Fase da Lua hoje: Lua Cheia domina o céu em 6 de janeiro de 2026 e revela o ciclo lunar completo do mês

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Fase da Lua é o termo que indica a porção iluminada do satélite que conseguimos observar da Terra. Nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, o astro encontra-se na etapa Cheia, apresenta 90 % de sua superfície visível e já iniciou o processo de diminuição de luminosidade que antecede a Lua Minguante, prevista para ocorrer dentro de quatro dias.
- Contexto astronômico da fase da Lua em 6 de janeiro de 2026
- Calendário completo das fases da Lua em janeiro de 2026
- Como se determina cada fase da Lua e sua duração
- Impacto visual da fase da Lua Cheia no céu noturno
- Contagem regressiva: o que esperar da próxima fase da Lua Minguante
- Curiosidades e detalhes técnicos sobre a fase da Lua e suas interfases
Contexto astronômico da fase da Lua em 6 de janeiro de 2026
O ciclo lunar vigente começou três dias atrás, quando a Lua atingiu a plenitude às 07h02 do dia 3. Desde então, o posicionamento entre Sol, Terra e Lua mantém o hemisfério voltado para nós quase totalmente iluminado. A porcentagem de 90 % indica que a fase Cheia ultrapassou o momento de iluminação máxima e agora migra lentamente para a etapa seguinte. Nesse intervalo, cada noite revela uma pequena redução no brilho, característica do período pós-plenitude.
Quando observada logo após o pôr do sol, a lua cheia nasce no horizonte leste enquanto o Sol se despede a oeste. Esse alinhamento resulta da posição intermediária da Terra entre o satélite e a estrela central do Sistema Solar, permitindo que a luz solar incida diretamente na face lunar visível. Hoje, embora ainda exuberante, a esfera já mostra bordas levemente sombreadas, evidenciando que o disco não está mais cem por cento iluminado.
Calendário completo das fases da Lua em janeiro de 2026
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) estabelecem quatro momentos-chave para o mês:
• Lua Cheia: 3 de janeiro às 07h02
• Lua Minguante: 10 de janeiro às 12h48
• Lua Nova: 18 de janeiro às 16h51
• Lua Crescente: 26 de janeiro às 01h47
A distância média entre uma Lua Nova e a próxima é de aproximadamente 29,5 dias. Esse intervalo recebe o nome de lunação e engloba as quatro etapas principais citadas acima. Cada uma costuma se prolongar por cerca de sete dias até que o satélite avance para o estágio subsequente.
Entre as quatro fases centrais, existem ainda as interfases. Depois da Lua Nova, a iluminação progride pelo quarto Crescente e pela Crescente Gibosa até alcançar a Cheia. Na sequência, o brilho se retrai pela Minguante Gibosa e pelo Quarto Minguante, preparando o retorno à invisibilidade total que marca a Lua Nova seguinte.
Como se determina cada fase da Lua e sua duração
O aspecto visual de cada fase resulta da geometria Sol-Terra-Lua. Quando o satélite posiciona-se entre o planeta e a estrela, o hemisfério iluminado volta-se para o Sol, impedindo nossa observação do disco – condição que define a Lua Nova. À medida que o corpo celeste orbita, a porção iluminada torna-se visível, primeiro como um arco fino na lateral direita, caracterizando o início da fase Crescente.
Quando metade do disco está iluminada, atinge-se o Quarto Crescente. Prosseguindo na órbita, a Lua recebe luz em praticamente toda a superfície visível, culminando na Lua Cheia. Na etapa atual de janeiro, a iluminação já começou a diminuir; essa retração seguirá até que apenas metade da face permaneça clara, situação que define o Quarto Minguante. A última porção iluminada desaparece na linha da Lua Nova, reiniciando o ciclo.
Embora a média da lunação seja 29,5 dias, pequenas variações acontecem porque a órbita lunar é elíptica. Portanto, intervalos exatos de cada fase podem oscilar de um mês para outro, mas sempre respeitam a ordem inalterável: Nova, Crescente, Cheia e Minguante.
Impacto visual da fase da Lua Cheia no céu noturno
A luminosidade intensa desta fase interfere diretamente na observação de outros corpos celestes. O brilho refletido pela superfície lunar ofusca estrelas menos intensas e dificulta a visualização de objetos de céu profundo, como galáxias e nebulosas. Contudo, essa claridade é ideal para observar detalhes do relevo lunar, incluindo mares basálticos, crateras e cadeias montanhosas que se sobressaem em alto contraste.
Em 6 de janeiro, com 90 % de iluminação, a presença da Lua segue dominante, mas começa a revelar sutis nuances de sombra nas bordas leste e oeste. Quem fotografa o céu pode aproveitar o período imediatamente após o nascer lunar para capturar o satélite ainda baixo no horizonte, quando o tom amarelado, consequência da maior espessura atmosférica percorrida pela luz, garante imagens de forte apelo visual.
Contagem regressiva: o que esperar da próxima fase da Lua Minguante
Restam quatro dias para o Quarto Minguante, marcado para 10 de janeiro às 12h48. Até lá, a visibilidade do disco continuará decrescendo. À medida que a Lua se desloca, o momento de nascer ocorrerá cada vez mais tarde na noite, e o pôr acontecerá nas primeiras horas da manhã.
Quando o satélite atingir o Quarto Minguante, apenas a metade esquerda do disco aparecerá iluminada para observadores do hemisfério sul. Visualmente, o contorno brilhante formará um semi-círculo claro acompanhado por uma semi-esfera sombreada, aspecto que auxilia na identificação da fase mesmo sem equipamentos.
Após o Quarto Minguante, a área iluminada seguirá encolhendo até desaparecer por completo no encontro com a fase Nova, previsto para 18 de janeiro às 16h51. Esse marco reinicia o ciclo e inaugura um novo período de observação, especialmente propício para céus escuros e livres da interferência luminosa lunar.
Curiosidades e detalhes técnicos sobre a fase da Lua e suas interfases
Embora o calendário popular destaque apenas as quatro fases principais, astrônomos se referem às interfases para descrever transições mais precisas. Entre a Lua Nova e a Cheia, por exemplo, distinguem-se o Quarto Crescente e a Crescente Gibosa, momentos em que a porção iluminada varia de 25 % a 99 %. Do outro lado do ciclo, as denominações Minguante Gibosa e Quarto Minguante detalham o passo a passo da diminuição da luz refletida.
Essas classificações são úteis para previsões sobre marés, luminosidade ambiente e planejamento de observações astronômicas. Atividades como astrofotografia, pesca artesanal e agricultura tradicional frequentemente levam em conta o grau de iluminação lunar indicado por cada interfase.
A fase Minguante, prevista para 10 de janeiro, constitui o próximo evento relevante do calendário lunar de 2026.

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