Abordagem violenta da GCM em Mogi das Cruzes: professor relata agressões após interdição de casa noturna

Abordagem violenta da GCM em Mogi das Cruzes: professor relata agressões após interdição de casa noturna
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A abordagem violenta da GCM em Mogi das Cruzes ganhou destaque depois que o professor Alvaro Augusto Dias Junior denunciou, na madrugada de sábado (14), um conjunto de agressões que, segundo ele, envolveram golpes de cassetete, uso de spray de pimenta, ameaça com arma de fogo e retenção de documentos no Largo Bom Jesus, região central do município.

Índice

Quem denunciou a abordagem violenta da GCM em Mogi das Cruzes

O foco da denúncia é o professor universitário Alvaro Augusto Dias Junior. Ele estava na praça no momento em que agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) conduziam uma operação de dispersão do público que havia saído de uma casa noturna interditada pela prefeitura. Junior afirma ter sido levado pelos guardas para perto do coreto, juntamente com um homem que xingou a guarnição, e questionou a legalidade da ação. Ao final do episódio, o professor registrou boletim de ocorrência online relatando todo o procedimento que, em sua avaliação, contrariou normas de policiamento e violou direitos individuais.

Onde e quando ocorreu a abordagem violenta da GCM em Mogi das Cruzes

O incidente aconteceu por volta das 2h da madrugada de sábado (14) no Largo Bom Jesus, praça localizada a poucos metros da Rua Barão de Jaceguai, área central de Mogi das Cruzes. Segundo o relato, o local havia se tornado ponto de reunião espontânea de frequentadores de uma casa noturna que fora interditada minutos antes por fiscais municipais. A alteração de cenário — do interior do estabelecimento para o espaço público — desencadeou, conforme o professor, uma atuação ostensiva da GCM, resultando na sequência de ocorrências registradas em vídeo por testemunhas.

Como se desenrolou a abordagem violenta da GCM em Mogi das Cruzes

De acordo com os depoimentos e com as imagens gravadas, duas viaturas da GCM se aproximaram da aglomeração na praça. Quando um dos presentes proferiu insultos contra os agentes, a equipe o conduziu, junto ao professor, até o coreto. Após questionamentos sobre a legalidade da retenção, a situação escalonou. Um guarda acionou spray de pimenta em direção às pessoas que filmavam, enquanto outro utilizou cassetete para empurrar um homem, deflagrando uma briga generalizada. Em determinado momento, um agente alegou que seu rádio de comunicação fora quebrado por uma mulher. Ainda segundo o professor, seus documentos foram recolhidos no início da abordagem e devolvidos somente no encerramento da operação.

Repercussões imediatas da abordagem violenta da GCM em Mogi das Cruzes

Após os acontecimentos, o professor registrou ocorrência eletrônica relatando agressões, ameaças e restrição de liberdade. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o sistema ainda não localizou o registro e que aguarda a conclusão da triagem da Delegacia Eletrônica para dar prosseguimento à investigação. Paralelamente, a Prefeitura de Mogi das Cruzes confirmou a abertura de boletim interno da própria GCM e acionou a Corregedoria da Guarda para apurar eventuais excessos. A administração municipal declarou que não admite conduta irregular de seus agentes e orientou eventuais vítimas a formalizarem queixas na sede da corregedoria.

Posicionamento oficial sobre a abordagem violenta da GCM em Mogi das Cruzes

Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança sublinhou que a atuação da Guarda Civil Municipal pauta-se nos princípios constitucionais da legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência. O comunicado reforçou que a Corregedoria já foi acionada e que qualquer cidadão pode apresentar denúncia presencialmente no segundo andar do prédio-sede da prefeitura, localizado na Avenida Narciso Yague Guimarães, no Centro Cívico. O órgão municipal reiterou que, caso confirmadas irregularidades, serão aplicadas as sanções cabíveis.

Competências legais em debate após a abordagem violenta da GCM em Mogi das Cruzes

O episódio reacende discussões sobre o escopo de atuação das guardas municipais. Em fevereiro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que essas corporações não dispõem de poder investigativo, mas podem exercer policiamento ostensivo, comunitário e realizar prisões em flagrante quando houver condutas lesivas a pessoas, bens ou serviços. Esse entendimento serve de referência para avaliar se a retenção de documentos, o uso de força e a ameaça com arma de fogo, descritos na denúncia, se enquadram nos parâmetros de legalidade estipulados pela Corte.

Além do STF, a SSP estadual figura como instância responsável pela eventual instauração de inquérito policial. A depender da análise do boletim online, o caso pode ser remetido a uma delegacia física para oitivas, perícias e coleta de imagens. Nesse contexto, caberá à Corregedoria da GCM investigar a cadeia de comando, verificar se houve autorização para o emprego de equipamentos de menor potencial ofensivo — como spray de pimenta e cassetetes — e analisar o alegado manuseio de arma de fogo durante a abordagem.

Sob o ponto de vista administrativo, a Prefeitura de Mogi das Cruzes mantém dupla frente de atuação: o acompanhamento das apurações criminais pela SSP e a condução do processo disciplinar interno. Caso o uso da força seja classificado como abusivo, os guardas podem responder a penalidades que variam de advertência a exoneração, conforme estatuto da corporação municipal.

No plano social, o professor destacou que mulheres teriam sido alvo principal de agressões físicas, discurso que chama atenção para o contexto simultâneo de aumento dos índices de violência de gênero — mencionado pelo próprio denunciante. A verificação desse ponto dependerá dos depoimentos das possíveis vítimas e da análise das gravações registradas por testemunhas.

Até o momento, a última informação tornada pública indica que as autoridades aguardam a validação do boletim eletrônico para iniciar as diligências formais. A Corregedoria da GCM prossegue na coleta de provas internas, enquanto a SSP aguarda a conclusão da triagem para definir o próximo passo investigativo.

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