Cinco produções brasileiras baseadas em crimes reais que chegam ao streaming até 2025

Cinco produções brasileiras baseadas em crimes reais que chegam ao streaming até 2025
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O interesse do público por histórias que reproduzem investigações, julgamentos e personagens verídicos transformou o true crime em um fenômeno audiovisual. No Brasil, essa tendência resulta em uma lista crescente de filmes e séries que reconstroem ocorrências marcantes. Entre 2022 e 2025, cinco produções nacionais ilustram esse movimento, combinando dramatização e documentário para narrar casos que mobilizaram manchetes, tribunais e a opinião pública.

Índice

Ascensão do true crime e o perfil das produções brasileiras

O subgênero documental e ficcional centrado em crimes reais ganhou espaço internacionalmente nos últimos anos. A ampliação de assinaturas em serviços de streaming, a facilidade de maratonar temporadas e o apelo de narrativas baseadas em fatos contribuem para o sucesso do formato. No cenário nacional, obras que remontam homicídios, sequestros e violações de direitos humanos seguem a mesma lógica, aliando pesquisa jornalística, depoimentos e reconstituições dramáticas.

Dentro desse panorama, os títulos destacados a seguir se organizam em duas categorias: séries, que se estendem por múltiplos episódios para examinar nuances de cada caso, e filmes, que condensam a narrativa em uma única produção. Todas as obras, entretanto, compartilham o objetivo de recontar histórias de forte repercussão utilizando recursos audiovisuais contemporâneos.

Tremembé (2025) – bastidores do “presídio dos famosos”

Ambientada no Complexo Penitenciário de Tremembé, apelidado de “presídio dos famosos”, a série Tremembé gira em torno de detentos condenados por crimes que provocaram intenso debate na mídia. O Prime Video apresenta a rotina, os conflitos e os perfis de nomes conhecidos do noticiário policial, expondo como a mesma unidade carcerária reúne indivíduos que, em momentos distintos, impactaram o país.

Entre os personagens retratados pela produção estão Suzane von Richthofen, interpretada por Marina Ruy Barbosa; Daniel e Cristian Cravinhos, vividos por Felipe Simas e Kelner Macêdo; Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, representados por Bianca Comparato e Lucas Oradovschi; Elize Matsunaga, encarnada por Carol Garcia; e o ex-médico Roger Abdelmassih, papel de Anselmo Vasconcelos. O elenco reforça a abordagem dramatizada, aproximando espectadores das histórias individuais enquanto traz à tona o cotidiano de uma penitenciária que se tornou sinônimo de repercussão midiática.

Ao concentrar vários crimes de alto perfil no mesmo espaço narrativo, a série explora diferentes motivações, métodos e consequências, mantendo cada episódio ancorado na investigação factual sem recorrer a conjecturas.

A Mulher da Casa Abandonada (2025) – do podcast às telas

Também produzida pelo Prime Video, A Mulher da Casa Abandonada expande o podcast homônimo de Chico Felitti para o formato audiovisual. A minissérie documental acompanha a história de Margarida Bonetti, moradora de uma mansão deteriorada situada em Higienópolis, área central de São Paulo. A protagonista responde à acusação de submeter a trabalhadora Hilda Rosa dos Santos a condições análogas à escravidão.

A transposição do roteiro sonoro para imagens adiciona novas camadas de contexto. A produção utiliza registros da residência em ruínas, entrevistas e material de arquivo para reconstituir o caso. A partir do cotidiano de Bonetti, a atração discute o choque entre a aparência de abandono da casa e a gravidade das denúncias. Ao mesmo tempo em que apresenta a investigação, a minissérie evidencia o impacto social gerado pelas revelações do podcast original, reiterando como a obra se tornou referência no debate sobre trabalho doméstico ilegal.

Maníaco do Parque (2024) – retrato de um serial killer

O longa-metragem Maníaco do Parque, disponível no catálogo do Prime Video, se baseia na trajetória de Francisco de Assis Pereira, agressor sexual e homicida responsável por uma série de ataques contra mulheres. Interpretado por Silvero Pereira, o personagem central ganha forma a partir de elementos dramatizados que recriam momentos de abordagem, violência e fuga.

