sustenta que a iniciativa reduzirá custos, ampliará a segurança jurídica e fomentará empregos formais. Por outro lado, a CGT argumenta que a proposta coloca em risco proteções consolidadas, inclusive o direito de greve, pilar usado para sustentar a paralisação.

A expectativa oficial é votar o projeto definitivo até 1º de março. Esse cronograma explica a pressão sindical na forma de uma greve nacional, calculada para coincidir com o momento em que os deputados iniciam a análise. A discussão sobre a jornada de 12 horas, em particular, tornou-se um símbolo da reforma. Para opositores, a ampliação do limite diário de trabalho fere conquistas históricas; para defensores, oferece flexibilidade e menor ônus para novas contratações.

Consequências da greve para o setor agrícola e marítimo

Enquanto aeroportos registravam filas e painéis de embarque atualizados com alertas, os terminais portuários igualmente experimentavam paralisações. Desde a própria quarta-feira, sindicatos marítimos decretaram uma greve de 48 horas, afetando atracação, desatracação, transporte de práticos e serviços a embarcações. A área mais prejudicada é o cinturão portuário de Rosário, considerado um dos principais polos de exportação agrícola do planeta. Ali, navios ficaram impossibilitados de carregar ou descarregar grãos e derivados, interrompendo o fluxo de uma cadeia na qual a Argentina se destaca como maior exportadora mundial de óleo e farelo de soja.

Além dos marítimos, o sindicato dos trabalhadores da indústria processadora de oleaginosas (SOEA) de San Lorenzo — região onde se concentram várias usinas de soja — também aderiu à paralisação. O movimento reforça o impacto sobre a logística agrícola, pois congrega não apenas o transporte aquaviário, mas também a transformação industrial. Assim, o protesto foge à esfera urbana e alcança a economia de commodities, potencializando pressões internas e externas.

Entidades envolvidas e seus papéis no cenário da paralisação

Diversos atores compõem o mosaico do protesto. A Latam, grupo aéreo com grande presença regional, aparece como a face mais visível no contato com o público viajante. A Intercargo, embora menos conhecida do grande público, revela-se fundamental ao oferecer serviços de rampa em cada aeroporto argentino. A CGT, organizadora da greve geral, atua como coordenadora de múltiplos sindicatos — dos aeroportuários aos marítimos — em oposição à reforma trabalhista.

No segmento hidroviário, a Federação dos Trabalhadores Marítimos e Fluviais (Fesimaf) lidera a paralisação que interrompe o trânsito de navios. Já o SOEA, concentrado no polo agroexportador de San Lorenzo, reforça a abrangência do protesto ao adicionar a indústria de processamento de oleaginosas às categorias mobilizadas. Essa participação simultânea de entidades distintas explica por que impactos se fizeram notar tanto em bilhetes aéreos quanto nas rotas de exportação de grãos.

Calendário: até quando duram as paralisações e o que esperar

A cronologia divulgada pelos organizadores estabelece que a greve na Argentina convocada pela CGT vai até a meia-noite de 20 de fevereiro. No setor marítimo, o prazo anunciado foi de 48 horas a partir de 19 de fevereiro, sinalizando retorno parcial das operações apenas na sexta-feira, 21. Entretanto, o governo pretende votar a reforma completa até 1º de março, mantendo aberta a possibilidade de novos protestos se o texto avançar sem mudanças. Para passageiros, exportadores e demais usuários de serviços afetados, a recomendação permanece: acompanhar atualizações em tempo real e planejar contingências, dado que a normalização plena depende do desfecho das negociações legislativas e sindicais.

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