Coreia do Sul legaliza tatuagem feita por não médicos

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Coreia do Sul legaliza tatuagem realizada por profissionais sem formação médica, encerrando mais de três décadas de restrições que ameaçavam tatuadores com até cinco anos de prisão.
O Parlamento sul-coreano aprovou, na quinta-feira (16), o Tattooist Act, permitindo que a maioria dos cerca de 350 mil artistas do país obtenha licença oficial. Desde 1992, a Suprema Corte restringia a prática a médicos, impulso que gerou denúncias frequentes de assédio e extorsão a tatuadores que operavam à margem da lei.
Coreia do Sul legaliza tatuagem feita por não médicos
A presidente da Korea Tattoo Federation, Lim Bo-ran, chorou ao saber da votação: “Parece um sonho. Sou eternamente grata”. Entre 1992 e 2024, qualquer tatuagem sem diploma médico podia resultar em multa de até 50 milhões de won (US$ 35 mil) ou prisão. Segundo o sindicato da categoria, ao menos 50 processos criminais eram abertos anualmente.
Exigências para a nova licença
A lei passa a valer em dois anos. Nesse período, artistas terão de:
- passar em exame nacional,
- concluir treinamento de segurança e higiene,
- manter registros detalhados de cada procedimento.
Procedimentos de remoção a laser continuarão exclusivos de médicos, respeitando preocupações da Associação Médica Coreana, que alerta para “riscos à pele e possível interferência em diagnósticos de câncer”.
Resistências e mudança cultural
Ainda que populares entre jovens e influenciadores, tatuagens enfrentam estigma: pesquisas recentes apontam maioria da população com visão negativa. Mesmo assim, decisões judiciais vêm absolvendo tatuadores, sinalizando mudança gradual de atitude. O deputado Park Ju-min, principal articulador do projeto, destacou que “agora os cidadãos poderão obter tatuagens de forma segura, enquanto os profissionais ganham reconhecimento legal”.
Para Lim Bo-ran, o maior desafio será “transformar aceitação legal em respeito social”, lembrando que muitos políticos já exibem sobrancelhas ou lábios pigmentados. Relatos de extorsão, como o caso de uma artista coagida a pagar 5 milhões de won após falsa reclamação de borrão, mostram a urgência dessa proteção legal.
Detalhes adicionais sobre a tramitação e impactos da lei podem ser conferidos na cobertura da BBC (https://www.bbc.com/news/world-asia-60937433), que acompanha o debate desde a proposta inicial.
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Crédito da imagem: Getty Images

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