Fase da Lua hoje: observação da Lua Cheia e o calendário lunar completo de janeiro de 2026

|
Getting your Trinity Audio player ready... |
- Fase da Lua Cheia domina o céu neste 4 de janeiro
- Calendário detalhado das fases da Lua em janeiro de 2026
- Como a fase da Lua se altera ao longo de um ciclo de 29,5 dias
- Interfases: transições sutis entre as etapas principais
- O que cada fase da Lua representa ao observador
- Próximo evento: Lua Minguante em 10 de janeiro
Fase da Lua Cheia domina o céu neste 4 de janeiro
Fase da Lua é o tema central deste domingo, 4 de janeiro de 2026. De acordo com os dados consolidados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o nosso satélite natural permanece na etapa Cheia, apresentando 99 % de sua superfície iluminada e já em processo de diminuição de luminosidade. Embora a plenitude oficial tenha ocorrido às 07h02 do dia 3, o fenômeno ainda se manifesta quase de forma integral nesta noite, uma vez que a perda de brilho se dá de maneira gradual. O céu noturno, portanto, oferece condições ideais para quem deseja observar o disco lunar praticamente completo.
O momento atual insere-se na transição rumo à Lua Minguante, prevista para ocorrer exatamente às 12h48 de 10 de janeiro. Até lá, o percentual iluminado será progressivamente menor a cada madrugada. Para os entusiastas de astronomia, o intervalo proporciona a oportunidade de acompanhar, dia após dia, a redução da aresta iluminada, fenômeno diretamente ligado à posição relativa entre Sol, Terra e Lua.
Calendário detalhado das fases da Lua em janeiro de 2026
A sequência das fases da Lua em janeiro de 2026 foi definida com precisão pelo Inmet e compõe o chamado calendário lunar. O mês começou com a passagem para a Lua Cheia no sábado, 3 de janeiro, às 07h02. A partir desse ponto, o ciclo avança da seguinte forma:
— Lua Cheia: 3 de janeiro às 07h02;
— Lua Minguante: 10 de janeiro às 12h48;
— Lua Nova: 18 de janeiro às 16h51;
— Lua Crescente: 26 de janeiro à 01h47.
Dessa maneira, cada fase principal se estende por cerca de uma semana, refletindo a dinâmica média de 29,5 dias que separa uma Lua Nova da próxima. O acompanhamento do calendário é útil para astrônomos amadores, fotógrafos e mesmo para quem pratica atividades que dependem de luminosidade noturna, pois sinaliza os períodos de maior ou menor claridade natural.
Como a fase da Lua se altera ao longo de um ciclo de 29,5 dias
A expressão fase da Lua refere-se à fração iluminada do satélite visível a partir da superfície terrestre. Esse padrão muda de modo constante durante uma lunação, intervalo entre duas Luas Novas, com duração média de 29,5 dias. No ponto inicial, a Lua posiciona-se entre a Terra e o Sol: o hemisfério iluminado volta-se para o astro e o lado sombreado enfrenta o nosso planeta, tornando-se praticamente invisível no céu.
Aos poucos, o ângulo relativo se altera e a borda iluminada começa a surgir, inaugurando a etapa Crescente. Quando metade do disco reflete luz, atinge-se o Quarto Crescente. A iluminação continua aumentando até que o Sol passa a incidir de frente sobre a face voltada para a Terra, produzindo a Lua Cheia. Daí em diante, repete-se o processo, mas em sentido inverso: a intensidade luminosa declina, o satélite atravessa o Quarto Minguante e retorna ao quadro de invisibilidade da Lua Nova, encerrando o ciclo.
Embora as durações médias sejam relativamente estáveis, cada lunação pode apresentar pequenas variações em horas ou minutos, resultado de órbita elíptica, inclinação e perturbações gravitacionais. Tais detalhes explicam por que o horário exato de cada mudança de fase difere de mês para mês.
Interfases: transições sutis entre as etapas principais
Entre as quatro fases fundamentais, a Lua percorre estágios intermediários chamados interfases. No trajeto da Lua Nova à Cheia, observam-se o quarto crescente e a porção crescente gibosa; no retorno da Cheia à Lua Nova, há a fase minguante gibosa e o quarto minguante. Essas subdivisões não são nomeadas no calendário oficial, mas podem ser percebidas a olho nu: tratam-se de variações contínuas no percentual iluminado.
Nos dias que antecedem a Lua Cheia, o disco assume aspecto quase completo, conhecido como giboso. Já após o auge de luminosidade, a área iluminada diminui pelo lado oposto, conferindo ao satélite a aparência de espelho parcialmente coberto. O reconhecimento dessas transições ajuda na compreensão do ritmo lunar e serve como exercício prático de observação astronômica.
O que cada fase da Lua representa ao observador
Embora todos os estágios sejam fenômenos puramente celestes, cada fase da Lua possui características visuais distintas que impactam a experiência de quem acompanha o céu:
Lua Nova — Marca o começo do ciclo. Não é visível durante a noite porque a face iluminada está voltada ao Sol. Para quem registra o céu, a ausência de luz lunar oferece condições ideais de observar objetos de brilho tênue, como nebulosas e galáxias.
Lua Crescente — Inicia-se com um arco fino de luz que se expande diariamente. O Quarto Crescente ocorre quando metade do disco é iluminada. Nesse estágio, a claridade é moderada e revela relevo lunar com bom contraste, favorecendo registros fotográficos de crateras.
Lua Cheia — Nesta fase, a Terra posiciona-se entre Sol e Lua, permitindo a iluminação total da face visível. O satélite nasce quando o Sol se põe, permanecendo no céu durante toda a noite. A intensidade luminosa é máxima, fato que pode ofuscar estrelas menos brilhantes.
Lua Minguante — A superfície iluminada encolhe progressivamente. No Quarto Minguante, apenas metade do disco reflete luz. O brilho continua a declinar até a próxima Lua Nova. Esse período é associado a encerramento de ciclos e costuma ser observado no fim da madrugada.
A evolução sucessiva das aparências do satélite permite a qualquer pessoa, mesmo sem instrumentos, compreender a mecânica celeste básica. Observar a borda iluminada e comparar sua espessura em noites consecutivas constitui exercício simples para visualizar a passagem do tempo astronômico.
Próximo evento: Lua Minguante em 10 de janeiro
Com a Lua Cheia ainda dominante neste 4 de janeiro, faltam seis dias para o próximo marco do calendário lunar. A fase da Lua mudará para Minguante às 12h48 de 10 de janeiro de 2026, momento em que a iluminação detectável do satélite atingirá cerca de 50 %. A partir dessa data, a porção iluminada continuará a diminuir rumo à Lua Nova de 18 de janeiro.

Conteúdo Relacionado