Briga no Senado mexicano termina em socos após debate

Briga no Senado mexicano termina em socos após debate

Briga no Senado mexicano termina em socos após debate sobre uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos contra cartéis de drogas, deixando o plenário em tumulto e reacendendo tensões políticas no país.

Briga no Senado mexicano termina em socos após debate

O Senado do México transformou-se em palco de violência na quarta-feira (27), quando o líder da oposição, Alejandro “Alito” Moreno, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), e o presidente da Casa, Gerardo Fernández Noroña, do governista Morena, trocaram empurrões e socos durante o encerramento de uma sessão.

Imagens transmitidas ao vivo mostram Moreno aproximando-se de Fernández Noroña enquanto os parlamentares entoavam o hino nacional. Segundo relatos, o oposicionista pediu a palavra, agarrou o braço do presidente do Senado e ouviu: “Não me toque”. A partir daí, começaram as agressões; um fotógrafo foi derrubado, e outro senador tentou acertar Fernández Noroña quando este se afastava.

Após o incidente, Fernández Noroña declarou em coletiva que o conflito surgiu depois de um debate “duro e amargo” sobre a presença de forças armadas estrangeiras em território mexicano. Ele anunciou que convocará sessão de emergência para sexta-feira e proporá a expulsão de Moreno e de mais três parlamentares, além de registrar queixa por lesões corporais.

Moreno, por sua vez, publicou nota na rede X afirmando que a “primeira agressão física veio de Noroña” e acusou a bancada governista de alterar a ordem do dia “para calar a oposição”. Na quinta-feira, o PRIista usou as imagens da briga em vídeo de campanha, prometendo enfrentar o que chamou de “narco-ditadura” e defender “liberdade e justiça” no país.

O episódio ocorre em meio a discussões acirradas sobre soberania nacional. No início do mês, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, reiterou que militares norte-americanos não pisarão em solo mexicano, após reportagem do agência Reuters indicar interesse de Washington em agir contra cartéis.

Em fevereiro, Sheinbaum já havia rechaçado a designação, pelos EUA, de oito grupos criminosos latino-americanos como organizações terroristas, afirmando que “não há negociação” quanto à soberania mexicana.

O confronto no Senado intensifica o clima de polarização às vésperas de novas discussões sobre segurança pública e relações bilaterais. A expectativa é de que as câmaras legislativas definam, nos próximos dias, se haverá sanções internas a parlamentares e quais passos diplomáticos serão adotados para responder à pressão externa.

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Crédito da imagem: STRINGER/AFP via Getty Images

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