Carnaval em São Paulo 2026: programação do Galo da Madrugada, Cerca Frango e Carna Black Ritmo agita a terça-feira

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A terça-feira de Carnaval em São Paulo 2026 começa cedo e se estende por diferentes regiões do estado, reunindo 40 blocos apenas na capital e dezenas de atrações em cidades do interior, no ABC e na Baixada Santista. A programação destaca nomes como Galo da Madrugada, Acadêmicos da Cerca Frango e Carna Black Ritmo, além de blocos voltados a ritmos latinos, folclore andino e música eletrônica, sempre obedecendo ao encerramento determinado para antes das 20h nos circuitos centrais paulistanos.
- Carnaval em São Paulo 2026: panorama geral da terça-feira de blocos
- Galo da Madrugada leva frevo sustentável ao Ibirapuera
- Acadêmicos da Cerca Frango e blocos matinais complementam a largada
- Carnaval em São Paulo 2026: tarde marcada por ritmos latinos e folclore
- Carnaval em São Paulo 2026: Carna Black Ritmo movimenta o ABC
- Interior mantém desfiles até a madrugada
- Litoral oferece opções para todas as idades
- Cidade altera dinâmica de trânsito e horário de término
- Carnaval em São Paulo 2026: próximos compromissos na agenda oficial
Na capital, os desfiles se concentram em eixos tradicionais, como Ibirapuera, Santa Cecília, República e Bixiga, mas também alcançam bairros periféricos que vão de Perus, na zona norte, até Cidade Ademar, na zona sul, cobrindo ainda Raposo Tavares, na zona oeste, e Itaim Paulista, na zona leste. O dia abre com dois grandes cortejos às 9h: o Frevo no Planeta Galo, do Galo da Madrugada, na Avenida Pedro Álvares Cabral, e o Acadêmicos da Cerca Frango, na Praça Jesuíno Bandeira, na Lapa. A agenda da tarde contabiliza blocos com repertório variado, confirmando a diversidade que marca o Carnaval paulistano.
Galo da Madrugada leva frevo sustentável ao Ibirapuera
No circuito do Ibirapuera, o tradicional Galo da Madrugada estreia seu Frevo no Planeta Galo às 9h, apresentando alegorias com temática voltada à sustentabilidade. A escolha de enredo ambiental sinaliza a preocupação do bloco em alinhar folia e responsabilidade socioambiental, enquanto mantém viva a energia do frevo, gênero que embala a coreografia dos foliões. A concentração ocorre próxima ao Obelisco, ponto de referência para quem pretende acompanhar a abertura do desfile, que inaugura oficialmente as atividades carnavalescas do dia na principal área verde da cidade.
Acadêmicos da Cerca Frango e blocos matinais complementam a largada
Simultaneamente ao Galo, o Acadêmicos da Cerca Frango ocupa a Praça Jesuíno Bandeira, número 39, na Lapa. O bloco, que também inicia às 9h, oferece opção alternativa para moradores da zona oeste, equilibrando assim o fluxo de foliões entre diferentes regiões. Ainda na parte da manhã, mais bairros recebem grupos menores que aquecem o público para a maratona de ritmos programada para a tarde. A distribuição geográfica dos desfiles colabora para reduzir grandes deslocamentos, permitindo que os participantes escolham trajetos compatíveis com seu local de residência.
A partir do meio-dia, o Carnaval assume feições multiculturais. No Brás, às 13h, o bloco Chuta Choleros y sus Lindas Mamacitas incorpora músicas folclóricas bolivianas, projetando sonoridades andinas no território paulistano. Paralelamente, o bairro do Bixiga recebe o bloco SÚBETE!, também às 13h, com reggaeton comandado por DJs residentes e convidados do clube Perro Negro, ponto de encontro de entusiastas do gênero. O mesmo horário marca o início do Bloco do Leão, em Campinas, sinalizando que o interior já está em plena atividade enquanto a capital ainda vive o pico da tarde.
