Ataque na Grande João Pessoa: 20 homens armados invadem festa, matam três jovens e deixam seis feridos

Ataque na Grande João Pessoa: 20 homens armados invadem festa, matam três jovens e deixam seis feridos
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Ataque na Grande João Pessoa mobilizou cerca de 20 suspeitos fortemente armados, que invadiram uma residência no bairro Heitel Santiago, em Santa Rita, na madrugada de domingo, deixando três jovens mortos e seis pessoas feridas.

Índice

Contexto do ataque na Grande João Pessoa

O episódio ocorreu por volta de 4h30, em uma área residencial próxima ao Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto, no município de Santa Rita, parte da Região Metropolitana de João Pessoa. No imóvel, acontecia uma confraternização com a presença de amigos e familiares. De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, a ação criminosa foi motivada por disputa entre organizações rivais que atuam no tráfico de drogas.

Segundo a perícia inicial, pelo menos 50 estojos de munição foram recolhidos no local. Os cartuchos incluem calibres usados em fuzis 5.56 mm e 7.62 mm, pistolas 9 mm e .380, além de revólveres calibre .357. A variedade e o volume de disparos reforçam a linha de investigação que aponta planejamento detalhado e logística de grupo estruturado.

Como os suspeitos agiram no ataque na Grande João Pessoa

Testemunhas relataram que cerca de 20 homens chegaram em veículos não identificados e desembarcaram já disparando contra duas pessoas que estavam na área externa da festa. O barulho dos tiros levou outros convidados a tentarem escapar pulando o muro ou procurando abrigo dentro da casa. Enquanto avançavam, os invasores teriam proferido ordens que faziam referência direta a uma facção criminosa, segundo o delegado responsável pela ocorrência.

Os atiradores portavam fuzis de assalto — modelos 5.56 mm e 7.62 mm —, além de pistolas semiautomáticas e revólveres de grande poder de fogo. O emprego simultâneo de armamento pesado e leve possibilitou que o grupo cercasse a residência, impedindo fugas e aumentando o número de vítimas. A perícia observou marcas de disparos em paredes externas, portões e objetos internos, demonstrando que o tiroteio se deu em diferentes direções.

Perfil das vítimas e circunstâncias da festa

As vítimas fatais foram identificadas como Hebert Araújo do Nascimento, de 24 anos; Gabriel dos Santos Nascimento, também de 24 anos; e Mateus Eduardo dos Santos Freire, de 15 anos. Nenhum deles possuía mandado de prisão em aberto, e a consulta inicial não apontou registros anteriores de passagem pela polícia. O organizador do evento está entre os mortos.

Informações preliminares coletadas pelo delegado Ivaney Ferreira indicam que o pai de uma das vítimas possuía envolvimento anterior com o tráfico de drogas. Além disso, um dos feridos já havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio em ocasião anterior. Esses elementos, embora sob verificação, ajudam a traçar possíveis conexões entre o crime e rivalidades no mercado ilícito de entorpecentes.

A festa reunia pessoas de diferentes faixas etárias e não houve, até o momento, evidência de revistas ou medidas de segurança no acesso ao local. O evento transcorria sem incidentes quando o grupo armado chegou, sugerindo que os suspeitos tinham conhecimento prévio da reunião e de quem estaria presente.

Feridos atendidos no Hospital de Trauma de João Pessoa

Seis pessoas foram socorridas por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e encaminhadas ao Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. A instituição informou que quatro pacientes permanecem internados em condição clínica estável, enquanto duas vítimas receberam alta após avaliação médica.

O hospital montou protocolo de emergência para múltiplas vítimas, acionando cirurgiões gerais e especialistas em ortopedia e neurologia. Das pessoas internadas, duas passaram por procedimentos cirúrgicos para remoção de projéteis e estabilização de fraturas, e outras duas continuam em observação, submetidas a exames de imagem complementares.

Atuação das forças de segurança e investigação

Polícia Civil, Polícia Militar e Instituto de Polícia Científica (IPC) foram acionados assim que o chamado de emergência foi registrado. No endereço, peritos realizaram mapeamento balístico, fotografaram a cena e recolheram cascas de projéteis para confronto em banco de dados de armas apreendidas.

A Delegacia de Homicídios de Santa Rita conduz o inquérito. Um dos focos é identificar a rota de fuga dos suspeitos e os veículos usados. As equipes analisam imagens de câmeras de segurança instaladas em vias próximas e buscam relatos de moradores que possam ter visto deslocamentos atípicos antes e depois do ataque.

No âmbito da Polícia Militar, foi montada operação de saturação em bairros adjacentes, com barreiras de fiscalização e abordagens a automóveis. Até a última verificação divulgada, não havia prisões relacionadas ao caso.

Motivação e disputa entre facções

A principal linha investigativa aponta para rivalidade entre facções que disputam pontos de venda de drogas na Grande João Pessoa. A escolha de armamento de guerra, a quantidade de atiradores e a execução rápida indicam estrutura compatível com organizações que possuem cadeia de comando e acesso a armas de uso restrito.

Os agentes investigam se a presença de possíveis alvos específicos na festa desencadeou a operação criminosa. A hipótese de retaliação a episódios recentes de violência ligados ao tráfico também é considerada. Contudo, a Polícia Civil reforça que os três jovens mortos não possuíam antecedentes que justificassem execução sumária, o que amplia a complexidade do caso.

Outro ponto analisado é a eventual ligação financeira entre familiares das vítimas e integrantes do crime organizado. A informação de que o pai de um dos mortos teria histórico no tráfico coloca a família sob ameaça, cenário comum em disputas por território. Investigações patrimoniais e quebras de sigilo telefônico integram o conjunto de diligências autorizadas pela Justiça.

Próximos passos da investigação

As autoridades aguardam laudos de balística e exames de necropsia para confirmar calibre, trajetória dos disparos e distância entre atiradores e vítimas. Esse material técnico ajudará a reconstituir a dinâmica do crime. Enquanto isso, equipes de inteligência rastreiam fornecedores de armas e possíveis depósitos clandestinos que abastecem facções na região.

Paralelamente, assistentes sociais acompanham familiares dos mortos e feridos, oferecendo suporte psicológico. O caso segue sem prisões até o momento desta publicação.

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