Aglomerado globular Messier 10 e cometa Lemmon brilham nas Imagens Astronômicas da Semana

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O aglomerado globular Messier 10 e o cometa C/2025 A3 (Lemmon) foram os dois grandes destaques das Imagens Astronômicas da Semana exibidas pelo Programa Olhar Espacial. Ambos os registros vieram do APOD Brasil, portal que publica diariamente fotografias do cosmos e abre espaço a contribuições de astrônomos profissionais e amadores.
- Aglomerado globular Messier 10: localização e descoberta
- Aglomerado globular Messier 10: transformação da mancha difusa em mar de estrelas
- Aglomerado globular Messier 10: área aparente e população estelar
- Cometa C/2025 A3 (Lemmon): passagem próxima de 90 milhões de quilômetros
- APOD Brasil e o processo de seleção das Imagens Astronômicas da Semana
Aglomerado globular Messier 10: localização e descoberta
Messier 10, catalogado pelo astrônomo francês Charles Messier em 1764, encontra-se a 14 300 anos-luz de distância, na direção da constelação do Ofiúco. O objeto foi incluído por seu descobridor em uma lista concebida para diferenciar verdadeiros cometas de objetos fixos que, nos telescópios da época, pareciam apenas manchas difusas. Esse histórico explica o motivo de um caçador de cometas ter registrado, como ponto de interesse, um corpo celeste que não apresentava movimento aparente noite após noite.
Aglomerado globular Messier 10: transformação da mancha difusa em mar de estrelas
Quando observado no século XVIII, o aglomerado globular Messier 10 não revelava detalhes. As limitações ópticas produziam a impressão de uma pequena névoa sem estrutura definida, descrita pelo próprio Messier como uma “nebulosa sem estrelas”. O avanço tecnológico mudou essa percepção: câmeras digitais sensíveis e telescópios modernos expõem hoje milhares de estrelas fortemente ligadas pela gravidade, compondo um sistema compacto e esférico.
Aglomerado globular Messier 10: área aparente e população estelar
Os dados presentes na imagem escolhida confirmam que o aglomerado globular Messier 10 ocupa, no céu, uma área levemente inferior ao disco da Lua cheia. Dentro desse espaço relativamente pequeno, concentra-se uma população estelar estimada em milhares de astros. A densidade confere brilho notável mesmo em exposições fotográficas de curta duração, justificando a seleção da fotografia como uma das melhores da semana.
Cometa C/2025 A3 (Lemmon): passagem próxima de 90 milhões de quilômetros
O segundo registro vencedor mostra o cometa C/2025 A3 (Lemmon), fotografado em 18 de outubro a partir de Lama di Monchio, na Itália. Classificado como não-periódico, o corpo celeste foi identificado no início do ano passado pelo Mount Lemmon Survey. Ele alcançou a máxima aproximação da Terra no dia 21 do mesmo mês, quando cruzou o espaço a 90 milhões de quilômetros do nosso planeta. Nesse intervalo, o brilho atingiu magnitude suficiente para ser percebido com binóculos, possibilitando que astrônomos amadores registrassem a passagem.
Após a visita, o cometa retomou trajetória rumo aos confins do Sistema Solar, não devendo retornar em menos de mil anos. A raridade desse tipo de aparição justificou a atenção dedicada pelo APOD Brasil e pelo Programa Olhar Espacial, que reservaram espaço de destaque para a imagem.
APOD Brasil e o processo de seleção das Imagens Astronômicas da Semana
O APOD Brasil, sigla para Astronomy Picture of the Day em versão nacional, mantém a proposta de publicar uma fotografia astronômica a cada dia. O portal é administrado por astrônomos e entusiastas da astrofotografia e aceita envios por meio de formulário on-line. As duas imagens destacadas — o aglomerado globular Messier 10 e o cometa Lemmon — foram escolhidas seguindo o critério principal do site: evidenciar a beleza e a diversidade dos objetos celestes que podem ser registrados da Terra.
Participar da plataforma é simples: basta que o interessado acesse o formulário oficial, anexe seu trabalho e aguarde a avaliação. Fotos selecionadas podem, além de ganhar espaço diário no APOD Brasil, integrar a vitrine semanal do Programa Olhar Espacial, estimulando uma cadeia de divulgação científica que envolve descobertas históricas, como as de Charles Messier, e registros contemporâneos captados por câmeras de alta sensibilidade.
Os próximos registros astronômicos de destaque serão definidos na atualização subsequente do APOD Brasil, quando novas imagens entrarão em avaliação e poderão integrar a próxima seleção semanal.

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