No circuito do Ibirapuera, o palco retorna às 14h para o Bloco da Latinha Mix, que apresenta uma combinação de atrações: Falcão, Maneva, Bateria da Rosas de Ouro e o duo de música eletrônica Dubdogz. A mistura de samba-enredo, reggae e eletrônico confirma a convivência de estilos característicos do Carnaval contemporâneo. Para quem prefere permanecer afastado das rotas centrais, os bairros periféricos oferecem cortejos menores, mas igualmente animados, espalhados por todas as zonas da metrópole.
Na Região Metropolitana, São Bernardo do Campo desponta com o Carna Black Ritmo, Identidade e Celebração à Cultura Negra, programado para as 14h, no Parque de Juventude Città Di Maróstica. A proposta reúne amantes da música negra, criando espaço dedicado a gêneros que dialogam com a história afro-brasileira. Ainda em São Bernardo, o Bloco do Marola sai às 14h30, no bairro Rudge Ramos. Em Santo André, a banda Caxambú anima a vila histórica de Paranapiacaba também às 14h, no Coreto do Clube União Lyra Serrano, oferecendo alternativa para foliões que preferem clima interiorano sem sair da Grande São Paulo.
Interior mantém desfiles até a madrugada
Fora da capital, o horário limite é mais flexível. Em Campinas, sete blocos compõem a programação, com destaque para o Berravaca, que inicia às 20h, na Rua Júlia Leite de Barros, 148, na Vila Santa Isabel, e segue até as 2h da quarta-feira. A maratona campineira começa bem antes, às 12h, com o Bloco do Leão, na Avenida Benjamin Constant, 1281, e ganha reforço do Vai Pra Cuba, às 13h, na Avenida Estados Unidos, 800, no Jardim Nova Europa. Já em São Luiz do Paraitinga, o desfile infantil Encuca Cuca ocupa a manhã, enquanto o bloco Bico do Corvo toma as ruas às 22h, mantendo a cidade movimentada por 12 horas consecutivas de cortejos.
Litoral oferece opções para todas as idades
Na Baixada Santista, a folia se divide entre Santos e São Vicente. A partir das 14h, Santos abre o espaço infantil no novo boulevard da Rua XV de Novembro, com o show Diego Alencikas e a Carnavália Brincante, voltado às crianças. À mesma hora, a Praça Mauá torna-se palco do bloco Bebo mas não Travo. No fim da tarde, às 17h, São Vicente recebe a Banda do Sapo na Avenida C, 400, no Humaitá, enquanto a Arena TH+ em Itararé dedica-se ao Carnaval da Melhor Idade a partir das 16h. O encerramento santista ocorre às 18h30, também na Praça Mauá, quando a Banda dos Estivadores assume o comando, garantindo transição suave para a noite.
Cidade altera dinâmica de trânsito e horário de término
Para garantir segurança e fluidez, os blocos da capital devem encerrar atividades antes das 20h, medida que facilita a limpeza urbana e a retomada do transporte público nos principais corredores. Nos circuitos centrais, agentes de trânsito monitoram vias como Avenida Paulista, Avenida São João e ruas do entorno do Largo do Arouche, embora esses trechos não sejam palco das concentrações listadas para a terça-feira. Já no interior e no litoral, a responsabilidade de ordenamento recai sobre as prefeituras locais, que definem horários estendidos conforme a capacidade de atendimento dos serviços municipais.
Após o término dos desfiles desta terça-feira, a atenção se volta para a virada de 0h, quando parte dos blocos do interior ainda estará nas ruas, caso do Berravaca em Campinas e do Bico do Corvo em São Luiz do Paraitinga. Esses grupos marcam a transição para a Quarta-Feira de Cinzas e simbolizam o fim do calendário oficial do Carnaval em São Paulo 2026, mantendo viva a tradição de prolongar a festa até o primeiro instante do dia seguinte.

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