ARC Raiders: todos os detalhes do novo extraction shooter da Embark Studios

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No fim de outubro de 2025 chegou ao mercado ARC Raiders, título de tiro em terceira pessoa desenvolvido pela Embark Studios. Classificado como um “extraction shooter”, o jogo exige que o participante entre em um mapa, colete recursos e saia vivo para não perder o saque obtido. O lançamento expandiu o portfólio da equipe formada por ex-funcionários da DICE – reconhecida pela série Battlefield – e promete atualizações contínuas ao longo de uma década, segundo o cronograma inicial do estúdio.
- Origem do projeto e percurso até o lançamento
- Contexto narrativo e ambientação
- Estrutura de mapas e variações de missão
- Mecânica central de extração
- Inimigos e eventos ambientais
- Sistema de equipamentos, raridade e inventário
- Progressão: oficina, árvore de habilidades e desafios
- Audiovisual e desempenho técnico
- Monetização e modelo de negócio
- Estabilidade de servidores e bugs identificados
- Planejamento de conteúdo futuro
Origem do projeto e percurso até o lançamento
A Embark Studios apresentou ARC Raiders pela primeira vez durante o The Game Awards de 2021, quando o projeto ainda era descrito como um shooter cooperativo convencional. Nos anos seguintes, o conceito foi reavaliado e o escopo migrou para o formato de extração. A versão comercial chegou em 30 de outubro de 2025, após múltiplos testes internos e ajustes de direção criativa.
Contexto narrativo e ambientação
A história coloca a humanidade em bases subterrâneas depois de conflitos contra máquinas conhecidas como ARC. O jogador assume o papel de um raider, designado a recuperar suprimentos na superfície. Um dos refúgios mais populosos é Speranza, localizada na Itália, ponto de partida das expedições. Do lado de fora, áreas como o Rust Belt (“Cinturão Enferrujado”) abrigam destroços, equipamentos abandonados e diversos tipos de inimigos mecânicos.
Estrutura de mapas e variações de missão
Na versão de lançamento há cinco cenários utilizáveis:
Campos de Batalha da Represa – dificuldade inicial, pensado para novos usuários.
Cidade Soterrada – região urbana de prédios baixos coberta de areia.
Espaçoporto – base de foguetes quase totalmente plana.
O Portão Azul – zona montanhosa cortada por túneis.
Campo de Treinamento – ambiente exclusivo para testes de armas e equipamentos.
Quatro desses mapas contam com modos alternativos. No momento, a expedição noturna é a única condição especial ativa, modificando visibilidade, rotas de extração e valor de determinados itens. Outras duas variações — Tempestade Eletromagnética e Nevasca — estão previstas para atualizações futuras.
Mecânica central de extração
A dinâmica básica segue três passos: entrada com equipamento próprio, busca por materiais e extração. Quem retorna ao abrigo mantém tudo o que encontrou; quem morre perde o conteúdo da mochila. É possível entrar sozinho ou em esquadrões de até três integrantes. Para comunicação, o jogo oferece chat de voz por proximidade – que simula eco em ambientes fechados – e uma série de emotes, entre eles o “Não atire”, usado para negociar tréguas provisórias.
Há dois tipos principais de saída dos mapas. Extrações abertas emitem ruído, exigem alguns segundos de espera e podem atrair inimigos. Já as Escotilhas de Combatente operam rapidamente e sem barulho, mas exigem uma chave específica encontrada durante a partida.
Inimigos e eventos ambientais
Os adversários robóticos variam em tamanho e ameaça. Modelos confirmados na estreia incluem Carrapato, Marimbondo, Bombardeiro, Saltador, a gigante Rainha e o Baluarte. Dois novos tipos chegarão em novembro. Além deles, outros raiders representam risco constante, pois qualquer jogador externo ao seu trio é classificado como potencial hostil.
Determinados mapas podem receber eventos adicionais. A condição Ceifadora introduz a ARC Rainha em algum ponto do cenário, enquanto Estoques Descobertos aumenta a incidência de contêineres extraviados. Tais modificadores elevam a dificuldade e, em contrapartida, oferecem recompensas mais raras.
