Dados via satélite sem criptografia expõem comunicações

Dados via satélite sem criptografia expõem comunicações
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Dados via satélite que circulam sem qualquer camada de criptografia estão deixando comunicações civis, corporativas e militares abertas à espionagem, apontou uma pesquisa das universidades da Califórnia e de Maryland.

Os cientistas analisaram mais de 30 artefatos geoestacionários e descobriram que cerca de 50% deles transmitem informações confidenciais em texto puro, possibilitando interceptação com equipamentos de baixo custo.

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Dados via satélite sem criptografia expõem comunicações

Para comprovar a vulnerabilidade, a equipe instalou uma antena parabólica comum e um receptor no topo de um prédio em San Diego, nos Estados Unidos. O investimento total foi de US$ 800 (aproximadamente R$ 4,3 mil). Durante três anos, o grupo captou e decodificou um grande volume de sinais sem proteção, incluindo:

• ligações e mensagens de clientes da operadora T-Mobile;
• dados de navegação de passageiros de companhias aéreas;
• e-mails corporativos e informações de caixas eletrônicos;
• comunicações policiais que revelavam posições de agentes.

Falta de criptografia amplia riscos globais

O professor Aaron Schulman, um dos autores, afirmou à revista Wired que a descoberta foi “chocante”, pois se presumia que o ecossistema SATCOM já adotasse criptografia end-to-end. Segundo ele, parte da indústria julgava improvável que alguém se desse ao trabalho de mirar cada satélite individualmente.

Depois de serem notificadas no ano passado, empresas como T-Mobile e AT&T do México passaram a cifrar seus envios. Entretanto, fornecedores de infraestrutura crítica não corrigiram as falhas, mantendo dados sensíveis expostos a qualquer agente com conhecimento técnico e uma antena apontada para o espaço.

Os autores também alertam para o interesse de agências de inteligência dos Estados Unidos, China e Rússia, que poderiam explorar a mesma brecha para interceptar tráfego estratégico. A Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA) já havia feito um alerta semelhante em 2022.

Embora o estudo pressione pela adoção imediata de protocolos de criptografia, ele reforça que o problema persiste enquanto parte da frota geoestacionária continuar operando com tecnologia legada.

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Crédito da imagem: Bill Oxford/Getty Images

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