Antony Starr quase recusou Homelander: os bastidores da escalação que definiu The Boys

Antony Starr quase recusou Homelander: os bastidores da escalação que definiu The Boys
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Antony Starr tornou-se sinônimo de Homelander em The Boys, mas a jornada até o papel incluiu hesitação, autossabotagem e uma gravação improvisada que quase não aconteceu.

Índice

Quem é Antony Starr antes de The Boys

Nascido na Nova Zelândia, Antony Starr iniciou a carreira atuando em pequenas participações em Xena: Warrior Princess. Nos anos seguintes, consolidou-se na televisão australiana, com papéis de destaque em Mercy Peak, Outrageous Fortune e Tricky Business. Em 2013, ele alcançou o mercado norte-americano ao protagonizar o drama criminal Banshee no canal Showtime, desempenho que ampliou sua visibilidade internacional e o manteve em produções consecutivas.

O convite para um “drama de super-herói”

Enquanto ainda trabalhava em outro projeto, Starr recebeu o roteiro do piloto de The Boys por meio de seus representantes. A série, uma adaptação com abordagem irreverente sobre super-heróis, procurava um ator para interpretar Homelander, personagem central cuja imagem pública patriótica contrasta com instintos violentos. Mesmo assim, o ator não demonstrou interesse imediato.

Por que o ator quase ignorou a audição

Starr manteve o roteiro fechado por cerca de uma semana e meia. O motivo era simples: ele acreditava não possuir o porte físico associado às grandes produções do gênero. Referindo-se a estrelas musculosas como Henry Cavill, ele concluiu que competiria em desvantagem, considerando altura, musculatura e o padrão “herói de cinema”. Esse julgamento pessoal, aliado à agenda cheia, quase determinou sua ausência no processo de seleção.

A persistência dos agentes

Apesar da relutância, seus agentes insistiram diversas vezes. A equipe reforçou que a produção buscava algo além de um corpo atlético e que a complexidade psicológica do papel poderia ajustar-se ao histórico de personagens intensos interpretados pelo ator. Mesmo assim, Starr continuava cético, ponderando se valeria dedicar tempo a uma proposta que julgava inalcançável.

O teste gravado “por teimosia”

Quando as cobranças se intensificaram, Starr decidiu gravar uma audição rapidamente, quase em tom de desafio. Instalado no camarim do trabalho em andamento, posicionou um iPad, ensaiou as falas e produziu o vídeo ali mesmo. Sem iluminação sofisticada, figurino elaborado ou preparação extensiva, a gravação foi enviada como estava. Nas palavras do ator, foi um ato quase “por despeito”, motivado mais pela insistência alheia que por convicção própria.

A reação imediata da produção

O material chegou às mãos de Eric Kripke, produtor executivo e showrunner de The Boys. Mesmo com as limitações técnicas, o teste evidenciou nuances que a equipe criativa buscava: um semblante controlado capaz de esconder violência latente e um carisma dissonante que traduz a dualidade de Homelander. Kripke aprovou a performance, enxergando nela o potencial para construir o antagonista principal da série.

Quando o roteiro fez diferença

Após primeira sinalização positiva, Starr finalmente leu o roteiro completo. Percebeu que a proposta não era um relato comum de super-heróis, mas uma crítica social permeada de humor ácido e violência. Identificou a profundidade psicológica do personagem, marcado por traumas e pelo desejo de aceitação pública. Esse entendimento despertou no ator a vontade de refinar o teste, buscando evidenciar camadas que a gravação improvisada deixara apenas sugeridas.

O segundo teste em um porão “à la Blair Witch”

Para o screen test definitivo, Starr contou com colegas dos bastidores do projeto em que trabalhava à época. O grupo utilizou um porão simples, comparado pelo próprio ator a um cenário digno de The Blair Witch Project. A escolha contrastava com a estética polida associada a Homelander, porém destacava o aspecto sombrio do personagem. O resultado reforçou à equipe de produção que, sob o uniforme patriótico, existia um indivíduo perturbado.

Fatores físicos que deixaram de ser obstáculo

Uma das principais inseguranças de Starr era o porte atlético. Produções de super-heróis, no entanto, recorrem a trajes com enchimentos, o que minimiza diferenças corporais moderadas. Além disso, a estatura do ator, embora inferior à de alguns colegas de gênero, não fugia do padrão exigido pela filmagem. Assim, o item que ele julgava impeditivo revelou-se secundário frente à interpretação convincente.

Como a interpretação se alinhou ao personagem

Homelander é descrito como símbolo perfeito de consumo midiático e americanismo, mas carrega impulsos homicidas e insegurança profunda. Starr demonstrou, nos vídeos enviados, a capacidade de alternar suavidade aparente e fúria contida em segundos. Essa habilidade era essencial para que o público acreditasse na dualidade do líder dos “Sete”, conferindo verossimilhança à narrativa subversiva da série.

Impactos imediatos na carreira e na série

Com a confirmação do elenco, o ator somou ao currículo o papel que viria a definir sua imagem dentro da cultura pop contemporânea. A performance é frequentemente citada por críticos como um dos pontos altos da televisão recente, elevando o padrão de vilões complexos em séries de super-heróis. Do ponto de vista da produção, a escolha reforçou o tom adulto e desconstrutivo pretendido pelos criadores.

A autossabotagem que quase mudou o curso de The Boys

Se a hesitação inicial houvesse prevalecido, a equipe teria seguido para outras opções de elenco. O sucesso subsequente mostra como fatores externos — insistência de representantes, oportunidade de leitura completa do roteiro e flexibilidade da produção — podem reverter decisões pessoais precipitadas. A história ilustra a importância de atores analisarem convites além de estereótipos físicos aparentes.

Lições sobre casting em produções contemporâneas

O caso demonstra que, em séries com abordagem não convencional, a profundidade de interpretação pode se sobrepor à adequação física idealizada. Para atores e produtores, fica o exemplo de que a identificação conceitual com o personagem, aliada a escolhas criativas ousadas, tende a resultar em performances marcantes.

Antony Starr quase não participou do processo que lhe rendeu o papel, mas a combinação de insistência externa, compreensão tardia do roteiro e talento comprovado converteu um teste improvisado na escalação que definiu o rumo de The Boys.

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