Flamengo sofre derrota para o Lanús e precisará reverter desvantagem na final da Recopa Sul-Americana

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A palavra-chave “Flamengo” centra a atenção de torcedores e analistas após a partida de ida da Recopa Sul-Americana 2026. O Rubro-Negro, campeão da última Copa Libertadores, foi superado fora de casa pelo Lanús, atual vencedor da Copa Sul-Americana, pelo placar de 1 a 0. O confronto disputado na noite de quinta-feira (19) no estádio La Fortaleza, na província de Buenos Aires, marcou o primeiro de dois capítulos que definirão o dono do troféu continental.
- Flamengo inicia a decisão em desvantagem
- Lanús aposta em entrega e constrói vitória diante do Flamengo
- Desdobramentos do primeiro tempo: como o Flamengo buscou ajustes
- Segundo tempo mantém roteiro favorável ao Lanús
- Consequências do resultado para Flamengo e Lanús
- Flamengo reformula estratégia para o jogo decisivo
- Lanús prepara manutenção do estilo competitivo
- Panorama dos protagonistas e suas participações
- Próximos passos até a definição do campeão
Flamengo inicia a decisão em desvantagem
O duelo abriu a disputa que tradicionalmente coloca frente a frente os campeões das duas principais competições de clubes da CONMEBOL. Apesar de possuir um elenco com diversas opções de criação — a formação inicial contou com Giorgian de Arrascaeta, Lucas Paquetá e Jorge Carrascal — o Flamengo apresentou dificuldades para converter posse de bola em finalizações efetivas. A ausência de um centroavante de origem desde o apito inicial, escolha do técnico Filipe Luís ao manter Pedro e Bruno Henrique no banco, limitou o poder de fogo carioca.
Lanús aposta em entrega e constrói vitória diante do Flamengo
Do outro lado, o Lanús, comandado por Mauricio Pellegrino, confiou na disposição tática e no apoio de sua torcida para equilibrar o duelo diante de um adversário considerado tecnicamente superior. A estratégia argentina envolveu marcação intensa e transições rápidas, fatores que geraram oportunidades desde os minutos iniciais. Ainda aos 10 minutos da etapa inicial, o atacante Castillo balançou as redes do goleiro Rossi, porém o gol foi anulado por impedimento, sinal de que a equipe da casa não se contentaria com um jogo de contenção.
Desdobramentos do primeiro tempo: como o Flamengo buscou ajustes
Durante os 45 minutos iniciais, o Flamengo encontrou dificuldades para romper a compactação defensiva adversária. Arrascaeta recuou frequentemente para buscar a bola, enquanto Paquetá tentava conduzir jogadas pela faixa central do gramado. Carrascal, por sua vez, alternou entre os lados do campo em busca de espaços. Mesmo assim, as tentativas esbarraram na formação consistente do Lanús, que neutralizou as tabelas curtas e obrigou o campeão da Libertadores a arriscar chutes de média distância, sem grande perigo.
A pouca efetividade ofensiva fez o técnico Filipe Luís repensar a estratégia antes do intervalo. A equipe retornou para o segundo tempo com a entrada de Pedro no comando do ataque, na expectativa de melhorar a presença na grande área rival. A alteração sinalizou a procura por maior referência ofensiva, característica que havia faltado nos primeiros 45 minutos.
Segundo tempo mantém roteiro favorável ao Lanús
Com a partida reaberta, o Flamengo passou a ter um jogador de área, mas a mudança não alterou imediatamente o panorama. O Lanús continuou pressionando com intensidade. Aos 24 minutos, Castillo voltou a superar Rossi, porém mais uma vez a arbitragem anulou o lance, repetindo o imbróglio da linha de impedimento observado na etapa inicial.
A insistência da equipe argentina encontrou recompensa pouco depois. Aos 31 minutos, uma bola alçada na área encontrou a cabeça de Castillo. Desta vez, em posição regular, o centroavante testou firme e abriu o placar, estabelecendo o 1 a 0 que perduraria até o apito final. A jogada refletiu a principal via ofensiva do Lanús: cruzamentos direcionados ao atacante, aproveitando a vantagem na bola aérea.
