Ciclone extratropical mantém risco de tempestades em São Paulo, Paraná e Santa Catarina

Ciclone extratropical mantém risco de tempestades em São Paulo, Paraná e Santa Catarina
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Ciclone extratropical que passou pelo Sul e pelo Sudeste do país no fim de semana segue influenciando o tempo e mantém, nesta segunda-feira, alerta laranja de perigo para tempestades na faixa litorânea de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê acumulados de chuva de até 100 milímetros em 24 horas, com rajadas de vento entre 60 e 100 quilômetros por hora, o que exige atenção redobrada da população e das autoridades locais.

Índice

Origem e trajetória do ciclone extratropical

O sistema de baixa pressão atmosférica se formou na sexta-feira, dia 9, sobre o oceano Atlântico próximo à costa sul do Brasil. Inicialmente, ​as bandas de chuva associadas ao ciclone extratropical avançaram sobre o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, provocando fortes temporais. À medida que o centro de circulação ganhava força, as nuvens carregadas foram impulsionadas em direção ao interior, ampliando a área de instabilidade em parte do Sudeste.

Com o deslocamento gradual para leste, rumo ao mar, o núcleo do fenômeno já se afasta do continente; entretanto, a extensa área de nebulosidade permanece atuando sobre o litoral. Esse padrão atmosférico explica a continuidade das chuvas intensas previstas para São Paulo, Paraná e Santa Catarina, mesmo após o epicentro do ciclone se deslocar.

Volumes de chuva e intensidade dos ventos previstos

O alerta laranja emitido pelo Inmet classifica a situação como de perigo, indicando possibilidade de precipitação diária entre 50 e 100 milímetros. Em termos práticos, tal volume pode causar alagamentos, transbordamento de pequenos rios e deslizamentos de encostas, principalmente em regiões serranas ou urbanizadas.

Quanto aos ventos, a previsão de rajadas variando de 60 a 100 quilômetros por hora reforça o risco de quedas de árvores, rompimento de cabos elétricos e danos a edificações frágeis. A combinação de chuva volumosa e ventos fortes agrava o potencial de transtornos, sobretudo em áreas já saturadas pela água acumulada desde o fim de semana.

Orientações de segurança do Inmet e órgãos de defesa civil

Diante do cenário meteorológico adverso, o Inmet recomenda não buscar abrigo sob árvores durante rajadas de vento, pois há risco de quedas e descargas elétricas. Estacionar veículos próximo a torres de transmissão, postes ou placas de propaganda também deve ser evitado, uma vez que estruturas metálicas podem ceder sob ventania intensa.

Outra orientação é desligar aparelhos eletrônicos da tomada enquanto as tempestades estiverem ativas, prevenindo danos por surtos de energia. Além disso, órgãos de defesa civil locais sugerem que moradores de áreas de risco monitorem nível de rios e encostas, acionando equipes de emergência em caso de sinais de deslizamento ou inundação.

Impactos já registrados nos estados do Sul

No Rio Grande do Sul, 18 municípios relataram problemas causados pelo aumento do volume de chuva e ventos fortes. Entre os principais danos estão queda de árvores, alagamentos e destelhamentos de residências, situações que mobilizaram equipes municipais para remoção de entulhos e atendimento a famílias afetadas.

Em Santa Catarina, a Defesa Civil contabilizou estragos em 15 cidades até esta segunda. Foram identificadas 91 moradias danificadas e cinco estruturas públicas impactadas. Os prejuízos incluem perda de telhados, enxurradas em ruas centrais e interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica.

No Paraná, o evento mais severo relacionado ao ciclone extratropical ocorreu no sábado, 10, quando um tornado atingiu o município de São José dos Pinhais. A análise do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) classificou o fenômeno como F2 na escala Fujita, com ventos estimados em 180 quilômetros por hora. Segundo a Defesa Civil estadual, aproximadamente 1,2 mil pessoas foram afetadas e 350 residências sofreram algum tipo de dano; duas pessoas tiveram ferimentos leves.

Resposta das autoridades e coordenação de emergências

Para antecipar e coordenar ações de mitigação, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional promoveu reunião com agentes estaduais e municipais de proteção e defesa civil, além de outros órgãos federais. O encontro buscou alinhar estratégias de monitoramento, definição de abrigos temporários e logística de distribuição de recursos emergenciais, como lonas, água potável e cestas básicas.

As prefeituras das áreas mais expostas ativaram centros de operações que operam em regime de plantão. Equipes de infraestrutura foram destacadas para desobstruir vias bloqueadas por galhos e avaliar a estabilidade de pontes e passarelas próximas a cursos d’água. Serviços de telefonia de emergência divulgaram números adicionais para agilizar o recebimento de chamados relacionados a enchentes, quedas de energia ou estruturas comprometidas.

Monitoramento contínuo e perspectivas para os próximos dias

Apesar do afastamento gradual do sistema, modelos meteorológicos indicam que a circulação de umidade sobre o Sudeste e o Sul ainda sustentará nuvens carregadas pelo menos até a próxima madrugada. A tendência é de diminuição progressiva do volume de chuva a partir do interior dos estados, permanecendo intensas apenas em setores costeiros.

Especialistas alertam que o solo já encharcado favorece a ocorrência de novos escorregamentos mesmo após a redução da precipitação. Dessa forma, moradores devem manter a atenção a sinais como rachaduras em muros, inclinação de postes ou árvores e surgimento de água barrenta em terrenos inclinados, comunicando imediatamente as autoridades se perceberem qualquer indício de instabilidade.

O Inmet reforça que o alerta laranja permanece válido para toda a faixa litorânea de São Paulo, Paraná e Santa Catarina enquanto as rajadas persistirem entre 60 e 100 quilômetros por hora e os acumulados de chuva puderem atingir até 100 milímetros em 24 horas.

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