Bolsa sobe mais de 3% e renova recorde histórico, impulsionada por recuos de Trump

Bolsa sobe mais de 3% e renova recorde histórico, impulsionada por recuos de Trump
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Bolsa sobe e estabelece uma nova marca no mercado de capitais brasileiro: o Ibovespa concluiu o pregão desta quarta-feira aos 171.817 pontos, avanço de 3,33%, a maior alta diária desde abril de 2023. O impulso veio da redução das tensões externas após declarações mais moderadas do presidente norte-americano Donald Trump, fato que também derrubou o dólar a R$ 5,321, patamar mais baixo desde 4 de dezembro.

Índice

Bolsa sobe: avanço consistente ao longo do dia e superação de faixas históricas

O pregão começou firme, com o índice já superando a linha dos 167 mil pontos logo na abertura. Ao longo das horas de negociação o movimento comprador ganhou força, permitindo que o Ibovespa rompesse, pela primeira vez, os níveis psicológicos de 168 mil, 169 mil, 170 mil e 171 mil pontos. O fechamento em 171.817 pontos consagrou o novo recorde nominal do indicador.

O giro financeiro somou R$ 43,3 bilhões, volume significativamente acima da média diária observada em 2026, o que indica participação elevada de investidores institucionais e estrangeiros. Desde o início de janeiro, o Ibovespa acumula valorização de 6,6%, respaldada por um ingresso líquido de R$ 7,6 bilhões em capital externo até a metade do mês.

Bolsa sobe: recuos de Trump reduzem aversão a risco global

A etapa vespertina do pregão foi determinante para a arrancada local, acompanhando a melhora dos índices em Wall Street. Em Nova York, o S&P 500 avançou mais de 1% após o presidente dos Estados Unidos adotar tom conciliador em dois pontos que vinham incomodando investidores: a possibilidade de novas tarifas sobre produtos europeus e o impasse geopolítico envolvendo a Groenlândia.

Ao descartar o uso da força e sinalizar suspensão das barreiras comerciais, Trump diminuiu a percepção de conflito, estimulando a busca por ativos de maior risco. Esse alívio foi captado imediatamente no Brasil, onde ações sensíveis ao humor externo receberam ordens de compra, ampliando o rally que se consolidou até o encerramento dos negócios.

Bolsa sobe: entrada de recursos e ambiente de juros globais favorecem o Brasil

O Banco Central informou que, até 16 de janeiro, o país registrou entrada líquida de US$ 1,54 bilhão via mercado financeiro. Esse fluxo reforça a leitura de que investidores internacionais estão reposicionando parte de seus portfólios em direção a economias emergentes. Três fatores sustentam essa tendência:

1) Diminuição dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, tradicionalmente considerados refúgio seguro, o que reduz a atratividade relativa desses papéis.
2) Expectativa de juros mais baixos em economias avançadas, incentivando a migração de capital para mercados com potencial de retorno superior.
3) Perspectiva de estabilidade macroeconômica interna, percepção evidenciada pelo comportamento resiliente da bolsa mesmo diante de eventos pontuais no sistema financeiro doméstico.

A conjugação desses elementos fortaleceu o real e ajudou a manter o ciclo de apreciação dos ativos brasileiros, inclusive no segmento acionário.

Dólar recua e renova mínima desde dezembro

No câmbio, a sessão foi de perda de força para a moeda norte-americana. O dólar comercial encerrou em R$ 5,321, queda diária de 1,1%. A cotação permaneceu em terreno negativo desde os primeiros negócios, mas o recuo ganhou intensidade quando, perto do fim da tarde, veio a confirmação de que a Casa Branca não avançaria com tarifas sobre produtos da União Europeia.

O nível de fechamento é o menor desde 4 de dezembro, data anterior ao anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência. Ao longo de 2026, a divisa acumula depreciação de 3,06% frente ao real, movimento compatível com a dinâmica observada em outras moedas emergentes beneficiadas pela reprecificação global de risco.

Liquidação extrajudicial do Will Bank não afeta o apetite por ações

Em meio ao otimismo generalizado, a liquidação extrajudicial do Will Bank, instituição controlada pelo Banco Master, não alterou a trajetória ascendente dos preços. A decisão, apesar de aumentar a vigilância sobre o setor financeiro, foi interpretada como um evento isolado. O fato de não haver exposição relevante das grandes companhias listadas ao banco em questão neutralizou qualquer possibilidade de contágio imediato.

Esse comportamento reforça a leitura de que a sustentação do índice no patamar atual está mais ligada ao cenário macro e ao fluxo internacional do que a fatores microeconômicos pontuais.

Perspectivas imediatas observadas pelo mercado

Com o Ibovespa próximo da barreira simbólica dos 172 mil pontos, operadores monitoram dois vetores que podem definir o ritmo das próximas sessões: a evolução das negociações comerciais entre Estados Unidos e União Europeia e as eventuais declarações de Donald Trump sobre disputas geopolíticas em andamento. Qualquer nova atenuação de discurso tende a prolongar a inclinação de alta, enquanto um retorno ao tom mais duro pode reverter parte dos ganhos.

No plano interno, a continuidade do ingresso de recursos estrangeiros permanece essencial. Os participantes seguem avaliando os dados de fluxo publicados pelo Banco Central e o comportamento dos juros futuros, pois rendimentos domésticos competitivos, combinados à menor remuneração dos títulos norte-americanos, sustentam a atratividade relativa do Brasil.

A próxima divulgação relevante no calendário é a atualização semanal do fluxo cambial, que indicará se a tendência de entradas se manteve após 16 de janeiro. Esse dado servirá de termômetro para o apetite dos investidores e poderá influenciar tanto a Bolsa quanto o câmbio na abertura do pregão subsequente.

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