Desfile das Campeãs 2026: críticas aos jurados dominam a Sapucaí e escolas já miram 2027

Desfile das Campeãs 2026: críticas aos jurados dominam a Sapucaí e escolas já miram 2027

O Desfile das Campeãs do Carnaval do Rio de Janeiro de 2026 reuniu, na noite de sábado (21) e madrugada de domingo (22), as seis escolas mais bem colocadas do Grupo Especial. Em ordem inversa à classificação final, as agremiações retornaram à Marquês de Sapucaí sob clima de festa, mas também de protestos dirigidos aos jurados responsáveis pela pontuação oficial que definiu o resultado do ano. A apresentação começou com a Estação Primeira de Mangueira, sexta colocada, e terminou com a Unidos do Viradouro, campeã da temporada.

Índice

Desfile das Campeãs: formato e ordem de apresentação

Tradicionalmente, o Desfile das Campeãs mantém a estrutura de duas noites de exibição durante o calendário oficial, mas em 2026 o espetáculo concentrou-se em um único dia. A ordem de entrada respeitou o inverso do resultado apurado na Quarta-Feira de Cinzas. Assim, Mangueira abriu passagem ainda sob chuva leve que persistia na região central do Rio de Janeiro, consequência de um temporal registrado horas antes. Em sequência, vieram Imperatriz Leopoldinense, Acadêmicos do Salgueiro, a vice-campeã – não mencionada na apuração da noite –, a terceira colocada – igualmente não citada na fonte original – e, por fim, a Unidos do Viradouro, responsável por encerrar a madrugada com o samba-enredo vencedor da temporada.

Críticas aos jurados marcam a noite do Desfile das Campeãs

A repercussão das notas atribuídas durante a apuração oficial seguiu como ponto central das entrevistas dadas por dirigentes, intérpretes, mestres de bateria e integrantes das escolas presentes no Desfile das Campeãs. As falas convergiram na avaliação de que determinados décimos perdidos não refletiram, segundo as agremiações, o desempenho real apresentado na Avenida. Entre os quesitos citados estiveram Comissão de Frente, Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Enredo, Samba-Enredo e Alegorias. Esse descontentamento generalizado direcionou parte do discurso das escolas para a necessidade de revisão dos critérios de julgamento antes do próximo carnaval.

Mangueira detalha perdas de décimos e projeta 2027

Primeira a pisar na Avenida, a Estação Primeira de Mangueira levou cartazes em defesa do casal de mestre-sala e porta-bandeira Matheus Olivério e Cyntia Santos, apelidados internamente de “casal furacão”. A escola verde e rosa terminou a apuração a 0,8 ponto da líder depois de perder 0,2 em quatro quesitos: Comissão de Frente, Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Enredo e Samba-Enredo. Durante o Desfile das Campeãs, a direção atribuiu a queda na classificação à interpretação dos jurados, sinalizando que o enredo e a execução coreográfica teriam sido “mal compreendidos” por parte da banca avaliadora.

Na marquise que destaca a proteção cultural da dança ancestral, onde o casal defendeu o pavilhão sob chuva fraca, o vice-presidente Moacyr Barreto confirmou o comprometimento da escola com o retorno competitivo em 2027. De acordo com a administração, o planejamento para o próximo ciclo já começou, com a meta de converter a insatisfação quanto às notas em incentivos para aprimorar comissão de frente, bateria e desenvolvimento temático.

Imperatriz Leopoldinense destaca protagonismo de Ney Matogrosso

A Imperatriz Leopoldinense, quinta colocada no ranking oficial, sustentou em 2026 o enredo “Camaleônico”, consagrando o cantor Ney Matogrosso, de 84 anos, como figura central da narrativa. No sambódromo, a verde e branco de Ramos reforçou a renovação de contratos do intérprete Pitty de Menezes e do mestre de bateria Lolo, ambos confirmados para o ciclo seguinte. A diretoria considerou positiva a presença no Desfile das Campeãs, mas reconheceu que pretendia disputar o título até a última nota.

O carnavalesco Leandro Vieira, campeão da Série Ouro com a União de Maricá no mesmo ano, declarou que decidirá seu futuro profissional somente após o encerramento oficial do carnaval. A incerteza sobre permanecer na Imperatriz ou assumir integralmente a Maricá permanece em aberto. Paralelamente, a cantora Iza, rainha de bateria, sinalizou disposição para continuar no posto caso seja o desejo da comunidade, enquanto também questionou a retirada de décimos em pontos específicos de avaliação.

Salgueiro valoriza quarto lugar e contesta penalidades

Terceira escola a desfilar na madrugada de domingo, o Acadêmicos do Salgueiro homenageou a carnavalesca Rosa Magalhães por meio do enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”. A vermelho e branco terminou na quarta posição geral. Nos bastidores da Passarela do Samba, mestres de bateria Guilherme Oliveira e Ciça defenderam que a apresentação possuía nível para a conquista do campeonato.

O presidente André Vaz reforçou a percepção de que a escola foi penalizada além do esperado em Alegorias e Samba-Enredo, mesmo tendo, segundo suas contas, permanecido a apenas um décimo da Viradouro até o último quesito computado. A direção argumenta que erros identificados em outras agremiações não receberam a mesma severidade, e reiterou o pedido por equidade nos critérios aplicados pelos jurados nas futuras edições.

Viradouro encerra o Desfile das Campeãs e alimenta expectativa para 2027

A Unidos do Viradouro, campeã do Grupo Especial em 2026, teve a responsabilidade de fechar o Desfile das Campeãs. Embora o texto-base não traga detalhes sobre a performance da vermelha e branca de Niterói na madrugada de domingo, o status de vencedora conferiu à apresentação o caráter de apoteose. A tradição determina que a última a entrar na Avenida apresente novamente todos os seus quesitos vencedores, celebrando o título diante do público que lota as arquibancadas mesmo no amanhecer.

Com a temporada oficialmente encerrada após a apresentação derradeira, as seis escolas agora concentram esforços na definição de enredos, equipe artística e sinopse de samba para 2027. A próxima data relevante no calendário do carnaval carioca passa a ser a escolha dos sambas-enredo, que ocorre geralmente no segundo semestre e marca o início do trabalho de estúdio, gravações e preparação de fantasias e alegorias. Até lá, permanece em evidência a discussão sobre critérios de julgamento, tema que dominou a edição de 2026 e que promete repercutir nas plenárias organizadas pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa).

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