Bloco do Reggae homenageia Bob Marley e Jimmy Cliff e reforça tradição no Carnaval de São Luís

Bloco do Reggae homenageia Bob Marley e Jimmy Cliff e reforça tradição no Carnaval de São Luís
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No calendário carnavalesco de 2026, o Bloco do Reggae volta às ruas de São Luís do Maranhão com um propósito claro: celebrar a obra de Bob Marley e Jimmy Cliff, dois expoentes jamaicanos que moldaram o gênero e inspiraram gerações. A iniciativa, uma das poucas de temática exclusivamente reggae no Brasil, ocorre em uma cidade que carrega oficialmente o título de Capital Nacional do Reggae, fazendo da homenagem parte natural do DNA cultural local.

Índice

Bloco do Reggae consolida quase duas décadas de presença na folia

Fundado em 2006, o Bloco do Reggae caminha para completar 20 anos de desfiles consecutivos. Sua trajetória coincide com o crescimento da cena reggae ludovicense, que encontrou no período momesco um palco privilegiado para difundir ritmos, cores e mensagens associadas à cultura rastafári. Ao longo desse percurso, o bloco tornou-se referência ao oferecer um espaço de celebração onde o batuque afro-brasileiro se funde às sonoridades jamaicanas, reafirmando o protagonismo de São Luís no circuito nacional do reggae.

Capital Nacional do Reggae integra o ritmo jamaicano ao Carnaval

O reconhecimento legal de São Luís como Capital Nacional do Reggae reforça a ligação histórica entre a cidade e a música originária da Jamaica. No período carnavalesco, essa identidade se intensifica: moradores e visitantes transitam por circuitos cada vez mais diversificados, nos quais o reggae divide espaço com blocos tradicionais, escolas de samba e manifestações de matriz africana. Dentro desse mosaico, o Bloco do Reggae oferece uma experiência sonora pautada em temáticas de igualdade, justiça social e respeito, alinhando-se ao caráter festivo e, simultaneamente, reflexivo que marca o Carnaval maranhense.

Legado de Bob Marley e Jimmy Cliff guia a temática de 2026

A edição de 2026 do bloco dedica seu enredo a Bob Marley, figura central na difusão internacional do reggae e da filosofia rastafári, e a Jimmy Cliff, artista que faleceu no ano passado e cujo repertório se consolidou como símbolo de resistência cultural. A organização entende que ambos os músicos ultrapassaram as barreiras do entretenimento ao denunciar, em suas composições, diferentes formas de preconceito, com ênfase na discriminação racial. Ao transportarem essas mensagens para a avenida, os integrantes do bloco pretendem oferecer ao público momentos de diversão acompanhados de reflexões sobre paz, solidariedade e combate às desigualdades.

Bloco do Reggae e Grupo de Dança Afro Malungos: parceria que fortalece a cultura

O Bloco do Reggae integra o universo do Gdam – Grupo de Dança Afro Malungos, fundado há 40 anos em São Luís. A coordenação de ambas as iniciativas está nas mãos do bailarino e coreógrafo Cláudio Adão, que valoriza a escolha dos homenageados como extensão prática dos ideais vivenciados diariamente pelos componentes dos grupos. Segundo ele, o repertório de Marley e Cliff serve de espelho para atividades contínuas, que incluem seminários, oficinas, rodas de conversa e debates em escolas sobre políticas públicas de preservação do reggae enquanto patrimônio imaterial.

Processos criativos envolvem ampla cadeia produtiva

A preparação do bloco é resultado de uma engrenagem que movimenta profissionais de diversas áreas. Costureiras assumem a confecção de fantasias baseadas nas cores verde, amarelo e vermelho, associadas ao rastafarianismo; comerciantes asseguram o abastecimento de materiais; DJs, equipes de vinil e radiolas selecionam repertórios que mesclam clássicos jamaicanos a produções locais; grupos de dança ensaiam coreografias que misturam passos afro-brasileiros e cadência reggae; e bandas maranhenses ensaiam para executar, ao vivo, sucessos eternizados por Marley e Cliff. Cada elo dessa cadeia confirma que o Carnaval ludovicense funciona como vitrine do trabalho realizado durante todo o ano pelos agentes da cultura reggae.

Campanha social reforça mensagens de paz e respeito

Além do tributo musical, o Bloco do Reggae leva para a avenida campanhas explícitas contra a violência. A programação incorpora, de forma transversal, o lema “não à guerra” e o apelo por “feminicídio zero”, evidenciando a preocupação do grupo com pautas urgentes de direitos humanos. Ao difundir tais mensagens em meio à festividade, a organização fortalece a imagem do reggae como ferramenta de conscientização e promoção da convivência pacífica.

Ladeira Prime concentra programação de 14 a 17 de fevereiro

Um dos pontos altos da festa será o Ladeira Prime, localizado no bairro Madre Deus, reduto tradicional de ritmos afro em São Luís. O espaço recebe a “massa regueira” nos dias 14, 15 e 17 de fevereiro, reunindo atrações como a banda Divino Roots e o cantor Júnior Dread. A escolha do local sublinha a afinidade histórica da Madre Deus com expressões culturais populares, transformando as ladeiras do bairro em cenário para shows que combinam luzes, radiolas e sonoridades jamaicanas, ampliando o alcance da homenagem aos dois ícones internacionais.

Expectativa para a participação do público regueiro

A organização projeta participação expressiva de foliões identificados com o reggae, turistas interessados na mistura de Carnaval e cultura jamaicana, e moradores do entorno, que tradicionalmente apoiam o evento. A meta é transformar cada “brincante regueiro” em multiplicador das mensagens cultivadas pelo bloco: energias positivas, celebração à vida e construção de uma sociedade sem preconceitos. Para o Gdam e o Bloco do Reggae, o sucesso será medido não apenas pelo número de participantes, mas pela capacidade de espalhar respeito mútuo durante e depois da folia.

Próximos passos até o cortejo oficial

Com os últimos ajustes de produção e ensaios marcados, o cronograma segue até a concentração inicial, prevista para 14 de fevereiro no Ladeira Prime. A data marca o primeiro desfile do bloco nesta edição carnavalesca, abrindo a série de três apresentações que se estendem até 17 de fevereiro. Cada dia acrescenta uma camada na homenagem a Bob Marley e Jimmy Cliff, reafirmando, a cada batida de radiola, a identidade de São Luís como palco maior do reggae no Brasil.

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