Apple adota Gemini do Google na próxima Siri: detalhes da parceria multianual

Apple adota Gemini do Google na próxima Siri: detalhes da parceria multianual
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Gemini tornou-se o eixo central da estratégia de inteligência artificial da Apple para a próxima grande atualização da Siri, resultado de um acordo multianual firmado com o Google e confirmado pelas duas empresas.

Índice

A parceria Apple–Google em torno do Gemini

O fato principal é a assinatura de uma colaboração de longo prazo que prevê o uso dos modelos de IA Gemini e da infraestrutura de nuvem do Google no desenvolvimento dos chamados Apple Foundation Models. Esses modelos formarão a base técnica da futura Siri, descrita como mais contextual, personalizada e capaz de executar tarefas em nome do usuário. O comunicado conjunto, divulgado nesta segunda-feira (12), estabelece que as duas companhias cooperarão durante vários anos, reforçando o compromisso de integrar tecnologias sem comprometer os padrões de privacidade que a Apple considera líderes do setor.

Capacidades técnicas do Gemini que influenciaram a decisão

A Apple declarou que chegou à escolha após um processo interno de avaliação. Entre os critérios analisados estavam a robustez técnica do modelo, a escalabilidade para milhões de dispositivos e o potencial de oferecer experiências inéditas aos usuários. A evolução recente do Gemini pesou nesse veredito: em novembro, o Google lançou a terceira geração, que passou a ocupar as primeiras posições em rankings de desempenho em inteligência artificial. Segundo a nota divulgada, essa performance foi decisiva para que o modelo fosse selecionado como a engrenagem principal dos Apple Foundation Models.

Integração do Gemini na arquitetura dos Apple Foundation Models

Os Apple Foundation Models serão construídos sobre a base do Gemini, mas continuarão executando tarefas nos dispositivos da companhia e no Private Cloud Compute, mantendo o processamento local e a camada de proteção de dados já aplicada nos produtos da Apple. Na prática, a integração significa que os novos algoritmos da Siri utilizarão os parâmetros e a infraestrutura de nuvem fornecidos pelo Google, enquanto a Apple adicionará camadas próprias de otimização, preservando a identidade da assistente e os requisitos de segurança exigidos pelo ecossistema iOS.

A declaração conjunta sublinha ainda que o escopo da cooperação abrange “modelos futuros de inteligência artificial”, indicando que o trabalho não se limitará à Siri. Outros recursos classificados como Apple Intelligence — categoria que engloba funcionalidades de IA espalhadas por todo o sistema — também utilizarão componentes derivados do Gemini ao longo do tempo.

Impacto da chegada do Gemini na evolução da Siri

A adoção do modelo do Google ocorre após sucessivos adiamentos internos. Em março do ano passado, a Apple reconheceu que o desenvolvimento de uma Siri renovada estava levando mais tempo do que o previsto. O objetivo atual é entregar uma assistente capaz de compreender melhor o contexto pessoal de cada usuário, executar ações de forma autônoma e fornecer respostas mais completas.

Entre as funcionalidades estudadas, a Bloomberg destacou o recurso World Knowledge Answers, desenhado para pesquisar informações na web e oferecer resumos gerados por IA. A implementação dessa habilidade foi considerada para uma versão personalizada do Gemini, sinalizando que a Apple pretende ajustar o modelo de acordo com necessidades específicas. Caso confirmado, o resultado poderá aproximar a Siri de concorrentes que já utilizam grandes modelos de linguagem para sintetizar dados on-line.

Cronograma: quando a Siri com Gemini chegará aos usuários

O calendário divulgado pelas empresas coloca 2026 como o ano de estreia da assistente atualizada. Esse prazo coincide com a conclusão dos primeiros ciclos de treinamento dos Apple Foundation Models baseados no Gemini. Até lá, os times de engenharia continuarão a adaptar o modelo, testar a integração no iPhone, iPad, Mac e outros dispositivos, além de monitorar métricas de privacidade e desempenho em larga escala.