Consequências do resultado para Flamengo e Lanús
Com a vitória, o Lanús passa a ter a vantagem do empate no confronto de volta. Já o Flamengo precisa de uma vitória por dois gols de diferença no tempo regulamentar para ficar com a taça sem recorrer a desempate. Se devolver o 1 a 0, a decisão irá para a disputa de pênaltis, conforme previsto no regulamento da Recopa Sul-Americana.
A partida derradeira ocorrerá na quinta-feira (26), às 21h30 (horário de Brasília), no estádio do Maracanã. O mando rubro-negro oferece a expectativa de público expressivo e clima favorável para a reação. Ainda assim, o técnico Filipe Luís deverá ajustar aspectos ofensivos e defensivos em busca do resultado exigido.
Flamengo reformula estratégia para o jogo decisivo
Considerando o cenário construído em Buenos Aires, a comissão técnica rubro-negra terá a missão de avaliar a formação utilizada na ida. O trio de meio-campistas criativos demonstrou habilidade para manter a posse, mas careceu de profundidade. A presença de Pedro após o intervalo resultou em referência, mas possivelmente demandará ajuste de posicionamento dos armadores para aproveitar a movimentação do atacante.
A situação de Bruno Henrique também pode influenciar os planos. Preservado na partida de ida, o atacante tem histórico de presença física e velocidade útil para romper linhas defensivas. A definição sobre sua utilização, desde o início ou como opção de banco, está entre as variáveis a serem decididas nos treinos prévios.
Lanús prepara manutenção do estilo competitivo
Pelo lado argentino, Mauricio Pellegrino deverá priorizar a mesma postura de entrega e disciplina tática que rendeu resultado positivo em casa. A consistência defensiva, aliada à eficiência de Castillo no combate aéreo, tornou-se a principal arma do Granate. Mesmo atuando fora de seus domínios, a equipe terá à disposição a vantagem do placar e a possibilidade de explorar contra-ataques diante de um provável Flamengo mais ofensivo.
Panorama dos protagonistas e suas participações
Filipe Luís: treinador rubro-negro que optou por uma formação sem atacante de origem no primeiro tempo, revendo o plano após o intervalo com a entrada de Pedro.
Mauricio Pellegrino: técnico argentino que organizou o Lanús em linhas compactas, valorizando a marcação intensa e o jogo aéreo.
Giorgian de Arrascaeta: meio-campista uruguaio que tentou articular jogadas recuando para receber a bola, mas encontrou marcação cerrada.
Lucas Paquetá: brasileiro que buscou conduzir a bola pelo centro, porém teve liberdade limitada pela pressão local.
Jorge Carrascal: colombiano que alternou como ponta e articulador, sem conseguir encontrar espaço suficiente.
Castillo: autor do gol decisivo, teve ainda duas finalizações anuladas por impedimento antes de garantir a vitória.
Rossi: goleiro do Flamengo, responsável por intervenções importantes, mas superado no cabeceio que definiu o placar.
Próximos passos até a definição do campeão
Com o primeiro capítulo encerrado, o foco desloca-se para o Maracanã. Até o dia 26, Flamengo e Lanús realizarão sessões de treinamento voltadas a ajustes táticos, recuperação física e estudo do adversário. A logística de viagem da delegação argentina, a expectativa de casa cheia no Rio de Janeiro e o histórico recente de confrontos internacionais do clube carioca adicionam componentes de interesse, embora o fator determinante permaneça restrito ao resultado em campo.
Dentro das quatro linhas, o Rubro-Negro necessita transformar posse em efetividade, algo que faltou em La Fortaleza. Do lado oposto, o Lanús buscará manter a solidez defensiva que impediu finalizações claras. O cronômetro de 90 minutos, seguido da possibilidade de pênaltis, separa as equipes do título continental.
O desfecho da Recopa Sul-Americana 2026, portanto, passa a girar em torno da próxima quinta-feira, às 21h30, no Maracanã, quando Flamengo e Lanús decidirão quem erguerá o troféu após 180 minutos de disputa.

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