Anúncios no ChatGPT: Adobe, Ford, Target e outras gigantes testam o novo canal publicitário da OpenAI

Anúncios no ChatGPT: Adobe, Ford, Target e outras gigantes testam o novo canal publicitário da OpenAI
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A OpenAI deu início a um projeto-piloto que insere anúncios no ChatGPT, e a primeira leva de participantes já inclui empresas de tecnologia, varejo, automóveis e bens de consumo. A iniciativa abrange somente quem utiliza a versão gratuita do chatbot ou o plano de baixo custo chamado Go. Segundo a desenvolvedora, cada inserção será claramente identificada e não interferirá nas respostas geradas pela inteligência artificial.

Índice

O que está em jogo com os anúncios no ChatGPT

A decisão de abrir espaço publicitário no ChatGPT marca uma mudança significativa para a OpenAI. Até então, o modelo era monetizado por meio de assinaturas — a versão Plus, que oferece recursos mais avançados, e o novo nível Go, com custo reduzido. A presença de marcas adiciona uma fonte de receita adicional, ao mesmo tempo em que obriga a empresa a equilibrar transparência, relevância e experiência do usuário. Nos testes, os anúncios serão mostrados de forma contextual, acionados por palavras ou expressões que o próprio usuário digitar no prompt.

Como os anúncios no ChatGPT serão exibidos

O formato escolhido para o piloto segue duas premissas divulgadas pela OpenAI: identificação clara e separação da lógica de geração de texto. Cada inserção aparece como um bloco à parte, rotulado de maneira visível para que o leitor reconheça imediatamente o conteúdo patrocinado. A segmentação ocorre em tempo real; ou seja, a IA analisa os termos digitados e apresenta ofertas que podem atender ao interesse expresso pelo usuário. A Target, por exemplo, informa que, se alguém pesquisar equipamentos de cozinha que facilitem o preparo diário de refeições, poderá visualizar anúncio de uma air fryer vendida pela rede.

Marcas que já confirmaram anúncios no ChatGPT

A lista inicial, compilada pelo portal The Verge, mostra participantes de diversos setores:

Adobe – A companhia colocará em destaque o Acrobat Studio, editor de documentos com recursos de IA, além do Adobe Firefly, gerador de imagens e vídeos também baseado em inteligência artificial. Para a Adobe, o experimento servirá como estudo sobre como publicidade pode criar experiências úteis e relevantes.

Audible – O serviço de audiolivros da Amazon pretende alcançar novos ouvintes dentro do ChatGPT. Ainda não há definição se a abordagem será centrada apenas no plano de assinatura da plataforma ou se incluirá recomendações de títulos específicos quando o usuário solicitar sugestões de leitura em áudio.

Target – A varejista norte-americana adotará anúncios contextualizados: ofertas, inspirações de compra e produtos que se alinhem diretamente às palavras-chave digitadas. O objetivo declarado é ajudar consumidores a encontrarem o item exato no momento de decisão.

Williams-Sonoma – Reconhecida pelo portfólio de utensílios domésticos, móveis e artigos de cozinha, a empresa testará como a vitrine no ChatGPT pode destacar produtos de alta qualidade justamente quando o usuário demonstra intenção de compra.

Setores que aderem aos anúncios no ChatGPT

Embora o nome de cada anunciante ainda não tenha sido revelado em sua totalidade, três grandes agências anunciaram parceria com a OpenAI para levar clientes ao piloto:

WPP Media – Trabalha com Ford, Mazda, a marca de produtos de limpeza Mrs. Meyers e a relojoaria suíça de luxo Audemars Piguet, além de Adobe e Audible. A agência age como intermediária para adequar o formato às diretrizes de cada cliente.

Dentsu – Confirma a participação de empresas de supermercados, hotelaria, varejo, software, viagens e bens de consumo embalados. A categorização sugere presença de indústrias alimentícias, bebidas, cosméticos e produtos de limpeza.

Omnicom – Indica a entrada de marcas dos ramos de vestuário, automotivo, beleza, tecnologia, telecomunicações, hotelaria, varejo e fast food. A diversidade aponta para um teste abrangente, cobrindo desde compras de alto valor até consumo de conveniência.

Objetivos específicos de cada anunciante

Os interesses declarados variam conforme o segmento, mas todos convergem para alcançar o usuário em um ponto privilegiado do funil de compra — o instante em que a pessoa formula uma dúvida ou pesquisa. Abaixo, detalham-se os propósitos principais, segundo comunicações das próprias empresas ou de suas agências:

Experiência de produto (Adobe) – A empresa quer avaliar se tutoriais curtos, ofertas de teste gratuito ou chamadas para criação de imagens dentro do Firefly podem transformar curiosidade em uso prático.

Audição de conteúdo (Audible) – O objetivo é aparecer como opção natural quando o usuário pede recomendações de livros, cursos ou entretenimento em áudio.

Descoberta de ofertas (Target) – Ao mapear palavras-chave, a varejista busca expor promoções sazonais sem depender de cliques externos, encurtando o percurso até a compra.

Momento de decisão (Williams-Sonoma) – A marca quer inserir fotos, descrições e preços em contexto culinário, como listas de receitas ou dicas de organização doméstica.

Branding aspiracional (Audemars Piguet) – No mercado de luxo, a visibilidade em ambiente de IA pode reforçar percepção de exclusividade para quem pesquisa relógios sofisticados.

Utilidade diária (Mrs. Meyers) – Produtos de limpeza podem ser sugeridos quando o usuário pede orientação sobre higiene doméstica, alinhando solução e problema no mesmo campo de resposta.

Implicações para usuários e mercado publicitário

Para o público, o principal impacto imediato será a visualização de inserções comerciais enquanto interage com o chatbot. Como a OpenAI afirma que as mensagens patrocinadas não influenciam a construção das respostas, a distinção deverá permanecer clara. Do ponto de vista das marcas, o piloto representa a chance de testar um canal livre de distrações típicas de feeds sociais e com alta intenção de busca.

As agências, por sua vez, ganham uma nova frente de planejamento, na qual prompts substituem parte do trabalho de segmentação tradicional. A personalização ocorre em tempo real, respeitando o contexto sem recorrer a cookies ou histórico de navegação externo, um ponto de interesse para campanhas que precisam atender a diretrizes de privacidade.

Próximos passos do piloto

Nesta fase inicial, a OpenAI não divulgou datas de ampliação nem métricas de desempenho. As empresas participantes acompanharão taxas de cliques, conversão e percepção de marca para decidir se mantêm ou expandem o investimento. Agências como WPP, Dentsu e Omnicom deverão compilar relatórios setoriais a fim de comprovar o valor do formato perante outros clientes.

Conforme o cronograma interno da OpenAI, a etapa de testes seguirá até que uma massa crítica de dados confirme se o modelo preserva a experiência do usuário e entrega retorno comercial. Até lá, somente usuários gratuitos ou do plano Go continuarão a visualizar os anúncios no ChatGPT.

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