Donald Trump se reúne com o presidente hondurenho Nasry Asfura e enfatiza cooperação contra cartéis e migração ilegal

Donald Trump se reúne com o presidente hondurenho Nasry Asfura e enfatiza cooperação contra cartéis e migração ilegal
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Donald Trump recebeu o recém-empossado presidente de Honduras, Nasry Asfura, em sua residência em Mar-a-Lago, no sul da Flórida, e declarou que Estados Unidos e Honduras atuam lado a lado para conter cartéis, traficantes de drogas e migração irregular.

Índice

Por que Donald Trump convidou o líder hondurenho para Mar-a-Lago

O encontro aconteceu no sábado, 7, em Palm Beach. Desde que deixou a Casa Branca, Donald Trump transformou Mar-a-Lago em palco de reuniões políticas com nomes que compartilham sua agenda conservadora. Nasry Asfura, que assumiu a Presidência hondurenha no mês anterior, foi convidado como parte dessa estratégia de aproximação com governos latino-americanos alinhados ao eixo ideológico defendido pelo ex-mandatário norte-americano. O ambiente informal do resort, longe dos protocolos da capital Washington, permitiu uma conversa direta sobre segurança, comércio e migração.

Como se deu a reunião e quais temas dominaram a pauta

Segundo relato publicado por Donald Trump em sua rede Truth Social, a conversa girou principalmente em torno de cooperação policial. Ele afirmou que os dois países mantêm “parceria estreita” para neutralizar cartéis de drogas e expulsar imigrantes irregulares e membros de gangues do território norte-americano. Além disso, os presidentes discutiram investimentos e fluxos comerciais bilaterais. O encontro, anunciado apenas após a realização, reflete o estilo de diplomacia direta que marca as interações políticas de Trump desde sua passagem pela Casa Branca, valorizando alianças com líderes que adotam retórica semelhante sobre soberania nacional e combate ao crime.

Donald Trump reforça discurso de hard-line contra cartéis e migração ilegal

No comunicado, o ex-presidente norte-americano reiterou a importância de ações conjuntas para desmontar organizações criminosas transnacionais. Ele citou a necessidade de deportar migrantes irregulares e membros de gangues, repetindo a narrativa de que a segurança interna dos Estados Unidos depende do bloqueio dessas rotas. Durante seu governo (2017-2021), Trump implementou medidas rigorosas na fronteira sul, e, mesmo fora do cargo, continua apresentando o tema como prioridade. Ao envolver Honduras, país de onde partem numerosas caravanas migratórias, ele sinaliza continuidade do enfoque de dissuasão regional.

Interferência eleitoral: o apoio de Donald Trump na campanha hondurenha

A parceria anunciada em Mar-a-Lago tem raízes na disputa eleitoral vivida por Honduras meses antes. Durante a campanha presidencial, Donald Trump declarou abertamente que Nasry Asfura era “o único verdadeiro defensor da liberdade” no país centro-americano e instou os eleitores a escolhê-lo. Também ameaçou suspender ajuda financeira dos Estados Unidos a Honduras caso o candidato não fosse eleito, além de conceder perdão ao ex-presidente Juan Orlando Hernández, condenado em território norte-americano a 45 anos de prisão por tráfico de drogas e crimes com armas. Essas ações foram interpretadas por analistas como tentativa de consolidar um bloco conservador latino-americano ao lado de nomes como Nayib Bukele, em El Salvador, e Javier Milei, na Argentina.

Quando a apuração dos votos sofreu atrasos, Trump lançou novas mensagens nas redes, alegando fraude sem apresentar provas e advertindo que haveria “consequências” se os resultados preliminares, favoráveis a Asfura, fossem alterados. Partidos rivais, entre eles o LIBRE, classificaram o comportamento do ex-chefe da Casa Branca como “interferência eleitoral”. Salvador Nasralla, candidato derrotado, afirmou que a intervenção comprometeu suas chances de vitória. A Organização dos Estados Americanos (OEA) acompanha o caso e prometeu publicar relatório apontando dificuldades enfrentadas no processo de contagem.

Perfil de Nasry Asfura: de “Papi, às ordens” à Presidência de Honduras

Nasry Tito Asfura nasceu em Tegucigalpa em 8 de junho de 1958, filho de família de origem palestina. Iniciou curso de engenharia civil, não concluído, e construiu carreira na administração pública municipal a partir dos anos 1990. Foi deputado e ministro de Investimento Social antes de alcançar projeção nacional como prefeito da capital hondurenha em 2013. Durante seus mandatos, ganhou reputação de gestor focado em infraestrutura e adotou o slogan “Papi, às ordens”, expressão que reforça imagem de político acessível.

Apesar da popularidade, Asfura enfrenta investigações por suposto desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro decorrentes de contratos assinados na prefeitura de Tegucigalpa. Ele nega irregularidades, atribuindo as acusações a motivações políticas. Na campanha presidencial, posicionou-se como defensor de um equilíbrio ideológico, distante de “extremos”, frase utilizada para refutar vinculações com a extrema-direita, mesmo recebendo apoio de líderes conservadores internacionais como Trump.

Repercussão regional e próximos passos após o encontro em Mar-a-Lago

Especialistas em relações hemisféricas observam que a reunião fortalece a tentativa de Donald Trump de se firmar como articulador de uma rede de governos latino-americanos de perfil conservador. A estratégia pode ter impacto em debates sobre migração, cooperação antidrogas e alinhamentos diplomáticos na Organização dos Estados Americanos. Para Honduras, o compromisso público firmado por Asfura em solo norte-americano pode abrir portas para novos acordos bilaterais, mas também aumenta o escrutínio sobre o processo eleitoral que o levou ao poder.

No curto prazo, a comunidade internacional aguarda o relatório da OEA prometido pelo secretário-geral Albert Ramdin. O documento deve abordar as alegações de fraude, as condições de transparência da votação e recomendações para fortalecer as instituições hondurenhas. Enquanto isso, órgãos de controle internos continuam analisando as denúncias de corrupção que pesam contra integrantes da administração de Asfura na capital.

Para os Estados Unidos, a cooperação firmada em Mar-a-Lago precisará ser traduzida em ações concretas, como operações conjuntas de segurança e eventual protocolo para deportação de migrantes irregulares e integrantes de gangues. Já para Honduras, o desafio é equilibrar a agenda de combate ao crime com a busca por investimentos capazes de estimular a economia, criar empregos e reduzir as pressões migratórias que levam milhares de cidadãos a percorrer rotas perigosas rumo ao norte.

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