Chuvas no litoral paulista fecham Serra Mogi-Bertioga e provocam alagamentos em diversas cidades

As chuvas no litoral paulista alcançaram volumes excepcionais nos últimos dias, motivaram o fechamento temporário da Serra Mogi-Bertioga e desencadearam uma série de alagamentos e danos estruturais em municípios que vão do litoral norte ao Vale do Ribeira, mobilizando Defesa Civil, concessionárias de rodovias e administrações locais para medidas de segurança e assistência.
- Impacto imediato das chuvas no litoral paulista na Serra Mogi-Bertioga
- Ubatuba registra acumulado expressivo durante as chuvas no litoral paulista
- Alagamentos e ocorrências estruturais em Mongaguá e Peruíbe sob chuvas no litoral paulista
- Vale do Ribeira: chuvas no litoral paulista alcançam interior e causam danos
- Região metropolitana de São Paulo sente efeitos colaterais das chuvas no litoral paulista
- Resposta das autoridades e recomendações para a população
Impacto imediato das chuvas no litoral paulista na Serra Mogi-Bertioga
A interdição da Rodovia SP-098, popularmente chamada de Serra Mogi-Bertioga, ocorreu na manhã de domingo em um trecho compreendido entre os quilômetros 77 e 98. A concessionária responsável pela via registrou cerca de 200 milímetros de precipitação em 72 horas na área de serra, índice superior ao limite considerado operacionalmente seguro. Por precaução, o tráfego foi interrompido e os motoristas orientados a buscar rotas alternativas até que a verificação de encostas e a drenagem fossem concluídas.
O fechamento parcial ou total da rodovia costuma ser adotado quando há risco de deslizamentos, queda de barreiras ou perda de aderência na pista. Dessa vez, a intensidade contínua das chuvas no litoral paulista elevou a saturação do solo, cenário que potencializa ocorrências geológicas. A concessionária mantém equipes técnicas monitorando taludes, enquanto a Polícia Militar Rodoviária realiza operações de sinalização e contenção de fluxo para evitar acúmulo de veículos em pontos vulneráveis.
Ubatuba registra acumulado expressivo durante as chuvas no litoral paulista
No litoral norte, Ubatuba registrou 158 milímetros em apenas seis horas, valor equivalente a aproximadamente 65 % da média histórica de todo o mês de janeiro, estimada em 242 milímetros. O balanço parcial dos quatro primeiros dias do mês já alcançou 184,3 milímetros, ultrapassando três quartos do total climatológico projetado para o período. Mesmo com ruas inundadas após a madrugada de precipitações, a Defesa Civil local não contabilizou vítimas, desalojados nem desabrigados.
As áreas mais afetadas concentram-se em vias de baixa declividade e em bairros onde a drenagem não comportou a vazão repentina. Agentes municipais monitoram pontos críticos, utilizam bombas para acelerar o escoamento da água e mantêm abrigos provisórios de prontidão, caso a situação se agrave. A meteorologia continua indicando pancadas isoladas, o que mantém o alerta para novas cheias repentinas.
Alagamentos e ocorrências estruturais em Mongaguá e Peruíbe sob chuvas no litoral paulista
No litoral sul, os moradores de Mongaguá receberam alertas via celular sobre a permanência das chuvas. Bairros como Nossa Senhora de Fátima e Agenor de Campos amanheceram com ruas tomadas pela água. Adicionalmente, a queda de uma estrutura metálica na Praça Dudu Samba foi registrada sem que houvesse feridos, mas demandou isolamento da área para inspeção de risco.
Em Peruíbe, o acumulado pluviométrico provocou alagamentos que atingiram o quintal de uma residência na Rua Presidente Prudente. Uma família de turistas foi retirada do imóvel com o auxílio de um bote, operação conduzida por equipes municipais. A decisão ocorreu após avaliação da profundidade da lâmina d’água e da possibilidade de ingresso de mais chuva, que poderia elevar o nível e impedir a saída segura pela via pública.
Vale do Ribeira: chuvas no litoral paulista alcançam interior e causam danos
A zona do Vale do Ribeira também sofreu com precipitações intensas. Em Pariquera-Açu, a queda de árvores sobre a Rodovia Ivo Zanella levou à interdição parcial da pista. Equipes de manutenção realizaram o corte e a remoção dos troncos para restabelecer a circulação, enquanto agentes de trânsito conduziram veículos por desvios. A região, conhecida por relevo montanhoso e alta densidade de vegetação, registra frequentemente episódios similares após temporais.
Juquiá contabilizou rajadas de vento de até 52 km/h, velocidade capaz de provocar avarias em estruturas leves. Uma residência cedeu, deixando uma pessoa com escoriações leves que foi socorrida no local. Houve também destelhamento na vila olímpica municipal, sem registro de feridos. A combinação de vento e solo encharcado aumenta a probabilidade de queda de árvores e compromete edificações sem reforço adequado.
Região metropolitana de São Paulo sente efeitos colaterais das chuvas no litoral paulista
Embora as precipitações mais volumosas se concentrem no litoral, a umidade também alcançou municípios da Grande São Paulo. Em Rio Grande da Serra, a enxurrada atingiu uma casa no Jardim Guiomar, provocando rachaduras nas paredes. Após vistoria, a Defesa Civil classificou o imóvel como inseguro e orientou a moradora a deixar o local temporariamente. A área permanecerá sob observação até a conclusão de laudo técnico que comprove a estabilidade da estrutura.
Resposta das autoridades e recomendações para a população
As defesas civis municipais permaneceram em estado de atenção ao longo do fim de semana. Entre as ações adotadas, destacam-se o monitoramento constante de encostas, o disparo de mensagens de texto com alertas hidrometeorológicos, o bloqueio preventivo de vias e a oferta de abrigos emergenciais. A orientação geral aos moradores é evitar deslocamentos por áreas alagadas, atentar para sinais de movimentação de terra e comunicar imediatamente qualquer indício de trinca em residências situadas em encostas.
O Centro de Gerenciamento de Emergências mantém previsão de chuvas alternadas, com possibilidade de pancadas fortes nas próximas horas. Enquanto a SP-098 continua interditada, motoristas que precisam transitar entre o planalto e o litoral devem optar por rotas como a Rodovia dos Imigrantes ou a Mogi-Dutra, considerando eventuais aumentos de tempo de viagem. A liberação da Serra Mogi-Bertioga dependerá da redução do volume de chuva, da estabilidade das encostas e da conclusão das inspeções técnicas em andamento.

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