Carnaval de rua no Rio deve injetar mais de R$ 5,7 bilhões na economia da cidade

|
Getting your Trinity Audio player ready... |
Carnaval de rua na capital fluminense, programado para ocorrer entre 17 de janeiro e 22 de fevereiro, prevê atrair mais de 6 milhões de foliões e gerar um impacto superior a R$ 5,7 bilhões na economia carioca, de acordo com estimativa da Empresa Municipal de Turismo do Rio de Janeiro (Riotur).
- Impacto econômico direto e indireto do carnaval de rua
- Expectativa de público e logística dos 460 blocos de carnaval de rua
- Segurança reforçada para a multidão do carnaval de rua
- Estratégia de saúde pública durante o carnaval de rua
- Proteção às mulheres e enfrentamento ao assédio no carnaval de rua
- Recomendações gerais e próximos eventos no calendário de carnaval de rua
O montante projetado de R$ 5,7 bilhões sinaliza a dimensão financeira que o carnaval de rua exerce sobre o Rio de Janeiro. A movimentação envolve receitas geradas por hospedagem, alimentação, transporte, comércio ambulante e serviços diversos prestados a visitantes e residentes durante o período festivo. A cifra, calculada pela Riotur, abrange tanto gastos de turistas que se deslocam exclusivamente para a folia quanto de moradores que intensificam o consumo local. Esse fluxo de recursos deve contribuir para a arrecadação tributária municipal e estadual, além de estimular a geração temporária de empregos nos setores relacionados.
Para 2026, a Riotur autorizou o desfile de 460 blocos distribuídos por todas as regiões da cidade, ampliando a descentralização da festa e facilitando o acesso dos cariocas aos cortejos perto de suas residências. A estimativa de 6 milhões de participantes leva em conta a presença contínua de foliões ao longo de mais de um mês de programações gratuitas dominadas por música, fantasias e ocupação do espaço público. A Prefeitura afirma que a infraestrutura de banheiros químicos, limpeza urbana e controle de tráfego foi dimensionada para suportar o aumento no fluxo de pessoas em bairros turísticos e periféricos.
Mais de 1,1 mil agentes da Secretaria de Ordem Pública e da Guarda Municipal atuarão em conjunto com a Polícia Militar, estabelecendo patrulhamento ostensivo, bloqueios viários e ações de fiscalização. Um dos pontos de maior atenção é o Circuito Preta Gil, na Rua Primeiro de Março, trajeto reservado aos dez megablocos tradicionais que reúnem grande concentração de público. No local, serão instalados pórticos de revista para coibir a entrada de garrafas de vidro e objetos cortantes, reduzindo riscos de acidentes e conflitos. Essas barreiras de inspeção funcionam como medida preventiva, complementadas por videomonitoramento em tempo real.
A Secretaria Municipal de Saúde organizará sete postos pré-hospitalares dedicados ao atendimento emergencial de foliões, dois deles situados no Circuito Preta Gil. Profissionais de saúde estarão aptos a realizar procedimentos de urgência e encaminhar pacientes a unidades de maior complexidade, caso necessário. Segundo a pasta, o esquecimento de medicamentos de uso contínuo pelos frequentadores figura como principal fonte de preocupação, pois pode culminar em crises hipertensivas, convulsões ou descompensações de doenças crônicas.
Outros agravos recorrentes incluem desidratação, intoxicação por excesso de bebida alcoólica e queimaduras de segundo e terceiro graus na pele ou nos olhos, muitas vezes provocadas pela falta de protetor solar ou pela utilização de ceras capilares que escorrem durante a transpiração. Para mitigar esses problemas, a Secretaria recomenda hidratação constante, uso de roupas leves, reaplicação regular de filtro solar e escolha de calçados fechados, medida que evita cortes nos pés em vias públicas lotadas.
Além disso, autoridades alertam para o consumo responsável de alimentos e bebidas, orientando foliões a verificar a procedência dos produtos comercializados nas ruas a fim de prevenir infecções gastrointestinais. A fiscalização sanitária deverá inspecionar vendedores ambulantes credenciados, garantindo condições mínimas de higiene.
A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres informou que, no carnaval anterior, houve aumento de 275% nos registros de assédio e atendimentos prestados a vítimas durante o período de festas. Em resposta, equipes compostas por psicólogas, advogadas e assistentes sociais estarão posicionadas em pontos estratégicos, oferecendo acolhimento imediato, orientação jurídica e encaminhamento à rede de proteção. A presença desses profissionais visa encorajar denúncias, agilizar a aplicação de medidas protetivas e reduzir a impunidade de agressores.
Campanhas informativas devem circular nos blocos para divulgar canais de denúncia e sensibilizar foliões sobre o caráter ilegal e violento de atos de assédio. A cooperação entre órgãos de segurança e serviços especializados pretende criar um ambiente em que mulheres possam desfrutar da festa com sensação de segurança ampliada.
A Riotur incentiva todos os participantes a planejarem seu deslocamento antecipadamente, utilizarem transporte público sempre que possível e seguirem as orientações de agentes municipais ao longo dos circuitos. Entre 17 de janeiro e 22 de fevereiro, a capital viverá fases distintas da programação, iniciando com ensaios abertos, passando pelos principais desfiles de blocos e concluindo com apresentações de despedida pós-carnavalescas. Os próximos marcos de grande público serão os desfiles dos megablocos no Circuito Preta Gil, que concentram agendas específicas dentro da janela oficial divulgada pela prefeitura.
Com expectativa de expansão econômica, reforço na segurança, estrutura de saúde dedicada e políticas específicas de proteção social, a cidade finaliza os ajustes operacionais para receber a multidão estimada de mais de seis milhões de foliões ao longo do maior carnaval de rua do país.

Conteúdo Relacionado