Bad Bunny no Super Bowl: conheça o show inédito em espanhol e relembre as maiores apresentações do intervalo

Bad Bunny no Super Bowl: conheça o show inédito em espanhol e relembre as maiores apresentações do intervalo
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O Bad Bunny no Super Bowl deste domingo (8) inaugura uma nova página na história do intervalo mais assistido da televisão dos Estados Unidos: pela primeira vez, todo o espetáculo de 13 minutos será executado integralmente em espanhol, derrotando uma barreira linguística que perdurou por seis décadas de evento.

Índice

Bad Bunny no Super Bowl: a estreia como atração principal

A primeira aparição de Benito Antonio Martínez Ocasio, o Bad Bunny, em gramados do Super Bowl ocorreu em 2020, quando o porto-riquenho participou do medley comandado por Shakira e Jennifer Lopez. Quatro anos depois, o cenário muda radicalmente: agora ele assume o centro das atenções no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, responsável por sustentar sozinho toda a dinâmica cênica e musical do intervalo.

A ascensão de Bad Bunny no Super Bowl e na indústria musical

Entre a participação como convidado e o protagonismo de 2024, Bad Bunny consolidou-se como fenômeno global do streaming, impulsionado por hits de reggaeton que mesclam referências nostálgicas de Porto Rico. O auge dessa trajetória foi a conquista do Grammy de melhor álbum com “Debí Tirar Más Fotos”, feito inédito para um disco totalmente em espanhol. Esse reconhecimento, somado à presença dominante em plataformas digitais, garante ao cantor o peso necessário para liderar o espetáculo mais caro da televisão norte-americana.

Bad Bunny no Super Bowl: dimensão política e cultural do show em espanhol

A apresentação do porto-riquenho ocorre em meio a um ambiente politicamente tenso. Com a repressão à imigração intensificada sob o governo Donald Trump, espera-se que o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) marque presença massiva nos arredores do estádio. O contexto adiciona contornos simbólicos ao primeiro show totalmente em espanhol: além do entretenimento, o momento ecoa questões de identidade latina e de visibilidade para comunidades que costumam ser alvo de políticas restritivas.

Madonna levou grandiosidade militar ao gramado em 2012

Um dos marcos anteriores do intervalo aconteceu em 2012, quando Madonna transformou o palco em uma arena que remetia à Roma antiga. Acompanhada de Nicki Minaj, M.I.A. e CeeLo Green, a cantora comandou o que a Billboard descreveu como um “esquadrão de líderes de torcida”, misturando coreografias militares com execução de sucessos que atravessam gerações.

Shakira e Jennifer Lopez abriram espaço latino em 2020

A dupla colombiana-estadunidense e porto-riquenha entrou para a história como as primeiras mulheres latinas a encabeçar o espetáculo. Shakira iniciou o set list em ritmo acelerado, revisitou seus principais hits e chamou Bad Bunny para um dueto, enquanto Jennifer Lopez destacou-se com números de pole dance e a participação de J Balvin. O segmento inaugurou uma narrativa de protagonismo latino que chega ao clímax com o show solo de 2024.

Michael Jackson, Beyoncé e Prince redefiniram padrões de 1993 a 2013

O repertório de momentos memoráveis também inclui a performance de 1993 do autoproclamado Rei do Pop. Michael Jackson emendou “Billie Jean” e “Black & White” antes de emocionar a multidão com “We Are The World”, acompanhada por um mosaico de cartolinas com desenhos de crianças erguidas pelas arquibancadas.

A década seguinte veria Prince, em 2007, prestar tributo a ícones do rock com versões de “We Will Rock You”, “All Along The Watchtower”, “Best of You” e “Proud Mary”. Já em 2013, Beyoncé retornou aos palcos após o nascimento de Blue Ivy, exibindo um batalhão afinado de dançarinos e reunindo Kelly Rowland e Michelle Williams para relembrar a fase Destiny’s Child.

Katy Perry, Lady Gaga e Rihanna dominaram a era das megaproduções

Conhecida pela explosão de cores e de fogos de artifício, Katy Perry registrou o recorde de 121 milhões de telespectadores em 2015, cantando “Teenage Dream”, “California Girls” e “Work It”. Dois anos depois, Lady Gaga apostou em plataformas móveis e efeitos visuais para alinhar sucessos como “Poker Face” e “Bad Romance”. Em 2023, foi a vez de Rihanna ressurgir após cinco anos longe dos palcos: a cantora flutuou em estruturas suspensas, referenciou o funk carioca, compilou seu catálogo de hits e revelou a segunda gravidez, atraindo 118,7 milhões de espectadores, segunda maior audiência da história do intervalo.

Momentos controversos e emotivos: Janet Jackson, U2 e Rolling Stones

A edição de 2004 ficou marcada pelo acidente em que Justin Timberlake removeu parte do figurino de Janet Jackson, expondo o seio da artista durante “Rock Your Body”. O episódio, segundo a Billboard, teve repercussões que afetaram a carreira da cantora.

Em 2002, quando os atentados de 11 de Setembro ainda reverberavam, o U2 prestou tributo às vítimas com “Beautiful Day” e “Where the Streets Have No Name”, em uma das apresentações mais emotivas já vistas no Super Bowl. Quatro anos depois, os Rolling Stones optaram pela simplicidade: focaram em “Start Me Up”, “Satisfaction” e “Rough Justice”, exibindo uma gigantesca versão do emblemático símbolo da língua vermelha.

O que esperar dos 13 minutos de intervalo no Levi’s Stadium

Com a estrutura do Super Bowl tradicionalmente rigidamente cronometrada, Bad Bunny terá 13 minutos para condensar sua identidade musical — marcada pelo reggaeton com pitadas de nostalgia porto-riquenha — e, ao mesmo tempo, dialogar com o status de maior evento esportivo dos Estados Unidos. A execução integral em espanhol, somada ao contexto político e ao histórico recente de fortalecimento da presença latina no palco, confere à apresentação de 2024 potencial para entrar na galeria de performances inesquecíveis, ao lado das produções de Madonna, Michael Jackson, Beyoncé e outras que moldaram o entretenimento televisivo.

O próximo ponto alto, portanto, será o instante em que as luzes do estádio se apagarem no intervalo do jogo, entregando ao cantor porto-riquenho o desafio — e a oportunidade — de redefinir, em treze minutos, o alcance cultural do Super Bowl.

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