Cruzeiro derrota Atlético-MG e acirra disputa do Brasileirão Feminino: entenda a virada, os destaques e o impacto na tabela

O Brasileirão Feminino ganhou novos contornos de emoção neste sábado, quando o Cruzeiro superou o Atlético-MG por 3 x 1, de virada, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), pela terceira rodada da competição. O resultado, transmitido ao vivo em rede nacional, levou as Cabulosas aos mesmos sete pontos de Santos e Flamengo, recolocando a equipe celeste no grupo das quatro primeiras colocadas.

Índice

Virada do Cruzeiro reforça competitividade no Brasileirão Feminino

O clássico mineiro sintetizou o nível de equilíbrio que tem marcado o torneio de 18 clubes em 2026. Atual vice-campeã nacional, a equipe cruzeirense iniciou a rodada na quinta posição e precisava da vitória para não se distanciar do pelotão de frente. Já o Atlético-MG, apelidado de Vingadoras, buscava somar pontos preciosos em seu retorno à Série A1 após o rebaixamento na temporada anterior.

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Os 90 minutos confirmaram a necessidade de atenção plena até o apito final. Depois de um primeiro tempo de poucas oportunidades, o Atlético-MG abriu o placar aos oito minutos da etapa complementar, quando Thalita aproveitou contra-ataque veloz, driblou a saída da goleira Camila Rodrigues fora da área e empurrou para o gol vazio. O Cruzeiro empatou rapidamente: aos 13, Byanca Brasil converteu falta no ângulo esquerdo de Maike, recolocando as Cabulosas na disputa.

A virada veio ainda antes dos 20 minutos. Byanca, novamente protagonista, cruzou com precisão, e Ravenna testou firme de cabeça, balançando as redes. Já nos acréscimos, aos 51, a atacante Marília se redimiu de pênalti desperdiçado aos 43 e aproveitou desvio de Paloma Maciel para decretar os 3 x 1 definitivos.

Detalhamento minuto a minuto do clássico e suas consequências

Embora os lances capitais resumam o placar, cada momento do clássico forneceu indicativos claros sobre os pontos fortes e vulnerabilidades das duas equipes:

1º tempo – estudo cauteloso: Sem erros defensivos significativos, Cruzeiro e Atlético-MG investiram na marcação alta, travando as iniciativas adversárias. A posse de bola se alternou, mas faltou verticalidade.

2º tempo, 8’ – golaço de Thalita: O Atlético-MG explorou a velocidade nas costas da zaga. A finalização rasteira da atacante, com o gol escancarado, expôs falha de posicionamento cruzeirense.

2º tempo, 13’ – empate relâmpago: Byanca Brasil cobrou falta com efeito, mostrando por que é referência no elenco celeste. O tento devolveu moral e manteve o Cruzeiro invicto.

2º tempo, 18’ – pênalti defendido: Anny Marabá bateu no canto direito e Camila Rodrigues espalmou, evitando que o Atlético-MG retomasse a dianteira. A defesa foi determinante para a virada subsequente.

2º tempo, 19’ – 2 x 1 para o Cruzeiro: Ravenna, livre na pequena área, virou o marcador após assistência perfeita de Byanca. O gol obrigou as Vingadoras a se lançarem ao ataque, abrindo espaços.

2º tempo, 43’ – pênalti perdido pelo Cruzeiro: Maike adivinhou o canto de Marília, mantendo o duelo vivo. Mesmo assim, a pressão celeste persistiu.

2º tempo, 51’ – definição do resultado: Paloma Maciel desviou de cabeça e Marília completou, sacramentando os três pontos que situam o Cruzeiro na zona de classificação direta às quartas de final.

Posicionamento na tabela e próximos passos no Brasileirão Feminino

Com a vitória, o Cruzeiro soma sete pontos, igualando Santos e Flamengo. O saldo de gols coloca a Raposa, provisoriamente, na quarta colocação. O Atlético-MG permanece com um, estacionado em 14º e sujeito a perder posições conforme a rodada avança.

Além do prestígio inerente a um clássico estadual, o resultado também altera projeções de médio prazo:

Cruzeiro: reforça a condição de candidato ao mata-mata, mantendo distância mínima para o líder Palmeiras, que tem nove pontos e 100% de aproveitamento.