Embora a parceria seja multianual, a expectativa é que os primeiros indícios públicos da mudança surjam antes do lançamento final, em versões de testes de sistemas operacionais ou apresentações dirigidas a desenvolvedores. No entanto, nenhum detalhe adicional foi confirmado pelas empresas.

Mudanças internas na liderança de IA da Apple

O avanço da nova Siri ocorre em paralelo a ajustes organizacionais na equipe de inteligência artificial da Apple. De acordo com informações da Bloomberg, John Giannandrea — que até então respondia como chefe global de IA — deixou o cargo no mês passado. Ele foi sucedido por Mike Rockwell, executivo anteriormente responsável pelo headset Vision Pro. A substituição reforça o esforço da companhia em acelerar entregas e em alinhar projetos de IA às áreas de produto mais estratégicas.

A movimentação coincide com a busca por parcerias externas. Além do acordo com o Google e da colaboração já existente com a OpenAI, a Apple teria mantido conversas exploratórias com empresas como Anthropic e Perplexity. Segundo o CEO Tim Cook, a ideia é incluir integrações adicionais “ao longo do tempo”, diversificando fontes tecnológicas sem romper o foco em privacidade.

Panorama das colaborações em IA e o papel do Gemini

O anúncio ilustra uma mudança no cenário competitivo da inteligência artificial entre grandes empresas de tecnologia. Ao escolher o Gemini, a Apple adota uma solução de mercado que já demonstrou elevado desempenho, em vez de insistir exclusivamente em criar um modelo próprio do zero. Essa estratégia abre caminho para que outras companhias combinem forças, acelerando ciclos de inovação e reduzindo custos de pesquisa.

Para o Google, o acordo amplia a presença do Gemini em dispositivos de consumo de alta escala, fortalecendo a posição de sua plataforma de nuvem como ambiente preferencial para treinamento e inferência de modelos avançados de IA. Para a Apple, a parceria oferece acesso imediato a uma tecnologia de ponta, permitindo que a Siri receba funcionalidades exigidas pelos usuários em um cenário de avanços rápidos e concorrência direta com assistentes como Alexa e Google Assistente.

Recursos previstos para a nova Siri

Com base nas informações divulgadas, a futura Siri deverá:

Interpretar o contexto pessoal do usuário para responder de forma mais precisa.
Executar ações dentro de aplicativos nativos, segundo comandos em linguagem natural.
Pesquisar dados na web e apresentar resumos elaborados por IA.
Operar com sigilo de dados, processando informações localmente sempre que possível.
Sincronizar-se ao Private Cloud Compute quando tarefas exigirem maior capacidade de processamento.

Todos esses pontos se enquadram na meta de criar uma “assistente personalizada”, conforme indicado no comunicado oficial.

Consequências para o ecossistema de produtos Apple

A incorporação do Gemini pode influenciar outros serviços além da assistente de voz. Recursos de Apple Intelligence já integrados ao sistema — como sugestões de texto, organização automática de fotos ou detecção de padrões de uso — poderão receber aprimoramentos baseados nos mesmos modelos. A sincronização entre dispositivos, tradicionalmente tratada como ponto forte da Apple, tende a ganhar novas camadas de inteligência adaptativa graças aos algoritmos do Google.

Além disso, a necessidade de infraestrutura ampliada indica maior uso do Private Cloud Compute. Essa abordagem híbrida, na qual parte do processamento permanece no dispositivo e parte migra para servidores seguros, busca equilibrar desempenho e privacidade, preservando a filosofia de proteção de dados que a Apple adota como diferencial de mercado.

Próximas etapas confirmadas

De acordo com o cronograma divulgado, a chegada da Siri baseada no Gemini está marcada para 2026, ponto central do trabalho conjunto acordado entre Apple e Google.

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