Ao priorizar a cronologia dos acontecimentos, o filme avança pela escalada de crimes, a busca policial e a repercussão popular. O roteiro demonstra como a repetição de padrões de ataque expôs falhas de segurança e aterrorizou diferentes regiões da capital paulista. Sem recorrer a efeitos gráficos excessivos, a produção direciona o impacto ao relato das vítimas e ao percurso investigativo, respeitando a natureza delicada dos fatos.

A Vítima Invisível: O Caso Eliza Samudio (2024) – crime de grande visibilidade

Lançado pela Netflix, o documentário A Vítima Invisível: O Caso Eliza Samudio dedica seus minutos a um dos crimes de maior amplitude midiática no país. A obra revisita o assassinato de Eliza Samudio e enfoca a figura do então goleiro Bruno, que chegou a defender o Flamengo e se tornou um dos principais suspeitos do caso, sendo preso durante as investigações.

O filme utiliza entrevistas, imagens de arquivo e depoimentos para refazer a linha do tempo, contextualizando desde o desaparecimento de Samudio até as medidas judiciais subsequentes. Ao enfatizar a expressão “vítima invisível”, o título chama atenção para a distância entre o destaque dado ao suspeito famoso e a exposição da história da vítima. O material gravado busca restabelecer o protagonismo de Samudio, ressaltando os aspectos que envolveram a apuração e os desdobramentos penais.

Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez (2022) – a tragédia que abalou a TV

Disponível na HBO Max, a minissérie documental Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez aprofunda o episódio que interrompeu a carreira da atriz de televisão Daniella Perez, filha da autora de novelas Glória Perez. O enredo aborda o momento em que a intérprete dividia cena com Guilherme de Pádua na novela De Corpo e Alma, produzida pela TV Globo. O ator, juntamente com sua então esposa Paula Thomaz, foi condenado pelo homicídio que chocou o meio artístico e o público em geral.

Com estrutura dividida em capítulos, a minissérie apresenta documentos judiciais, trechos de programas de época e entrevistas com pessoas próximas à vítima. Ao longo da narrativa, o conteúdo evidencia o alcance nacional do crime, refletido na cobertura televisiva contínua. A produção expõe ainda o processo legal, desde a denúncia inicial até a sentença dos envolvidos.

Onde assistir e o recorte temporal das estreias

As cinco produções somam diferentes abordagens e permanecem acessíveis em plataformas específicas. Os títulos Tremembé, A Mulher da Casa Abandonada e Maníaco do Parque compõem o catálogo do Amazon Prime Video. Já A Vítima Invisível: O Caso Eliza Samudio integra a oferta da Netflix, enquanto Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez fica disponível na HBO Max.

As datas de lançamento variam de 2022 a 2025, estabelecendo um recorte temporal que demonstra a continuidade do investimento em narrativas true crime. O intervalo de três anos ilustrado pelo conjunto evidencia que, a cada ciclo de produção, novas histórias reais se convertem em conteúdo audiovisual, reafirmando a demanda do público por relatos factuais transformados em entretenimento investigativo.

Elementos comuns e singularidades de cada obra

Apesar de todas abordarem crimes de forte repercussão, as produções se distinguem em formato e foco. Tremembé opera em regime de série dramatizada, combinando diferentes casos em um mesmo ambiente prisional. A Mulher da Casa Abandonada mantém a essência jornalística do podcast que lhe deu origem, privilegiando investigação e testemunho. Maníaco do Parque utiliza a encenação ficcional para explorar o perfil de um criminoso em série. A Vítima Invisível enfatiza a perspectiva da vítima, enquanto Pacto Brutal contextualiza o impacto de um assassinato dentro da indústria do entretenimento.

Essas escolhas narrativas demonstram como o true crime no Brasil alterna entre a dramatização de elenco famoso e a pesquisa documental, sempre vinculado a casos que ultrapassaram o noticiário policial convencional. Essa diversidade de estilos amplia as possibilidades de engajamento de públicos distintos, desde espectadores atraídos por reconstituições cênicas até aqueles interessados em entrevistas e evidências históricas.

Ao reunir prisões célebres, denúncias trabalhistas, serial killers e crimes envolvendo figuras conhecidas do esporte e da televisão, o catálogo de lançamentos brasileiros entre 2022 e 2025 reafirma a multiplicidade de temas que o true crime nacional pode abarcar. A disponibilidade nas principais plataformas de streaming consolida o acesso a essas narrativas e reforça a expectativa por novas produções que, assim como as listadas, busquem fidelidade aos fatos e rigor investigativo.

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