Sistema de equipamentos, raridade e inventário
Armas dividem-se em quatro classes: leves, médias, pesadas e complexas. A customização inclui acoplamentos, mas sem reproduzir a extensa microgestão de títulos como Escape From Tarkov. Os itens coletados têm gradação de raridade facilmente identificável na interface; entretanto, nem todos os materiais essenciais são sinalizados, obrigando o jogador a examinar descrições para evitar vendas indesejadas.
O espaço no armário é limitado. Mesmo após melhorias, a capacidade volta a atingir o máximo com frequência, exigindo revisões periódicas para reciclar ou negociar peças menos úteis. Essa gestão ocorre em Speranza, entre uma saída e outra para a superfície.
Progressão: oficina, árvore de habilidades e desafios
No abrigo subterrâneo, a Oficina é o núcleo de evolução. Nela se constroem bancadas destinadas a armas, escudos, explosivos e aperfeiçoamentos. Também é ali que se cuida do Sucatinha, um galo mecânico programado para coletar recursos durante a ausência do dono. O aprimoramento de cada bancada depende de itens raros encontrados nas missões.
Paralelamente existe uma árvore de habilidades de caráter passivo. Pontos obtidos com a experiência ao fim de cada expedição permitem elevar atributos como energia máxima ou velocidade de saque em containers. Desafios semanais funcionam como ranking: cada tarefa concluída concede estrelas usadas para liberar equipamentos exclusivos. Comerciantes presentes na base oferecem missões opcionais que rendem recompensas estéticas permanentes.
Audiovisual e desempenho técnico
ARC Raiders utiliza estética retrofuturista inspirada nos anos 1980, combinando tecnologia avançada a elementos de design daquela década. O motor gráfico é compatível com ray tracing, e a sonoplastia fornece pistas cruciais sobre presença de máquinas ou disparos à distância. Testes em um computador com Ryzen 5 3600, GeForce RTX 2060 Super, 16 GB de RAM e SSD indicaram desempenho estável dentro das especificações mínimas recomendadas. Situações específicas – como tempestades ou áreas particularmente densas do mapa Cidade Soterrada – podem reduzir a taxa de quadros, mas não há relatos generalizados de má otimização.
Monetização e modelo de negócio
Diferentemente de The Finals, outro título da Embark, ARC Raiders é comercializado de forma tradicional. O preço na Steam gira em torno de R$ 170. Há uma loja interna dedicada a itens cosméticos – como roupas para o Sucatinha, emotes e skins – sem impacto mecânico na jogabilidade. As Coletâneas, equivalentes a passes de temporada, estão disponíveis no lançamento sem custo adicional e fornecem equipamentos para usar nas missões. O estúdio não incluiu vantagens competitivas em produtos pagos.
Estabilidade de servidores e bugs identificados
A primeira semana de operação registrou ocorrências de dessincronização, falhas durante expedições e alguns crashes. Segundo relatos, as perdas de equipamento causadas por esses problemas não são frequentes, embora possam acontecer. A Embark reconheceu a existência dos erros e mantém atualizações corretivas em desenvolvimento contínuo.
Planejamento de conteúdo futuro
A desenvolvedora divulgou intenção de sustentar o projeto por dez anos, com calendário ativo já para o curto prazo. Em novembro estão programados novos mapas, condições climáticas inéditas, dois tipos adicionais de ARC, armas suplementares e um evento comunitário. Para dezembro, o estúdio também prevê conteúdo extra, embora ainda não tenha detalhado o escopo.
Com essa base de informações, jogadores interessados encontram em ARC Raiders um ciclo de risco e recompensa permanente, ancorado em progressão multi-camada e em um ambiente pós-apocalíptico dominado por máquinas hostis. O modelo pago sem elementos de vantagem competitiva e o planejamento de atualizações mensais compõem a estratégia de manutenção apresentada pela Embark Studios para sustentar a comunidade a longo prazo.

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