Advogado preso por estupro vira suspeito de homicídio em motel no Acre e amplia investigação sobre crimes em série

Advogado preso por estupro vira suspeito de homicídio em motel no Acre e amplia investigação sobre crimes em série
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O advogado preso por estupro dentro de um motel de Rio Branco, Aluísio Veras de Almeida Neto, 42 anos, tornou-se o centro de duas frentes criminais simultâneas: a acusação de abuso sexual e cárcere privado contra um jovem peruano de 18 anos e a suspeita de ter assassinado David Weverton Matos Araújo no mesmo estabelecimento, em julho do ano anterior. A sequência de ocorrências, revelada pelas autoridades estaduais, lança luz sobre um possível padrão de violência que agora mobiliza polícia, Ministério Público e Poder Judiciário.

Índice

Advogado preso por estupro: prisão em flagrante dentro de motel

A detenção mais recente ocorreu na tarde de segunda-feira, 16, quando a Polícia Militar do Acre foi acionada pelo próprio jovem que afirmava estar impedido de deixar o quarto. Segundo o boletim, o rapaz relatou ameaças de morte e abuso sexual. Quando as equipes chegaram, portas foram verificadas uma a uma até que se constatou a recusa em atender da única suíte que permanecia em silêncio. A entrada forçada revelou as duas pessoas trancadas no banheiro: a vítima chorando dentro do box e o advogado, com lesões visíveis na boca, próximo à pia.

Encaminhado à Delegacia Central de Flagrantes, Aluísio Veras foi autuado por estupro e cárcere privado. Na audiência de custódia do dia seguinte, a prisão em flagrante converteu-se em preventiva e o suspeito foi transferido para o Batalhão de Policiamento Ambiental, onde permanecerá à disposição da Justiça durante a tramitação do inquérito.

Histórico de violência: como o advogado preso por estupro virou suspeito de homicídio

O histórico criminal do investigado não se limita ao episódio recente. Em julho do ano passado, David Weverton Matos Araújo foi encontrado sem vida no pátio do mesmo motel. A investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indiciou Aluísio Veras por homicídio. Conforme o delegado responsável, Leonardo Ribeiro, o réu disse, em interrogatório, não se recordar do que havia acontecido com David. Apesar disso, a Polícia Civil reuniu elementos considerados suficientes para encaminhar o caso ao Poder Judiciário ainda em 2025.

À época, o advogado ganhou o direito de responder em liberdade e passou a usar tornozeleira eletrônica. A seccional acreana da Ordem dos Advogados do Brasil confirma que a inscrição profissional do investigado está regular desde 2015, não havendo restrições disciplinares registradas até o momento.

Dinâmica do crime de 2024 e elementos que sustentam a acusação

O laudo inicial da morte de David apontou overdose como causa predominante, mas a perícia do Instituto Médico Legal acrescentou um dado decisivo: traumatismo craniano provocado por ferimento profundo na cabeça. O corpo, recolhido no pátio, apresentava ainda múltiplas cicatrizes nas pernas. Testemunhas do motel informaram que a vítima chegara acompanhada de um homem e, horas depois, saíra do quarto, caminhara alguns metros e caíra já sem vida.

Essas informações, somadas ao depoimento da família, sustentaram a linha investigativa que liga Aluísio Veras ao homicídio. A mãe de David, a atendente Lucileila da Silva Matos, relata não ter sido informada de imediato sobre o nome do suspeito e afirmar sentir que o caso recebeu pouca visibilidade. Somente com a nova prisão, segundo ela, surgiu a oportunidade de cobrar respostas públicas.

Repercussão familiar e busca por justiça após a prisão do advogado preso por estupro

Lucileila Matos, 51 anos, manifestou-se depois de acompanhar a prisão por estupro. Para ela, a detenção reabre caminhos para que a morte do filho volte à pauta das autoridades. A família aguarda a liberação do celular e de outros pertences de David, que ficaram retidos para perícia. A mãe destaca que, embora o laudo mencione overdose, o impacto no crânio indica violência além do consumo de substâncias, reforçando o pedido de responsabilização criminal do suspeito.

O perfil de David, segundo a família, era de um profissional autônomo que aplicava piercings e mantinha relação próxima com parentes. Informações sobre eventual vínculo afetivo ou financeiro com o advogado não constam nos autos, e a hipótese de que ambos se conheciam permanece sob apuração.

Situação processual, atuação da OAB e medidas judiciais em curso

O processo de homicídio, já protocolado no Judiciário acreano, aguarda manifestação do Ministério Público Estadual sobre eventual pedido de prisão relacionado a esse crime. O delegado Leonardo Ribeiro acredita que o MP-AC já tenha solicitado a custódia do investigado, mas a definição cabe ao juiz competente. Caso o pedido seja aceito, Aluísio Veras poderá continuar preso preventivamente, agora por dois fundamentos independentes: o estupro com cárcere privado e o homicídio qualificado.

Quanto à esfera ético-disciplinar, a OAB acompanha o desenrolar dos fatos. Como a inscrição do advogado permanece ativa, somente uma decisão judicial transitada em julgado ou procedimento administrativo específico poderia resultar em suspensão ou exclusão dos quadros da Ordem.

Linhas de investigação e próximos passos no caso do advogado preso por estupro

Na vertente do estupro, a Polícia Civil trabalha na coleta de provas periciais, inclusive exames de corpo de delito do jovem peruano, imagens internas do motel e eventuais registros de aplicativos de mensagens. Já no inquérito de homicídio, a retomada das diligências inclui reanálise de laudos, busca de novas testemunhas e verificação do histórico de localização da tornozeleira eletrônica utilizada pelo indiciado à época.

As duas investigações correm em varas distintas, mas compartilham informações estratégicas. Caso o Judiciário decrete a prisão relacionada ao homicídio, a medida reforçará a manutenção do investigado em regime fechado, independentemente do desfecho do flagrante de estupro. A expectativa é de que, após o recesso de carnaval, a família de David tenha acesso ao celular do jovem, cuja perícia pode esclarecer contatos feitos horas antes da morte.

Com os novos elementos coletados durante a prisão por estupro, a polícia pretende confrontar versões apresentadas pelo investigado e verificar se existe ligação entre as duas vítimas. Até o momento, não há comprovação de envolvimento direto, mas o fato de ambos os crimes ocorrerem no mesmo motel e sob circunstâncias de restrição de liberdade consolida a suspeita de um modus operandi.

Sem previsão de data para conclusão, o inquérito de homicídio continua sob responsabilidade da DHPP, enquanto o caso de estupro segue na Delegacia Central de Flagrantes. O próximo despacho judicial aguardado é o que decidirá se a prisão preventiva por homicídio, solicitada pelo Ministério Público, será decretada ou negada pelo juízo competente.

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