Escolas de samba mirins iluminam a Sapucaí: programação, significado cultural e impactos no trânsito

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Escolas de samba mirins voltam a ocupar a Marquês de Sapucaí nesta sexta-feira a partir das 17h, levando 12 agremiações infantis à avenida e abrindo a série de eventos que antecedem o tradicional Sábado das Campeãs do Grupo Especial no carnaval do Rio de Janeiro.
- Escolas de samba mirins: cronograma completo dos desfiles
- Escolas de samba mirins e o papel formador no carnaval
- Escolas de samba mirins e suas ligações com as agremiações do Grupo Especial
- Impacto viário: operação da CET-Rio no entorno do Sambódromo
- Do ensaio aos holofotes: logística e preparação das agremiações mirins
- O que esperar após o desfile das escolas de samba mirins
Escolas de samba mirins: cronograma completo dos desfiles
O desfile das escolas de samba mirins segue uma ordem previamente definida pela organização do carnaval. A largada será dada pela Infantes do Lins, às 17h, e a maratona infantil se estenderá até a passagem da Virando Esperança, última a cruzar o sambódromo. A lista completa, em sequência, é a seguinte:
- Infantes do Lins
- Herdeiros da Vila
- Pimpolhos da Grande Rio
- Tijuquinha do Borel
- Estrelinha da Mocidade
- Mangueira do Amanhã
- Aprendizes do Salgueiro
- Sonho do Beija-Flor
- Filhos da Águia
- Crias Imperatriz
- Netinhos do Tuiuti
- Virando Esperança
A Infantes do Lins inaugura o desfile com um enredo que, segundo seus organizadores, utiliza o samba como ferramenta de inclusão social no bairro do Lins de Vasconcelos, zona norte da cidade. Cada escola terá tempo regulamentar para apresentar alegorias, fantasias, comissão de frente e bateria adaptadas ao universo infantil, respeitando as normas de segurança e de horário impostas pela Liga Independente das Escolas Mirins.
Embora o brilho das luzes e a grandiosidade das alegorias despertem a atenção do público, o objetivo central das escolas de samba mirins é a formação artística de crianças e adolescentes. Ao desfilar, os componentes dão os primeiros passos em atividades que envolvem música, dança, artes visuais e trabalho em equipe. De acordo com a organização, a apresentação coletiva serve como laboratório para futuros passistas, ritmistas, carnavalescos e diretores de harmonia que poderão compor os quadros profissionais do carnaval na vida adulta.
Os desfiles mirins também atuam como política de inclusão social, ao oferecer estrutura de aprendizado gratuito em várias comunidades do Rio de Janeiro. Oficinas de percussão, aulas de dança e confecção de fantasias são alguns dos mecanismos usados pelas agremiações para afastar crianças de cenários de vulnerabilidade e aproximá-las de manifestações artísticas reconhecidas mundialmente.
Escolas de samba mirins e suas ligações com as agremiações do Grupo Especial
Das 12 agremiações que entram em cena nesta sexta-feira, 11 mantêm vínculo direto com escolas do Grupo Especial. A exceção é a Infantes do Lins, cujas atividades sociais são desenvolvidas de forma independente no Lins de Vasconcelos. Entre as demais, a relação com grandes nomes do carnaval se dá da seguinte forma:
Herdeiros da Vila – integra o projeto social da Vila Isabel, tradicional campeã do carnaval carioca.
Pimpolhos da Grande Rio – núcleo infantil da Grande Rio, escola de Duque de Caxias.
Tijuquinha do Borel – fortalece a identidade cultural da comunidade da Tijuca.
Estrelinha da Mocidade – caminha ao lado da agremiação que defende as cores verde e branca de Padre Miguel.
Mangueira do Amanhã – representa a continuidade da Estação Primeira de Mangueira junto às novas gerações.
Aprendizes do Salgueiro – promove a herança artística do Acadêmicos do Salgueiro.
Sonho do Beija-Flor – segue os passos da escola de Nilópolis.
Filhos da Águia – herda tradição da Portela, que tem a águia como símbolo.
Crias Imperatriz – reproduz em escala infantil o trabalho da Imperatriz.
Netinhos do Tuiuti – traz a assinatura do Paraíso do Tuiuti.
Virando Esperança – nasce da Unidos do Viradouro, campeã de 2026.
Essa conexão direta facilita a transferência de conhecimento, pois os profissionais das escolas do Grupo Especial participam da orientação de cada núcleo mirim. A troca de experiência inclui ensaios de bateria, confecção de fantasias em ateliês compartilhados e palestras sobre a história do samba.
Impacto viário: operação da CET-Rio no entorno do Sambódromo
Para garantir segurança e fluidez no acesso ao Sambódromo, a Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio) inicia bloqueios viários a partir das 11h de sexta-feira. As medidas concentram-se no entorno da Avenida Presidente Vargas e vias adjacentes.
Principais interdições programadas:
11h – início dos bloqueios no perímetro próximo ao sambódromo.
13h – fechamento da pista lateral da Avenida Presidente Vargas, sentido Candelária, entre o entroncamento diante do prédio da Cedae e a Rua de Santana.
15h – novos bloqueios na própria Presidente Vargas, além de interrupções na Avenida Salvador de Sá e nas ruas Frei Caneca e Senhor de Matosinhos.
0h de sábado – interdição da pista central da Presidente Vargas em trechos nos dois sentidos.
Moradores, foliões e profissionais envolvidos na produção do desfile são aconselhados a utilizar transportes públicos e planejar rotas alternativas antes de deslocar-se para a região central da cidade. De acordo com a CET-Rio, a estratégia busca minimizar o impacto no tráfego habitual e assegurar circulação de veículos de emergência, como ambulâncias e viaturas de apoio.
Do ensaio aos holofotes: logística e preparação das agremiações mirins
O posicionamento das escolas de samba mirins na área de concentração obedece a horário rigoroso. Cada agremiação dispõe de uma janela específica para alinhar alas, posicionar alegorias e efetuar últimos ajustes de fantasias. Uma vez liberado o acesso à avenida, a cronometragem é ininterrupta até a dispersão no final da Passarela do Samba.
Durante o período que antecede o desfile, diretores de harmonia cuidam de detalhes como espaçamento entre alas, entrosamento musical e sincronização da comissão de frente. Já as equipes de apoio infantil garantem hidratação e conforto das crianças, respeitando normas de proteção estabelecidas pela organização carnavalesca. Ao término da apresentação de cada escola, equipes de limpeza realizam operação imediata para manter a pista em condições adequadas à passagem seguinte.
O que esperar após o desfile das escolas de samba mirins
Concluída a participação das 12 agremiações, o calendário oficial segue para o Sábado das Campeãs do Grupo Especial, evento que sela o encerramento das competições de 2026 na Marquês de Sapucaí. Até lá, o sambódromo permanecerá sob monitoramento da CET-Rio, mantendo parte das interdições de trânsito para a montagem e desmontagem de estruturas de espetáculo.

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