Atlético-MG: luta contra nova ameaça de rebaixamento. O ponto obtido nas primeiras três rodadas exige reação imediata para fugir da zona de perigo.

As Cabulosas voltam a campo na quarta rodada buscando consolidar a permanência no G-4, enquanto as Vingadoras precisam pontuar para sair da parte de baixo da classificação.

Outros duelos agitam a terceira rodada do Brasileirão Feminino

O sábado contou com mais quatro confrontos que mexeram no consolidado de pontos da competição:

Santos 3 x 0 Mixto: em Mogi das Cruzes, Mariana Larroquete, Isa Cardoso e Suzane Pires garantiram a segunda vitória santista. As Sereias da Vila assumiram a vice-liderança provisória, chegando a sete pontos. O Mixto, com apenas um, figura na 15ª posição.

São Paulo 0 x 1 Ferroviária: no CFA Laudo Natel, Júlia Beatriz anotou o gol que igualou as Guerreiras Grenás ao Tricolor em pontos (seis). O saldo de gols, porém, mantém o São Paulo levemente à frente, na quinta colocação.

América-MG 0 x 1 Juventude: a Arena Frimisa presenciou triunfo gaúcho com gol de Nicole Marussi, já nos acréscimos. As Jaconeras subiram para quatro pontos, em 12º. O Coelho ainda não pontuou e continua na lanterna.

Internacional 1 x 1 Red Bull Bragantino: no Sesc Campestre, Rafa Mineira colocou as paulistas na frente, mas Sole Jaimes, referência ofensiva colorada, igualou. Ambos somam quatro pontos; o saldo deixa o Inter em sétimo e as Bragantinas em décimo.

Clássicos em São Paulo e no Rio abriram a rodada

A terceira jornada começou na sexta-feira com dois confrontos de peso:

Palmeiras 3 x 2 Corinthians: reedição da Supercopa do Brasil Feminina. Mesmo com as Brabas inaugurando 2 x 0 por meio de Jhonson e Duda Sampaio, as Palestrinas reagiram na etapa final com Fê Palermo, Raíssa Bahia e Tainá Maranhão. O Palmeiras alcançou nove pontos, único clube com campanha perfeita.

Botafogo 1 x 1 Flamengo: no Estádio Nilton Santos, o jogo teve 26 minutos de atraso por problema no deslocamento da arbitragem. Rebeca abriu o placar para o Botafogo; Layza Cavalcanti empatou. O Flamengo chegou a sete pontos e perdeu chance de dividir a liderança. As Gloriosas somam quatro e figuram em 11º.

Panorama geral do Brasileirão Feminino após três rodadas

Encerrados sete dos nove confrontos da terceira rodada, o campeonato apresenta o seguinte recorte:

Zona de classificação (1º a 8º): Palmeiras (9 pts), Santos (7 pts), Flamengo (7 pts), Cruzeiro (7 pts), São Paulo (6 pts), Ferroviária (6 pts), Internacional (4 pts, saldo +1), Red Bull Bragantino (4 pts, saldo 0).

Meio da tabela (9º a 14º): Corinthians (4 pts), Juventude (4 pts), Botafogo (4 pts), América-MG (0 pt), Atlético-MG (1 pt).

Zona de rebaixamento (15º a 18º, sujeita a atualização): Mixto (1 pt), demais clubes completam a rodada neste domingo.

O recorte estatístico demonstra que, embora apenas três rodadas tenham sido disputadas, as oscilações de desempenho já influenciam as pretensões das 18 equipes. O Cruzeiro, por exemplo, passou de ameaça de ficar fora do G-4 para presença consolidada entre os primeiros. Em contraponto, o Atlético-MG precisa transformar as boas atuações parciais em pontuação efetiva para evitar repetir o descenso de 2024.

A rodada será concluída neste domingo com os dois jogos restantes, cujos resultados poderão alterar posições intermediárias e a zona de descenso. Até lá, a virada celeste sobre o maior rival permanece como o fato mais marcante desta semana no futebol feminino nacional.

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