Espanha apreende cocaína em navio que passou pelo Brasil e realiza maior operação em alto-mar

Espanha apreende cocaína em navio que passou pelo Brasil e realiza maior operação em alto-mar
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Espanha apreende cocaína em quantidade sem precedentes a bordo de um navio mercante que havia atracado em portos brasileiros antes de ser interceptado em águas internacionais a caminho da Europa. A ação, executada pela Polícia Nacional espanhola entre 6 e 7 de janeiro, resultou na retirada de aproximadamente dez toneladas da droga, na detenção de 13 tripulantes e na consolidação da maior apreensão marítima já registrada pelo país.

Índice

Espanha apreende cocaína em alto-mar: origem da rota e escala no Brasil

O ponto de partida da operação foi a rota transatlântica utilizada por uma organização criminosa multinacional para transportar grandes remessas de entorpecentes do continente sul-americano ao europeu. De acordo com as informações divulgadas, o navio, de identidade e bandeira não reveladas, realizou escalas em portos do Brasil, passo considerado essencial para o carregamento da carga ilícita. Após deixar o litoral brasileiro, a embarcação seguiu rumo ao oceano Atlântico com destino a portos europeus, percurso que se tornou alvo de monitoramento por parte das agências de segurança envolvidas.

A interceptação ocorreu em águas internacionais próximas ao arquipélago das Canárias, território espanhol situado no Atlântico nordeste. Essa área, por concentrar rotas comerciais entre a América do Sul, África e Europa, é estrategicamente vigiada por autoridades europeias em razão do histórico de tráfico transcontinental.

Investigação que levou à apreensão de cocaína

A operação denominada Maré Branca foi resultado de investigação comandada pela Procuradoria Especial Antidrogas do Tribunal Superior Nacional da Espanha. A apuração identificou que o navio mercante era explorado por uma rede criminosa de alcance internacional, especializada em esconder grandes volumes de cocaína em cargas aparentemente lícitas. Ao acompanhar os deslocamentos da embarcação, os investigadores reuniram elementos suficientes para solicitar a intervenção em alto-mar, ação autorizada e planejada em conjunto com forças de vários países.

Segundo o Ministério do Interior espanhol, o caráter multinacional do tráfico exigiu articulação meticulosa entre polícias, órgãos judiciais e entidades de fiscalização marítima. Ainda conforme as autoridades, a adoção de táticas coordenadas possibilitou que o navio fosse localizado com precisão, evitando desvios de rota ou tentativas de descarte da droga em mar aberto.

Espanha apreende cocaína: coordenação entre polícias internacionais

A dimensão da operação envolveu a Polícia Federal brasileira, a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) e autoridades da França e de Portugal, além da própria Polícia Nacional da Espanha. Cada órgão contribuiu de forma específica: troca de dados de inteligência, vigilância eletrônica, análise de rotas, apoio aéreo e disponibilidade de equipes de abordagem marítima.

O trabalho conjunto refletiu o entendimento de que o tráfico transnacional supera fronteiras e demanda respostas igualmente transfronteiriças. A Polícia Federal destacou em nota que a cooperação internacional mostrou-se decisiva para viabilizar a interrupção do carregamento antes que a droga alcançasse solo europeu, onde poderia ser fracionada e distribuída em diversos mercados.

Para a DEA dos Estados Unidos e para as agências europeias participantes, a ação reforçou protocolos de compartilhamento imediato de informações sensíveis, prática que se consolida como ferramenta central no combate a grupos que utilizam rotas marítimas globais.

Como a cocaína foi escondida a bordo do navio

A inspeção realizada após a abordagem revelou 294 pacotes de cocaína ocultos no interior da carga principal do navio: toneladas de sal destinadas oficialmente a clientes europeus. O uso de cargas a granel com características físicas semelhantes às do entorpecente — grãos brancos, de fácil compactação — dificulta a percepção visual e exige técnicas de detecção avançadas.

Relatos da equipe de busca indicam que os pacotes estavam estrategicamente distribuídos para reduzir a chance de detecção por scanners convencionais e, ao mesmo tempo, agilizar o descarregamento futuro. O método confirma a sofisticação logística da organização criminosa, que investiu em esconderijos que não alterassem o peso total declarado da mercadoria e minimizassem sinais suspeitos em documentos de transporte.

Espanha apreende cocaína: procedimentos após a interceptação

Assim que a droga foi localizada e apreendida, a tripulação do navio permaneceu sob custódia de agentes do Grupo de Operações Especiais da Polícia Nacional. Sem nome divulgado pelas autoridades, o navio perdeu autonomia para continuar navegando após o período de revista, ficando sem combustível. Após quase 12 horas parado em alto-mar, foi rebocado por embarcações da Sociedade de Salvamento e Segurança Marítima da Espanha (Sasemar) até porto seguro nas Canárias, onde seguiram os trâmites legais.

Os treze tripulantes foram formalmente detidos e serão submetidos à legislação espanhola. A Procuradoria Especial Antidrogas assumirá as acusações, enquanto a Polícia Federal do Brasil, embora não tenha jurisdição sobre o processo penal que tramitará na Espanha, permanecerá em cooperação, fornecendo dados coletados no território brasileiro e analisando eventuais conexões domésticas.

Detalhes da operação Maré Branca e seus desdobramentos

A escolha do nome Maré Branca faz alusão direta ao volume de cocaína apreendido, quase dez toneladas, que equivalem a uma carga capaz de inundar mercados consumidores em larga escala. A operação se estendeu por ao menos dois dias completos, de 6 a 7 de janeiro, período em que aeronaves de patrulha e navios de apoio acompanharam cada manobra da embarcação interceptada.

Entre os desdobramentos imediatos estão a catalogação e pesagem oficiais da droga, a perícia nos pacotes e a análise documental do manifesto de carga. As autoridades espanholas planejam ainda verificar registros de comunicações do navio para mapear eventuais contatos com outras embarcações-suporte ou pontos de entrega.

Para as agências envolvidas, o êxito da Maré Branca deverá subsidiar futuras investigações sobre financiadores, rotas alternativas e métodos de dissimulação empregados por organizações que operam entre América do Sul e Europa. As informações consolidadas serão compartilhadas em plataformas de inteligência que integram bases de dados dos países participantes.

Impacto da maior apreensão em alto-mar já feita pela Espanha

Com o resultado obtido, as autoridades espanholas registram a maior apreensão de drogas em alto-mar da sua história. O volume de quase dez toneladas representa significativa quebra na cadeia de abastecimento de cocaína rumo ao continente europeu, segundo avaliação oficial do Ministério do Interior.

A dimensão do caso também projeta efeitos no campo jurídico, pois amplia o escopo de cooperação entre tribunais e ministérios públicos de diferentes nações. No plano operacional, a Polícia Nacional planeja reforçar patrulhas nas rotas próximas às Canárias, utilizando o aprendizado da Maré Branca para antecipar novas tentativas de transporte.

Para a Polícia Federal, o episódio confirma a relevância de manter equipes especializadas em inteligência marítima e de investir em sistemas de monitoramento de cargas suspeitas que saem de portos brasileiros. O órgão brasileiro reafirmou que continuará trocando informações com a Espanha e demais parceiros, a fim de contribuir para o desmantelamento de estruturas transnacionais de crime organizado.

A etapa seguinte do procedimento judicial acontecerá em território espanhol, onde a Procuradoria Especial Antidrogas deverá apresentar denúncia formal contra os 13 tripulantes, com base nos elementos reunidos durante a operação realizada entre 6 e 7 de janeiro.

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