Avisos de cookies podem acabar na UE, mas não no Brasil

Avisos de cookies podem acabar na UE, mas não no Brasil
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Avisos de cookies exibidos a cada novo acesso a um site podem estar com os dias contados na União Europeia. Autoridades do bloco discutem ampliar as exceções da e-Privacy Directive, de 2009, para que o usuário não seja mais bombardeado por pop-ups antes de navegar.

Na segunda-feira (22), representantes da Comissão Europeia e do setor de tecnologia analisaram propostas que permitiriam registrar a escolha do visitante uma única vez, replicando a preferência em outros domínios. A ideia é reduzir o chamado “cansaço do consentimento”, que leva muita gente a clicar em “aceitar tudo” sem avaliar riscos à privacidade.

Avisos de cookies podem acabar na UE, mas não no Brasil

Entre as opções debatidas, ganharam força a eliminação de prompts para cookies estritamente necessários ao funcionamento técnico das páginas e para estatísticas básicas, considerados inofensivos por reguladores de países como a Dinamarca. Já rastreadores voltados a marketing, publicidade ou compartilhamento com terceiros continuariam exigindo permissão explícita.

Um segundo caminho avaliado prevê um sistema de preferência centralizada: o internauta definiria suas regras de consentimento no navegador e, a partir daí, todos os sites compatíveis respeitariam automaticamente essa configuração. Para o advogado especializado em dados Peter Craddock, ouvido pelo site Politico, o excesso de janelas “mata o consentimento” ao banalizar decisões que deveriam ser conscientes.

O debate não é novo. Iniciativas como o Privacy Sandbox, do Google, tentaram substituir cookies de terceiros, mas esbarraram em oposição de anunciantes e autoridades antitruste inquietas com possível concentração de poder. Agora, o desafio da União Europeia é encontrar equilíbrio entre usabilidade e proteção de dados sem favorecer um único ator do mercado.

Os próximos passos incluem a redação de propostas formais ao longo de 2025, em paralelo à tramitação do chamado Digital Fairness Act. Caso aprovadas, as mudanças valeriam apenas para países europeus; o Brasil, que se apoia majoritariamente na LGPD para regular a coleta de dados, não tem previsão de adotar regras semelhantes.

Resumindo: se avançar, a reforma europeia pode tornar a experiência online mais fluida, preservando a privacidade do usuário e reduzindo o volume de cliques desnecessários. Ainda assim, banners de cookies devem continuar presentes nos sites brasileiros por tempo indeterminado.

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Crédito da imagem: Getty Images

zairasilva

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