Fernando Henrique: trajetória, acidente e repercussão da morte do técnico do Samu

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Fernando Henrique Negrão da Cruz, identificado profissionalmente como técnico de enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), perdeu a vida em um acidente entre um carro e um caminhão, ocorrido na manhã de quinta-feira, 5 de setembro, no quilômetro 478 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Maracaí, interior de São Paulo. A morte do profissional, que tinha 30 anos, desencadeou manifestações de pesar de colegas, familiares e da instituição em que trabalhava.
- Perfil de Fernando Henrique: trajetória pessoal e profissional
- Detalhes do acidente que vitimou Fernando Henrique
- O impacto da morte de Fernando Henrique entre colegas e familiares
- Procedimentos após o acidente: perícia, investigação e translado
- Linhas do tempo: dos planos de Fernando Henrique às consequências do acidente
Perfil de Fernando Henrique: trajetória pessoal e profissional
Morador de São José do Rio Pardo, município do interior paulista, Fernando Henrique dividia seu tempo entre a rotina de técnico de enfermagem e atividades que demonstravam seu apreço por um estilo de vida ativo. Os relatos coletados após o acidente descrevem um homem “vaidoso”, comprometido com a prática de exercícios físicos, continuamente dedicado a aprender e sempre disposto a estender a mão a quem precisasse. Segundo colegas de trabalho, ele possuía o hábito constante de motivar quem estivesse à sua volta, desejando que os demais alcançassem bem-estar igual ou superior ao dele. Esse comportamento lhe rendeu a reputação de amigo que incentivava, ouvia e se preocupava genuinamente com o próximo.
No âmbito familiar, Fernando Henrique se mostrava igualmente presente. Ele mantinha uma relação estreita com a mãe e manifestava abertamente o objetivo de oferecer suporte financeiro a ela. Além disso, era pai de um menino de oito anos, por quem nutria grande orgulho. Entre os compromissos profissionais e os momentos dedicados ao preparo físico, fazia questão de reservar tempo para estar perto de familiares e amigos.
Detalhes do acidente que vitimou Fernando Henrique
As informações apuradas indicam que Fernando Henrique conduzia o veículo de passeio no sentido capital-interior da Rodovia Raposo Tavares quando, por circunstâncias ainda não esclarecidas, colidiu na traseira de um caminhão. O impacto da batida foi fatal, e ele não resistiu aos ferimentos, falecendo no local. O motorista do caminhão sofreu ferimentos leves. A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) registrou o ponto exato da colisão no quilômetro 478, em trecho que permaneceu parcialmente interditado até o início da tarde, enquanto equipes de perícia realizavam os levantamentos de praxe.
Segundo relatos, Fernando Henrique se deslocava para o Paraguai para realizar compras. Esse deslocamento particular explica a razão de ele estar em Maracaí, cidade distante das localidades em que residia e trabalhava. As causas do acidente, contudo, ainda seguem em investigação. A conclusão sobre fatores como velocidade, estado da pista, condições climáticas ou falhas mecânicas dependerá do laudo pericial que será anexado ao inquérito.
O impacto da morte de Fernando Henrique entre colegas e familiares
O falecimento de Fernando Henrique repercutiu imediatamente entre a equipe do Samu de São João da Boa Vista, onde ele exercia a função de técnico de enfermagem desde março de 2024. A instituição publicou nota de pesar em suas redes sociais, declarando solidariedade a familiares, amigos e colegas, bem como colocando-se à disposição para oferecer apoio no que fosse necessário. Companheiros de escalas e coordenação ressaltaram sua postura comunicativa e brincalhona, atributos que, somados à dedicação ao trabalho, contribuíam para o ambiente de cooperação no serviço de urgência.
Além da nota oficial, manifestações individuais reforçaram a imagem de um profissional que conciliava a seriedade exigida pela área da saúde com uma disposição permanente para encorajar e animar a equipe. Para os familiares, o choque da notícia foi agravado pelo fato de Fernando Henrique estar fora de seu município de residência, o que demandou esforços logísticos adicionais. Parentes se direcionaram ao município de Assis a fim de realizar os trâmites burocráticos necessários para o translado do corpo até São José do Rio Pardo. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório ou sepultamento.
Procedimentos após o acidente: perícia, investigação e translado
Após a colisão, peritos compareceram ao local para registrar a posição dos veículos, coletar vestígios e fotografar evidências que possam elucidar a dinâmica do acidente. O procedimento padrão inclui verificação de marcas de frenagem, análise de danos estruturais nos automóveis e checagem das condições da via. Embora o trecho tenha ficado parcialmente interditado, a liberação ocorreu ainda no mesmo dia, após conclusão da coleta de dados e remoção dos veículos.
Com o encerramento da etapa de campo da perícia, as autoridades continuam a apurar os motivos da batida em inquérito formal. Enquanto isso, a família de Fernando Henrique concentrou esforços no deslocamento a Assis para encaminhar a documentação relativa ao traslado. Esse processo é requisito para que o corpo seja liberado e encaminhado ao município de origem. Detalhes sobre datas e horários de cerimônias fúnebres permanecem indefinidos.
Linhas do tempo: dos planos de Fernando Henrique às consequências do acidente
Fernando Henrique conciliava planos pessoais com uma rotina profissional exigente. No presente ano, ele havia sido incorporado à equipe do Samu de São João da Boa Vista, experiência que reforçava sua vocação para a área de saúde e para o atendimento emergencial. Paralelamente, mantinha o hábito de treinar, buscava novos aprendizados e alimentava o projeto de garantir tranquilidade financeira à mãe. A viagem ao Paraguai, que tinha por objetivo realizar compras, encaixava-se nesse contexto de planos particulares.
A colisão pôs fim a uma trajetória vista por colegas como promissora. Para o Samu, a perda de um técnico contratado há poucos meses representa a ausência de um colaborador considerado motivador. Para familiares, ficamos diante de um pai que deixa um filho de oito anos e de um filho que pretendia proporcionar melhores condições à própria mãe. Os desdobramentos legais, como a conclusão do inquérito e a emissão do laudo da perícia, determinarão os passos seguintes, inclusive eventuais responsabilidades civis ou criminais.
A próxima informação de interesse público é o resultado da investigação em curso, que deverá apontar as causas concretas da colisão entre o carro conduzido por Fernando Henrique e o caminhão envolvido. Esse laudo ainda não teve data divulgada.

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